quarta-feira, 18 de março de 2009

Assim não vamos lá...

O Benfica foi derrotado pela primeira vez na Luz, esta época, em jogos a contar para a Liga Sagres. Uma noite menos conseguida da formação "encarnada" que, frente a um eficaz V. Guimarães, não conseguiu encontrar o caminho da baliza, mesmo tendo em conta que dominou por completo a partida referente à 22ª jornada da competição. Pecado capital, certamente a dificuldade em criar lances de perigo durante larga parte do jogo.

Repetindo o mesm
o "onze" que arrecadara os três pontos na Figueira da Foz, Quique Flores até mesmo na colocação das peças no xadrez deu o esperado seguimento, deslocando Reyes para a direita e mantendo Di María na esquerda (solução que se revelara vital na vitória sobre a Naval). Mais surpreendente foi a forma como Manuel Cajuda dispôs a sua formação, apostando num 4-4-2 em losango no qual Marquinho e Roberto fizeram par na frente, enquanto Flávio surgiu numa posição traseira e Nuno Assis como o mais avançado elemento de um miolo em que Desmarets descaiu para a esquerda e João Alves para a direita.

Um losango que se revelaria, ao longo de toda a primeira parte, talhado para missões mais defensivas e não tanto para criar. Dificuldades, pois, para um Benfica a apostar no jogo pelos flancos e apresentando diversas soluções atacantes (quase sempre provenientes de combinações entre Aimar, Reyes e Di María) mas que pecou quase sempre por, na hora da conclusão, apresentar poucas peças na zona de tiro (Cardozo muito isolado). Assim, rarearam as situações de perigo, tendo sido mormente em lances de bola parada (especialidade benfiquista) que se registou maior alvoroço nas quase cheias bancadas da Luz. Exemplo disso, aos 42', numa assistência de Luisão (após livre de Reyes) para Aimar que não conseguiu atirar com pontaria, apesar de estar em boa posição.

As dificuldades continuaram na segunda parte, com o Benfica a tentar apresentar um futebol mais apoiado e tendo em Katsouranis peça fulcral em termos de reacção, pois o grego com
eçou a subir mais no terreno, tentando criar os até então inexistentes desequilíbrios nas transições ofensivas. E foi já com Nuno Gomes (Cardozo "sacrificado") em campo que o grego desperdiçou uma boa oportunidade, chutando ao lado após centro de Aimar. Corria o minuto 66 e, na resposta, o Vitória, imagine-se, chegou ao golo por intermédio de Roberto na sequência de um rápido contra-ataque gizado por Marquinho. Na sua primeira oportunidade, a formação minhota marcava e gelava a Luz.

Logo depois, cheirou a empate, com Nuno Gomes a cabecear para grande defesa de Nilson, após centro de Di María. Mas a distância existente entre os jogadores benfiquistas e a eficiência defensiva vimaranense não facilitou a tarefa de um Benfica que terminou o jogo com Balboa na direita, Reyes na esquerda e Urreta no apoio a Nuno Gomes, continuando Aimar enquanto construtor de jogo. Era o tudo por tudo, mas mais com o coração do que com a cabeça. E foi, curiosamente, com a cabeça que Miguel Vítor obrigou Nilson à defesa da noite, após livre apontado por Reyes que, logo depois, assistido por Nuno Gomes, atirou ao lado. Ainda antes do final, destaque para toque de calcanhar de Urreta, isolando Balboa, que atirou ao lado. Lance derradeiro de um Benfica em noite menos feliz e que poderá ter dado um passo atrás na luta pelo título...

Agora é ganhar a Taça da Liga! A final será disputada este sábado no Algarve, frente ao Sporting.


Força Benfica!!!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Na frente, tudo na mesma

Marcar, adormecer, sofrer e vencer. Assim se pode resumir a ida do Benfica, ontem à noite, à Figueira da Foz, onde a Naval vendeu cara a derrota, num jogo dividido entre o golo madrugador das águias, uma primeira parte "seca" de oportunidades e um segundo tempo mais emotivo. O Benfica mantém o 2º lugar da Liga Sagres, a dois pontos do Porto.

Quique Flores renovou a aposta numa frente de ataque generosa, com Di María e Reyes nas alas, a fazer companhia a Aimar e Cardozo. Mas ataque foi coisa que pouco se viu ontem à noite na Figueira da Foz. Na defesa, a opção voltou a recair em Miguel Vitor, ao lado de Luisão, e Yebda foi o substituto do lesionado Ruben Amorim.

O Benfica entrou da melhor maneira: a vencer. Perto do minuto 3, Aimar, aproveitando um mau alívio da defesa da Naval, rematou de primeira numa posição central (fora de área).
Depois disso, a primeira parte foi um suplício como jogo de futebol, sem oportunidades de golo ou jogadas com princípio, meio e fim por parte das duas equipas. Apesar da maior posse de bola da Naval, o Benfica foi anulando a resposta da equipa da casa.

A segunda parte mudou consideravelmente a história do jogo, trazendo mais emoção e golos. O Benfica continuou numa toada meio adormecida e com pouca ambição. Foram precisos oito minutos da segunda parte para tudo mudar. A Naval 1º de Maio fez o empate ao 53', num arremesso lateral que Godemèche desviou e Luisão cortou mal, permitindo ao recém-entrado Marcelinho marcar.
O golo mexeu com a partida e com os encarnados, que começaram a rematar com mais frequência. Sinal disso foi o remate à barra de Di María. Aos 63' foi Cardozo a desmarcar-se bem e a rematar cruzado, bem perto do poste de Peiser.
O golo da vitória surgiu de bola parada (claramente o ponto forte deste Benfica). Reyes "picou" para a área e Miguel Vitor assistiu Katsouranis. À beira da baliza, o grego não falhou e deu às aguias o triunfo.

Mais uma vez o Benfica adormece depois de se encontrar em vantagem, o que não pode acontecer. Principalmente se a vantagem for alcançada aos três minutos...
O golo da naval, portanto, já se previa e só depois o Benfica reagiu e foi à procura do segundo golo. Por acaso foi a tempo... O Benfica tem de jogar para ganhar, sempre!

Nesta partida destaco: Aimar, em crescendo de forma desde a lesão, e um golo; Di María, outro que está bem melhor que no início da época, espero que continue com a raça de ontem; Katsouranis, seguro no meio campo e vai à frente marcar golo; Yebda, regresso em forma.

Na próxima jornada os três grandes jogam em casa e são favoritos! O Benfica tem de continuar a vencer e esperar o deslize dos dragões para assaltar a liderança...


Força Benfica!!!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sofrimento desnecessário...

Tal como vinha acontecendo ao longo de toda a época, o Benfica não conseguiu marcar na primeira parte, apesar de apresentar muito maior pendor ofensivo do que o adversário. Ante um Paços de Ferreira apostado num 4-5-1 (que se transformava em 4-3-3 em posse) cuja linha defensiva apertava a intermédia mercê de uma linha bem avançada, os “encarnados” revelaram sempre algumas dificuldades no último passe, pois, invariavelmente, os seus atacantes eram colocados em fora de jogo.

Apesar do intenso domínio, da excelência revelada no capítulo do passe, especialmente na zona de construção, o Benfica teimou, ao longo de toda a primeira parte, em não surgir em posição de concretização em jogadas decorridas em lances de bola corrida, pelo que acabou por ser de bola parada – um dos pontos fortes deste Benfica – que quase se colocou em vantagem. Corria o minuto 11 quando Carlos Martins colocou, na transformação de um livre em zona lateral, a bola na cabeça de Luisão que, sozinho, atirou à barra. Na recarga, foi Aimar, também de cabeça, a criar grande perigo, mas surgiu Cássio que, com uma grande defesa, negou um golo que parecia certo.

O Benfica, desta feita com David Luiz na direita e Jorge Ribeiro à esquerda da defesa, tinha, por intermédio de Carlos Martins (que, a par do ex-boavisteiro, atingiu o centésimo jogo na Liga), muita posse de bola e qualidade de passe, mas raramente o regressado Cardozo (apoiado directamente por Aimar) tinha espaço para rematar. De destacar a qualidade defensiva apresentada pelo quarteto defensivo pacense que, com Dedé na sua frente, parecia uma muralha intransponível.

Já no ataque, o Paços foi inexistente durante a primeira hora de jogo, sendo que a saída de Cristiano (cinco golos na Liga), por lesão, em nada ajudou aos seus planos. Excepção, só mesmo quando Tatu (substituíra Cristiano), no início da segunda parte, se isolou e, após fintar Moreira, atirou para
a baliza, sendo David Luiz o salvador de serviço.

Quique é que não gostou do lance e decidiu mexer e inovar, lançando Di María no flanco direito e dando a oportunidade a Rúben Amorim de actuar na sua posição de raiz, ou seja, no centro do meio campo. E
foi importante a acção do antigo jogador do Belenenses na forma como ajudou o Benfica a atacar com maior fluidez o que proporcionou mais bola junto dos atacantes. Disso beneficiou Cardozo que, aos 69’, aproveitou uma intercepção falhada de Cássio e atirou, tranquilamente, a contar.

Brilhou o paraguaio logo depois, quando, após fintar dois adversários, deixou para Amorim que, em jeito, colocou a bola no ângulo superior oposto. Um fabuloso golo do médio benfiquista
que, assim, parecia matar o jogo.

Algo que não acontec
eu, pois Ferreira, após jogada de qualidade de Rui Miguel, atirou cruzado para o 2-1. A Luz nem teve tempo de sofrer pois Di María, pouco depois, aproveitou uma bola a saltitar à sua frente para, de bandeira, a 35 metros da baliza, atirar para um golaço. Só que o Paços, em cima do minuto 90, ainda reduziu (Chico Silva, surgindo nas costas de David Luiz) e atirou mesmo uma bola ao poste (Kelly). Um sofrimento final muito desnecessário, pois o Benfica controlou completamente uma partida em que marcou três golos e venceu pela margem mínima. Um final digno de suceder ao jogo da primeira volta que, recorde-se, o Benfica vencera por 3-4. Grande jogo e três pontos para o Benfica. A liderança continua ali à espreita...


Força Benfica!!!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Yeb(dá) e Proença tira!

Ao apontar, a dois metros do lance, um inexistente penálti contra o Benfica, Pedro Proença acabou por ter influência directa no resultado em pleno Estádio do Dragão, castrando todo o futebol de qualidade que a equipa orientada por Quique Flores apresentou no anfiteatro do rival. E, assim, um 0-1 que ameaçava tornar-se em 0-2, a favor do Benfica, virou 1-1, qual filme de terror. De bom... sobra, sem dúvida, a melhor exibição que, em muito tempo, o Benfica produziu no Porto.

Uma primeira parte como mandam os manuais. Com o esperado
4-4-2 promovendo o regresso de Suazo, o Benfica apresentou-se muito concentrado na zona de meio-campo, limitando ao máximo as acções de construção de jogo de Lucho e Meireles, sendo só pelas alas que os portistas conseguiram criar algum perigo, mercê de centros que nem sempre os centrais benfiquistas conseguiram desfazer. Assim, o único lance de perigo do FC Porto nasceu na cabeça de Lucho, que atirou por cima, corria o minuto nove.
Só que, apesar de tal excepção, o Benfica foi mais forte, apostando num futebol apoiado (ao contrário dos donos do terreno que, talvez por causa da fome de golos caseiros adjacente aos dois últimos jogos no Dragão, só conseguiram actuar em contra-ataque) e que fez mossa na zona defensiva contrária. Além de actuar como um bloco, o Benfica teve em Aimar um vagabundo de ouro, dando o argentino razão às palavras de Jorge Valdano, quando este referiu, esta semana, que o "dez" retira a imperfeição ao futebol.

Apoiado por Reyes, Aimar foi um maestro por excelência. Foi mesmo ele a servir o espanhol, aos 12', num centro largo a que o "seis" não deu bom rumo, cabeceando ao lado. E foi mesmo Reyes que, após passe de Suazo (em mais uma jogada iniciada por Aimar) atirou forte para grande defesa de Helton. Mas foi Reyes quem, à beira do intervalo, serviu Yebda, através de um canto, para o cabeceamento que fez justiça no marcador.

Continuidade de grande exibição na segunda parte. Apesar de menos eficaz no capítulo do passe, o Benfica foi sempre mais forte, parecendo poder chegar ao 0-2 a qualquer momento. Aliás, Suazo, em cabeceamento ao lado (a responder a livre de Reyes), desperdiçou nova oportunidade de ouro, ten
do Amorim, aos 57', atirado para mais uma boa defesa do brasileiro Helton para o lado na sequência da melhor jogada do encontro.

Assim, quando se esperava o segundo golo do Benfica, o senhor Pedro Proença deu sequência à má exibição e assinalou uma inexistente falta de Yebda sobre Lisandro (que se atirou para a piscina) no bico da àrea encarnada. E, assim, Lucho tratou de empatar uma partida que, desde esse minuto (70') até final, foi sempre dominada pelo Benfica.

Resumindo, foi um jogo, no geral, equilibrado mas controlado pelo Benfica, que defendeu bem e saía em contra-ataques perigosos, criando bem mais perigo que o P
orto durante a partida. Os azuis e brancos só conseguiram jogar pelas alas, com cruzamentos que poucas vezes criaram perigo. Principalmente depois do golo, o Benfica controlou por completo a partida, deu um domínio territorial consentido ao Porto e saía bem e rápido no contra-ataque, e foi mesmo na melhor fase do Glorioso que o árbitro resolveu inventar aquela grande penalidade. Acontece... ou não!

Destaques no Benfica: Sidnei, dos melhores em campo, que central fantástico; Aimar, o homem do jogo, pautou o jogo do Benfica e controlou o ritmo do jogo, o melhor jogo de águia ao peito; Yebda, marcou o golo e esteve sempre bem no meio campo, com uma raça incrível, está no golo do Porto mas a culpa é apenas do Pedro Proença; Ruben Amorim, simplesmente não sabe jogar mal...


FORÇA BENFICA!!!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Na final...

Três anos depois o Benfica vai jogar uma final de uma competição oficial, depois de bater o V. Guimarães por 2-1 nas "meias" da Taça da Liga. Um dérbi (ante o Sporting), pois, para fechar com chave de ouro uma competição na qual, até ver, os pupilos de Quique Flores (que atinge a sua primeira final enquanto treinador) só somaram vitórias. Que melhor tónico a poucos dias do clássico do Dragão.

As equipas abordaram, desde cedo, a partida de forma positiva, tentando salvaguardar os aspectos defensivos, mas procurando sempre posicionar-se no ataque com diversos elementos. Mais o Benfica, claro, pois tinha a responsabilidade de, enquanto favorito, deter maior domínio da posse de bola. Com uma equipa muito próxima daquela que tem sido habitualmente titular (só Maxi Pereira teve direito a descanso), o Benfica revelou determinação defensiva e simplicidade de processos a nível ofensivo, o que acabou por, aos poucos, ir relegando para segundo plano as investidas de Nuno Assis, Fajardo e Desmarets (fornecedores de jogo do adaptado Marquinho).

Com Reyes activo na esquerda e Carlos Martins a revelar a natural tendência d
e comandar as operações a meio campo, apenas ao muito azar registado por Cardozo na hora do tiro se deveu o nulo ao intervalo. O paraguaio acertou na barra, aos 23', num cabeceamento executado após livre lateral apontado por Reyes, tendo, pouco depois, rematado de longe para aparatosa defesa de Serginho. Ainda antes do intervalo, Cardozo desperdiçou a sua melhor ocasião, quando desaproveitou um mau alívio defensivo do Vitória e, na pequena área, estoirou por cima da barra.

Não tão brilhante a segunda parte do Benfica que, durante muito tempo, revelou dificuldades em criar situações de golo. Já o V. Guimarães, mercê da mobilidade e qualidade de passe de Marquin
ho, Nuno Assis, Desmarets e Fajardo, conseguiu criar a ilusão de controlar a partida em diversos momentos na segunda parte, ainda que o Benfica se apresentasse sempre muito concentrado em termos defensivos e aproveitasse tal posicionamento vimaranense para partir em contra-ataque.

De forma a potenciar a ideia de um Benfica mais móvel e rápido, Quique Flores trocou Cardozo por Di María, mas foi de bola parada que o jogo se começou a decidir. Corria o minuto 69 quando Carlos Martins apontou um livre direitinho para a cabeça de David Luiz. Na falha do benfiquista residiu a infelicidade de Gregory que, sem ver a bola, encostou-a para o fundo das redes. Desequilibrou-se o Vitória, que nunca mais conseguiu ser uma equipa compacta, permitindo a Katsouranis lançar Aimar, tendo este atirado a contar naquele que foi o seu primeiro golo de águia ao peito. De pouco valeu o remate certeiro de Desmarets (a coroar uma boa exibição) ao cair do pano, pois a vitória era já benfiquista e a final da Taça da Liga uma realidade.


Força Benfica!!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

São Pedro, Deus da Chuva

O título, com tão poucas palavras, consegue descrever tudo o que se passou no relvado da Luz no passado Sábado.
Chuva, muita chuva, que caiu em Lisboa e que deixou o relvado quase impraticável. E São Pedro (Mantorras), que foi um verdadeiro Deus, ao sair do banco 11 meses (!!) depois para em 3minutos voltar a fazer estremecer o Estádio da Luz daquela forma que só ele sabe.

A partida começou numa toada estranha, de mau futebol de ambas as equipas, facilmente explicável pelo péssimo estado do terreno, com a bola a acelerar em certas zonas e a travar noutras, especialmente na zona central do campo, onde a acumulação de água era maior. De entre os maus, o Rio Ave ia sendo o melhor, com o Benfica a demorar muito tempo para perceber que jogar futebol no chão e de bola no pé naquele estado de terreno seria puro suícidio.
Depois de uns primeiros 40minutos chatos, muito chatos, em que o único lance de perigo até pertenceu aos vilacondenses, o Benfica la percebeu que era hora de começar a jogar futebol, conseguindo, nos 5minutos restantes até ao intervalo, criar 4 lances de perigo. Primeiro Cardozo, que provou ser o melhor ponta de lança do Benfica, a conseguir uma rotação plena de oportunidade e a atirar ao poste... Depois, Di Maria, na recarga, a rematar para as nuvens (que falta faz Maradona naquela bancada)... Quase em cima dos 45' é Nuno Gomes quem acerta mal na bola, num centro que lhe chegou com conta, peso e medida... E já nos descontos é Carlos Martins que bate um livre colocadíssimo, para o qual Paiva voou fazendo uma espectacular defesa para canto.

A verdade é que após 40' em que o Benfica nada fez para justificar um golo, acabou por fazer uma boa ponta final, que faria esperar mais da 2ª parte... E o 2º tempo trouxe mesmo mais Benfica. O Rio Ave, talvez por cansaço, talvez por sentir que podia ganhar um pontinho, recuou e deu mais iniciativa de jogo ao "glorioso", naquele que terá sido o principal erro de Carlos Brito. Com mais espaço para progredir, o Benfica aproveitou para causar mais "sururu" junto da área da equipa de Vila do Conde, mas o acerto continuava a não estar com os jogadores de Quique. Cardozo voltou a acertar no poste e voltou a adiar o golo que ele, mais do que ninguém, mereceu.
Até que, sensivelmente a meio da 2ª parte, a Luz tremeu. Quique chamou ao banco para entrar em jogo aquele por quem os 21mil adeptos da noite fria e molhada da Catedral esperavam...
Mantorras tirou o fato de treino e substituiu Nuno Gomes. Ouviu-se aquele que era, até então, o maior aplauso da noite. E Mantorras precisou apenas de 2 toques para fazer golo. Numa jogada de insistência, em que Cardozo cabeceia a meias com o defensor do Rio Ave, Mantorras tem a inteligência de proteger a bola com o corpo e disfere um remate à meia volta, que só parou quando encontrou a rede. 11 meses depois de voltar a pisar o relvado, Mantorras fez aquilo que melhor sabe... Resolver aquilo que parece de resolução impossível.

Só assim, dum golpe de mágica, se poderia desempatar o jogo no alagado relvado do Estádio da Luz. Quique percebeu e deu a hipótese ao salvador do Benfica nos momentos dificeis.
Vitória importante, que faz com que o Benfica visite o Dragão, no próximo Domingo, a apenas 1 ponto da liderança do campeonato e com a esperança de lá poder chegar 2 jornadas depois. É uma missão muito dificil, até pelo histórico negativo que o Benfica tem das visitas ao terreno azul e branco. Mas não é nada impossível! Nós acreditamos! FORÇA BENFICA!!

Mas antes disso é altura de carimbar a primeira final da época. Benfica vs Guimarães, às 21.15h no Estádio da Luz, a contar para as meias finais da Taça da Liga.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Curtas...

Comecemos pelo futebol... Finda a primeira volta da Liga Sagres, o Porto encontra-se na frente após ter vencido o Braga, fora, por 2-0, com uma arbitragem escandalosa. Os "dragões" que duas semanas antes tanto criticaram a arbitragem da Luz, agora dizem que não avaliam árbitros para falar sobre isso... Enfim!
O Benfica foi a casa do Belenenses empatar a zero golos. Foi um jogo com poucas oportunidades, muito por culpa do péssimo estado do "relvado" que mais parecia um lamaçal. Aimar fez mais um jogo seguido e parece que a lesão faz mesmo parte do passado, além disso a sua exibição foi bastante agradável. Miguel Vitor foi expulso por acumulação de amarelos, assim, em princípio, Sidnei voltará a alinhar na equipa titular (ainda não percebi porque saiu do "onze" inicial).
O Sporting também empatou, na Madeira frente ao Nacional, e por isso o Porto está em primeiro lugar com um ponto de vantagem sobre Benfica e Sporting.

No basquetebol o Benfica teve a primeira derrota da época na meia-final da Taça de Portugal frente à Ovarense. A partida estava empatada a 77 pontos no final do tempo regulamentar mas a equipa de Ovar venceu a de Lisboa por 90-88 após prolongamento. E acabou por vencer a competição! Após dois prolongamentos, frente ao Vagos, um 92-87 no marcador dava o título à Ovarense.

Por fim, o Benfica confirmou hoje que amanhã será oficializada a Fundação Benfica, numa cerimónia que irá contar com a presença do presidente Luís Filipe Vieira e que irá decorrer no camarote presidencial do Estádio da Luz.
A Fundação do Benfica tem como principal objectivo ajudar «famílias carenciadas, imigrantes, deficientes» e também irá apoiar na prevenção de doenças crónicas.

Excelente iniciativa!!!




Viva o Benfica!!!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Basquetebol não sabe mesmo o que é Perder

Mas que época está a fazer o Benfica em basquetebol... Que época magnífica! Depois de termos reforçado a equipa condignamente para podermos lutar por títulos em todas as frentes os resultados começaram, naturalmente, a aparecer... mas não acredito que alguém pensasse que o domínio do Benfica até ao momento fosse tão notório e vincado, com o "Glorioso" a permanecer confortavelmente instalado na frente do campeonato, na viragem da 1ª volta, com 17 vitórias noutros tantos jogos.

Esta semana, porém, é a vez de outra competição nacional, a Taça de Portugal, mas também aqui o Benfica pretende conquistar o 1º título do ano no Basquetebol Nacional, de forma a confirmar o domínio que temos tido no campeonato. À chegada a esta Final8, no Barreiro, o sorteio não foi muito amigo do Benfica, pois colocou-nos no caminho o sempre difícil FC Porto, que tem vindo a melhorar os seus resultados com o decorrer da época. Mas equipa que quer ganhar não se pode atemorizar com nada e foi com espírito vencedor que o Benfica entrou em campo para este jogo dos quartos-de-final, esta noite.

A juntar ao enquadramento deste jogo e ao histórico que já há de duelos aguerridos entre estas duas formações no basquetebol (e não só), o público ainda foi mais um factor galvanizador, com muita gente presente, a encher o pavilhão do Barreiro e a criar uma atmosfera perfeita para que se assistisse a um grande jogo de Basquetebol, com muita emoção, como veio a suceder.

Assim, após um 21-21 registado numa fase inicial, o Benfica embalou para um parcial de 24-19 no segundo período e manteve tal vantagem até ao derradeiro período, altura em que o FC Porto recuperou, em grande parte por mérito de Nuno Marçal (28 pontos) e em que chegou a estar em vantagem.

A dez segundos do final o Benfica perdia por dois pontos de diferença e a derradeira jogada ficou marcada por uma falta clara de um defensor portista sobre Seth Doliboa. Nos dois lances livres, o americano não falhou e deu o empate ao Benfica, obrigando a prolongamento, após 91-91. Foi então que, dando seguimento ao espírito guerreiro registado nos segundos finais do tempo regulamentar, o Benfica partiu para um fantástico prolongamento, onde superou os nortenhos em todos os aspectos.

Fantástica a exibição do colectivo, embora Ben Reed (34 pontos, sete ressaltos, quatro assistências e uma eficácia de 100 por cento da linha de lance livre), pela garra, eficácia e personalidade, tenha sido um elemento a destacar, juntamente com o polivalente Seth Doliboa (15 pontos) e o eficaz Sérgio Ramos (22 pontos).

O Benfica vai agora defrontar a Ovarense, que bateu o Illiabum por 79-71 no outro jogo dos quartos-de-final relativos à Final 8 da 55.ª edição da Taça de Portugal. A partida realiza-se no sábado, às 14 horas.

FORÇA BENFICA!! Estamos a um passo da Final da Taça!