segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Boas Festas!!!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Outra vez Cardozo!!!

Dois golos de Óscar Cardozo revelaram-se decisivos para uma entrada com o pé direito do Benfica na actual edição da Taça de Portugal. Num jogo em que se revelou demolidor no espaço aéreo, o Glorioso beneficiou ainda de um cabeceamento certeiro de Luisão, de pouco valendo a reacção dos academistas, num golo de longa distância de N'Doye.

Apresentando várias alterações no "onze", o Benfica da primeira parte não desacelerou relativamente ao que fizera nas últimas semanas, dando nas vistas pela capacidade de reter, do seu lado, o domínio do jogo, bem como de desenvolver sucessivas jogadas de perigo, ora pela direita, ora pela esquerda ou até pelo centro. Desde o minuto inicial que se adivinhava o golo que, ainda assim, ia sendo adiado por uma Académica batalhadora na defesa mas incapaz de criar lances de perigo na baliza esta noite à guarda de Butt.

Bastou esperar oito minutos até que o regressado Edcarlos brilhasse nas alt
uras, vendo apenas o poste negar-lhe o golo, num cabeceamento após pontapé de canto. Foi, aliás, dessa forma que mais o Benfica criou perigo na primeira parte, revelando-se sempre superior nas alturas, relativamente ao seu opositor. Assim, não estranhou que, aos 39 minutos, o outro central, Luisão, subisse à área contrária e atirasse a contar, num excelente desvio de cabeça, após canto bem apontado por Nuno Assis.

Depois, numa noite em que actuou ao lado de Nuno Gomes, Cardozo fez questão de vincar o seu crescendo de forma, isolando-se, aos 45', e atirando, de carrinho, por cima do corpo de Pedro Roma, após excelente passe de um Léo que viu o azar bater-lhe à porta logo na fase inicial da etapa complementar, saindo por lesão e cabendo a Luís Filipe actuar na canhota da defesa "encarnada".

Foi, curiosamente,
nessa fase que mais o Benfica revelou dificuldades. Para tal muito contribuiu o golo da Académica, obtido num remate de longe de N'Doye. Remate esse que traiu Butt, visto o esférico ter batido no chão e no poste esquerdo antes de se anichar nas redes benfiquistas (mesmo assim foi um pato...). Infelicidade para o alemão que, ainda assim, redimiu-se três minutos depois, ao parar, em estilo, um cabeceamento de Joeano. No entanto, novo susto surgiu aos 64', quando Hélder Barbosa rematou em jeito, ao poste.

Apesar do referido bom reinício de jogo dos "estudantes", o Benfica soube recompor-se e, aos poucos, foi agarrando novamente o controlo da partida. Tudo voltou ao normal e as oportunidades começaram a reaparecer, primeiro num remate às redes laterais de Di María e, depois, num chuto de primeira de Adu, que acabara de entrar para o lugar do argentino (a cerca de 15 minutos do fim). A confirmação da vitória surgiu aos 85 minutos, quando Nuno Gomes centrou com conta, peso e medida para o cabeceamento certeiro de Cardozo.

Má arbitragem de C
arlos Xistra, não assinalando um claro penalty de Pavlovic sobre Nuno Assis e assinalando, erradamente, uma falta de Cardozo sobre Litos, num lance em que o paraguaio se isolava, lado a lado com Nuno Gomes.


Força Benfica!!!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Se fosse sempre assim...

Dois golos apontados por Óscar “Tacuara” Cardozo valeram ao Benfica a continuidade nas competições europeias, via Taça UEFA. Apesar das dificuldades sentidas no frio de Donetsk, o Glorioso revelou uma tremenda solidez defensiva e mereceu por completo a vitória construída ao longo da primeira parte e defendida com sabedoria durante a etapa complementar.

Termómetro abaixo de zero e técnica acima da média. Foi dessa forma que o Shakhtar recebeu, no gelo de Donetsk, o Benfica, naquela que era uma partida decisiva para ambos os conjuntos. Precisavam ambos de vencer – os ucranianos para garant
irem a presença nos 16 avos-de-final da Taça UEFA ou, caso o Milan vencesse o Celtic, para seguirem em frente na Champions, enquanto os benfiquistas com o objectivo único de somar os três pontos para carimbar a passagem à Taça UEFA, enquanto terceiro posicionado no Grupo D. Tal ânsia de vitória revelou-se de duas formas diferentes, pois se os ataques se mostraram particularmente inspirados, especialmente na construção de jogadas de perigo, já as defesas de ambos os conjuntos nem sempre conseguiram dar, durante a primeira parte, a melhor resposta à toada tremendamente ofensiva despoletada por ambos os conjuntos.

Começou melhor o Shakhtar, empurrado por todo um estádio imune ao gelo ucraniano. Lá em baixo, no verde relvado (a neve ficou à margem), deram nas vistas, nos momentos iniciais, talentos como Ilsinho, Jadson ou Brandão, sempre complementados pelo “tanque” italiano, Lucarelli. Chamado à acção, Quim mostrou a habitual eficácia dando bom uso aos seus reflexos logo nos instantes iniciais. Abriu o guarda-redes o caminho para um Benfica em crescendo, mostrando confiança e aproximando-se da baliza adversária à espreita de algum erro. E nem esperou muito, pois, logo aos seis minutos, Cardozo (titular na frente de ataque) aproveitou um mau passe lateralizado entre os defesas ucranianos para ultrapassar o guardião contrário e atirar a contar.

Aquele que foi o melhor marcador do Benfica na actual edição da Champions deu-se a mostrar aos 21 minutos, através de um formidável golpe de cabeça que gelou (ainda mais) as bancadas. Centro de Maxi Pereira e Cardozo a finalizar.

Estava feito o 0-2 e o Benfica deitava para trás das costas os problemas iniciais. No entanto, perto da meia-hora um suposto toque (toque normalíssimo que, com este critério, daria muitos penaltis no futebo
l...) de David Luiz nas costas de Lucarelli permitiu ao italiano colocar a bola na marca da grande penalidade e, apesar da meia defesa de Quim, reduzir para 2-1.

Mais do que na fase inicial da primeira parte, o Shakhtar criou várias jogadas de relativo perigo no início da etapa complementar, mas foi então que a defesa benfiquista (esta noite com Nélson a titular no lugar de Luís Filipe) se mostrou muito coesa, acabando por obrigar, aos poucos, o Shakhtar a recorrer ao jogo directo, algo que em nada beneficiou as suas mais-valias brasileiras.

Foi, no entanto, num centro longo que o Shakhtar quis demonstrar estar no caminho correcto, acorrendo Srna ao segundo poste e atirando com muito perigo, mas para grande defesa de Quim. Foi esse, no entanto, o último sopro de revolta de um Shakhtar que, ao longo dos últimos 30 minutos, foi totalmente controlado pelo Benfica.
Uma excelente vitória do Glorioso num jogo marcado pelos dois golos marcados por Cardozo e pela maturidade demonstrada por uma equipa que terá de ser, agora, considerada como uma das sérias candidatas a vencer a Taça UEFA. O gelo de Donetsk já lá vai. Aqueçam-se os corações benfiquistas!


Força Benfica!!!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Depois do Milan não pode ser assim...

Num jogo muito equilibrado, o Porto acabou por ser a equipa mais feliz, beneficiando de um momento de inspiração de Quaresma, autor do golo que, aos 40 minutos, decidiu o "clássico" que na noite de sábado se realizou na Luz. Com esta vitória, os portistas elevaram para sete pontos a vantagem para o Benfica, segundo classificado.

O Benfica-Porto deste sábado prometeu muito numa fase inicial, mas acabou por ser um
espectáculo um pouco abaixo das expectativas. Um tento apontado por Ricardo Quaresma, a cinco minutos do intervalo, acabou por selar a vitória de um Porto de contenção e que fez da segurança defensiva e eficaz ocupação dos espaços a meio-campo a sua principal arma. O Benfica, sempre mais atacante (mas sem criar verdadeiro perigo), não viu o resultado final fazer justiça ao seu querer, ao seu empenho e à sua garra (algo que tem de ser valorizado, especialmente após o esforço da passada quarta-feira onde, ante o campeão da Europa, realizou uma bela exibição). Um pormenor resolveu um "clássico" pouco espectacular e muito táctico.

No entanto, quem assistiu aos primeiros dez minutos da partida nunca pensaria que a mesma pudesse ser pouco emocionante. 60 mil pessoas na Luz viram o Benfica entrar muito melhor que os "azuis-e-brancos", solicitando os extremos (Rodriguez e Maxi Pereira) e tendo especialmente em Léo um bom complemento para um futebol atraente e lateralizado.

Nuno Gomes, talvez o melhor do Benfica neste jogo,
ganhava consecutivamente duelos aos centrais portistas e era peça importante na fluidez de jogo benfiquista. No entanto, os lances de golo não apareciam e, aos poucos, os portistas conseguiram acertar marcações e estancar a criatividade benfiquista.

Começou, pois, aos poucos a vir ao de cima a técnica e velocidade de Quaresma que, já depois de Tarik atirar a rasar o poste da baliza de Quim, descobriu Lisandro na área para um remate que se previa fatal, mas que foi detido pelo guardião "encarnado". No entanto, pouco depois, nada Quim podia fazer para deter
o remate cruzado do seu colega de selecção que, após ultrapassar David Luiz (neste jogo muito mal), atirou a contar.
Logo ali se percebeu que, mercê das características da partida, muito táctica, seria complicado ao Benfica conseguir dar a volta. No entanto, quem
coloca em sentido o campeão da Europa também tem capacidades para repetir tal cenário num "clássico", ante o detentor do título nacional. Só que, ao longo de toda a segunda parte, o Porto mostrou que tinha a lição bem estudada e não arriscou nada em termos ofensivos, limitando-se a defender com grande agressividade e concentração, de preferência longe da sua baliza, limitando ao máximo os espaços vazios por onde os homens mais rápidos do Benfica tentavam gizar os sucessivos lances de ataque.

Camacho tentou alterar as características do jogo e até conseguiu que a sua equipa fosse mais rematadora nos minutos finais, mas a sorte nada queria com o Benfica. Bom exemplo disso aconteceu aos 77', quando o recém-entrado Adu ganhou espaço à entrada da área e atirou forte para grande defesa de Helton. Logo depois, foi a vez de Petit tentar a meia distância, mas a bola saiu um pouco por cima, não mais se assistindo a um real lance de perigo.


Num jogo em que o empate teria sido o resultado mais justo, acabou por ser um pormenor a resolver a contenda. No entanto, ainda falta muito tempo até que chegue a ho
ra das decisões na Liga e o Benfica tem todas as condições para voltar a aproximar-se dos "azuis-e-brancos" na tabela classificativa. Jorge Sousa, árbitro da A.F. Porto, realizou uma exibição irregular especialmente no capítulo disciplinar, tendo ficado um penalti por marcar no lance em que Di María caiu na área portista, a meio da segunda parte. O autor da falta, Fucile, já deveria estar na rua por acumulação de amarelos.

Agora temos de ir à Ucrânia vencer o Shaktar para seguir em frente nas competições europeias...


Sempre Benfica!!!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Milan? E quê?

Ainda não foi desta que o Benfica quebrou a tradição e bateu o Milan (empate a um golo), mas nunca o actual campeão europeu esteve tão perto de perder na Luz. Grande exibição de um Benfica a confirmar o crescendo de forma e que terá de vencer na Ucrânia para garantir um lugar na Taça UEFA.

O respeitinho é muito bonito e
foi isso que ambos os treinadores quiseram deixar bem claro na abordagem à partida. Assim, tanto Camacho como Ancelotti optaram por apresentar "onzes" muito equilibrados, fazendo do meio-campo dos mesmos a força principal, sempre tendo em vista deter a posse de bola e criar condições para rápidas transições (quer defensivas, quer ofensivas).

Os "sacrificados" (se é que assim pod
emos designá-los) acabaram por ser Óscar Cardozo no Benfica e Ronaldo no Milan. Nuno Gomes e Gilardino acabaram por ser os ponta-de-lanças escolhidos, significando uma maior mobilidade na frente ofensiva de cada uma das equipas. Tal como se esperava, Camacho promoveu o regresso de Petit e dos uruguaios Maxi Pereira e Rodriguez ao "onze".

Por seu turno, Ancelotti apostou num losango onde
Pirlo, Gattuso, Seedorf e Brocchi eram os homens que cobriam as costas do liberto Kaká (Meu Deus!). Respondia o Benfica com uma dupla de peso: Petit e Katsouranis, sempre na tentativa de fornecer jogo a Rui Costa, sendo este o farol que iluminava um jogo atacante onde Rodriguez surgia pela esquerda, Maxi pela direita e Nuno Gomes pelo meio.

Com respeitinho, é certo,
mas de olhos virados para a baliza contrária. Foi dessa forma que Milan e Benfica encararam a partida desde o minuto inicial, perante uma Luz que, apesar de não estar cheia, conseguiu ser, a espaços, o Inferno que tão bem conhecemos. No entanto, os minutos iniciais mostraram mais Milan. Os italianos entraram com tudo e superiorizaram-se aos intentos atacantes dos portugueses, dominando as operações mercê da excelência de passe de Pirlo, da rapidez de Kaká (quase sempre à esquerda) e das entradas de Seedorf.

Foi dessa forma que o holandês, em combinação com Gilardino, selou o aviso, atirando para bela defesa de Quim. O golo italiano surgiria dez minutos depois. E que golo. Kaká cedeu a bola a Pirlo, abrindo uma brecha na meia-defensiva
"encarnada", e o médio galgou terreno para um imparável remate a mais de 25 metros.

Poderia pensar-se que a tarefa benfiquista se tornaria quase impossível
(todos sabemos que a eficácia da máquina milanesa é imparável quando carbura no marcador), mas foi então que o Benfica mostrou a sua melhor face, atirando-se, literalmente, para cima do adversário e provando por que razão é a equipa mais rematadora da Champions. Nuno Gomes foi o primeiro a mostrar que o Milan não é de todo imbatível, roubando uma bola a Serginho e servindo Rodriguez que, isolado, não conseguiu bater Dida, pois já rematou em esforço, depois de excelente recuperação de Kaladze. A resposta ao golo italiano era imediata e foi preciso esperar apenas mais dois minutos para que, aos 19', Maxi Pereira, numa jogada de antologia, empatasse a partida. O uruguaio tirou Gattuso do caminho com uma bela finta e atirou de pé esquerdo ao ângulo superior esquerdo da baliza de Dida. Fenomenal!

Não mais o Milan recuperou de tal golpe ao longo da primeira parte e o Benfica, mais coeso e muito empreendedor na recuperação da bola, fechou espaços e conseguiu, cada vez mais
, jogar no meio-campo adversário. Aos 37', numa tremenda jogada, foi por muito pouco que Maxi Pereira não bisou, após uma jogada entre Léo e Nuno Gomes, passando por Rui Costa. Desmarcado pelo 21, o extremo viu-se na cara do brasileiro e colocou à prova os reflexos do guardião. O Milan, cada vez mais, dependia dos arranques de Kaká, mas o Benfica soube sempre realizar da melhor forma as compensações, destacando-se, desta feita, David Luiz, sem dúvida um defesa cada vez mais em foco.

Nada satisfeito com
o mau funcionamento do flanco esquerdo da sua defesa, Ancelotti optou pelo experiente Maldini na segunda parte, abdicando de Serginho. O empate servia aos italianos e precisava assegurar que os erros dos primeiros 45 minutos não se repetissem. Poucos minutos se jogaram na segunda parte e já Brocchi cedia o seu lugar a Gourcuff, o que mostrava que o labor benfiquista persistia em emperrar a "máquina" italiana. Dois remates perigosos de Rui Costa e uma excelente atitude benfiquista eram provas claríssimas de que os italianos não detinham o controlo a que tanto estão habituados. Novo susto surgiu aos 61', quando Petit estoirou do meio da rua e Dida defendeu para a frente, permitindo a recarga vitoriosa de Nuno Gomes. Falso alarme, no entanto, pois o internacional luso estava em fora-de-jogo.

O Benfica ia merecendo o golo e a Luz vivia intensamente cada momento. Quando, aos 66', Maxi cent
rou para remate em vólei de Nuno Gomes e o tiro (forte) morreu nas mãos de Dida, foram ao rubro as emoções, mas, mais uma vez, os italianos eram bafejados pela fortuna. Conforme o tempo foi passando, o Benfica encostou cada vez mais o Milan às cordas, mas, apesar dos muitos remates, Dida mostrava-se seguro e era a imagem de um campeão encolhido, mas sempre cínico. Bom exemplo disso surgiu no penúltimo minuto, quando Kaká se isolou e atirou um pouco ao lado. Tal injustiça não aconteceu, mas também não se fez a justiça que a Luz tanto ansiou, ou seja, a vitória do Benfica.

Em Glasgow, o Celtic venceu o Shakhtar por 2-1 (com o golo da vitória a ser apontado nos descontos) deixando a formação portuguesa fora da Liga dos Campeões. O Benfica terá de vencer na Ucrânia para assegurar um lugar na Taça UEFA. Vamos acreditar!


Força Benfica!!!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Goleada das antigas...

O Benfica levou ao rubro os adeptos presentes na Luz ao golear o Boavista por 6-1 em jogo referente à 10ª jornada da Liga. Um jogo para mais tarde recordar, até porque fixou em 30 o número de partidas sem perder de um Benfica em clara ascensão na principal prova do calendário português.

O Benfica juntou o histórico ao agradável, visto ter obtido, também, a sua quarta vitória consecutiva na Liga, reforçando a perseguição ao líder e dando excelente defesa às palavras proferidas por Camacho na sexta-feira, quando o técnico espanhol garantiu que a sua equipa melhorava a olhos vistos. Coeso, seguro a defender, pragmático na abordagem ao ataque e rematador, o Benfica desde cedo mostrou, perante uma Luz bem composta, ao que ia, assumindo o controlo da partida desde início, apesar de o Boavista ter em Mateus e em Zé Kalanga dois rápidos executantes a ter sempre em conta.

Talvez tenha sido mesmo na sua defesa que o Benfica começou a ganhar a partida, tendo Luisão e Katsouranis (de regresso à condição de central) revelado muita sintonia e eficácia
, o que facilitou os processos de transição, sempre a cargo de Rui Costa, esta noite a alinhar nas costas do totalmente recuperado Nuno Gomes. No entanto, aos 17’, o “maestro” subiu, ele mesmo, à área contrária, acabando por furar por completo a defesa “axadrezada”, após tabela com o “capitão”, e ofereceu o golo a Cardozo. O paraguaio dominou, olhou e deu um subtil toque que fez a bola passar por cima do corpo de Jehle e aninhar-se no fundo das redes.

O internacional do Liechtenstein foi mesmo obrigado a exibir-se a grande altura pouco depois, quando o avançado paraguaio fez uso do seu ponto forte, o remate de meia distância de pé esquerdo. Uma grande defesa a parar um autêntico tiro. Depois, mesmo à beira do intervalo, foi a vez de Luisão fazer brilhar Jehle, na sequência de um cabeceamento correspondido com um tremendo voo do guardião de um xadrez incapaz de colocar a defesa benfiquista em xeque, excepção feita a um perigoso remate ao lado de Jorge Ribeiro.

A fase inicial da segunda parte não trouxe grandes novidades, com o Benfica a proteger a posse de bola com uma boa circulação do esférico a meio-campo, optando, também, por rápidas jogadas pelos flancos, sendo um bom exemplo o centro de Maxi Pereira que Nuno Gomes não aproveitou por muito pouco, cabeceando um pouco ao lado. As esperanças do Boavista pareceram ficar ainda mais reduzidas quando Zé Kalanga foi expulso, aos 55’.
Erro do internacional angolano que, já com um amarelo, acabou por fazer falta sobre Léo e ver o segundo amarelo. No entanto, ninguém poderia imaginar
o que aconteceu pouco depois: contra-ataque do Boavista liderado por Mateus – o atacante foi mais rápido que Luís Filipe – e assistência para Jorge Ribeiro chutar com força para o golo do empate.
No entanto, o Benfica precisou apenas de quatro minutos para voltar a ficar na frente do marcador. Um belo golo de Maxi Pereira – o seu primeiro de “águia” ao peito – após jogada pela esquerda protagonizada por Léo. O Benfica estava, então, imparável e, aos 66’, praticamente sentenciou a partida com
novo golo uruguaio. Rodriguez, de cabeça, numa recarga, após uma jogada de raça de Rui Costa (fantástico, como o 10 acreditou no lance até ao fim) à qual Jehle não se opôs com total eficácia, levou a Luz ao rubro. Seguiu-se uma fase menos bonita do jogo, culminada com a saída de Cardozo por lesão, após entrada violentíssima de Ricardo Silva (não entendemos porque razão Ricardo Silva não foi expulso).

Nesse mesmo minuto, aos 79’, o Boavista enviou uma bola ao poste e no contra-ataque o Benfica chegou mesmo ao 4-1, novamente com Ricardo Silva em destaque pelas piores razões, visto ter sido o central a colocar a bola nas suas próprias redes, após remate intencional de Di María, que entrara minutos antes em campo para o lugar de Maxi Pereira. Mas as emoções não ficaram por aí, visto que Nuno Gomes – que belo regresso – ganhou metros a Marcelão e só foi travado em falta quando ia preparar-se para marcar. Não o fez de bola corrida, deu boa conta do recado na transformação da grande penalidade, fixando o marcador em 5-1.

A boa exibiç
ão do 21 benfiquista foi, ainda assim, verdadeiramente carimbada apenas aos 89’, num lance de grande espectacularidade: Luisão, imagine-se, isolou Rodriguez pela direita e este centrou curto para o remate acrobático do avançado. Grande Golo!!! O resultado até poderia ter sido mais desequilibrado, não fora Bergessio falhar uma grande penalidade, após clara falta do guarda-redes do Boavista sobre o inevitável Rodriguez.

O Benfica provou, de facto, o porquê de Camacho garantir existir um notório crescimento, enquanto equipa, totalizando um ano (30 jogos) sem perder na Liga, enquanto o Boavista, apesar de muito lutar, cometeu demasiados erros. Longe da força de outras épocas, a equipa nortenha ainda vai, afinal de contas, procurando a primeira vitória na competição. E essa nunca teria acontecido na Luz, pois o Benfica, motivadíssimo, jogou para golear, tal como, aliás, aconteceu na partida entre os dois conjuntos na temporada passada (apesar do 0-0). A diferença é que desta feita os ferros e William não deram uma ajuda aos do Bessa...


FORÇA BENFICA!!!

Dom do Benfica

"Antigamente, quem via o Benfica a jogar (como eu ainda me lembro), sabia que o Benfica só perdia de 1 de duas formas: ou perdia 1-0 com uma equipa que jogava com 11 jogadores à baliza durante 89 minutos e meio, e de repente saía do covil por escassos segundos, e era o suficiente para fazerem um golo e não se mexerem mais, ou então perdia contra os grandes do futebol nacional e europeu, e mesmo assim raramente a diferença ia além de 1 ou 2 golos. Este Benfica, era o Benfica da mística. O Benfica que vencia títulos.

De há uns anos para cá, o Benfica caiu no fundo do poço. E o dom que este Benfica tem é: sempre que pensamos que está a fazer a pior pré-época de todos os tempos (como há 2 anos, como no ano passado e como este ano), o Benfica no ano a seguir consegue fazer pior ainda, superando todas as expectativas. Sempre que pensamos "não, eles aprenderam, é impossível bater mais fundo", eles superam a faixa e conseguem bater mais fundo! Nos jogos a mesma coisa. Sempre que levam uma tareia e perdem 1 ou 2 jogos seguidos, nós pensamos "pior é impossível", e na jornada a seguir eles fazem o impossível. Já ninguém joga na Luz para o 0-0. Hoje joga-se para ganhar, e despeita-se o clube. E a ambição nunca matou ninguém, mas a passividade sim. Passividade que é o que se passa na cabeça dos jogadores do Benfica: deixam jogar, em vez de pressionarem.

Depois, há outra coisa que o Benfica também tem como dom: quando perde e nós pensamos na jornada a seguir "pronto, lá vem mais uma tareia", eles ganham! Quando pensamos numa época "ok... mais uma época perdida", eles ganham qualquer coisa. O meu Benfica tem este dom. É triste, mas tem."

Li esta crónica e encaixa perfeitamente naquilo que é o Benfica...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Complicou-se...

Vamos por partes:

Luís Filipe. Tem estado muito mau. Não sabe cruzar, não sabe marcar o adversário, apenas corta bem a bola (quando não é "comido"). Não acompanha o ataque quando é preciso. Há o Nélson, o Maxi Pereira, o Zoro, mas tirem-me esse indivíduo dali...

Maxi Pereira. Já provou ser um jogador útil ao plantel, na medida em que tem uma polivalência fora do normal. Joga bem no meio campo, joga bem nos flancos e joga bem a lateral. É fantástico para um treinador ter um jogador destes no plantel e no banco para um jogo. Agora, ele é bom em todas estas posições, mas não é muito bom em nenhuma. Não é jogador para ser titular, é apenas um excelente jogador de banco...

Cardozo. Confesso que admiro a sua forma de jogar, mas tem estado muito mau. Não o crucifico porque realmente ele não teve férias, nem uma adequada pré-época, mas o melhor será descansá-lo aí um mesito e esperar no que dá... Além dele descançar, que precisa, por estar de fora pode ser que volte com outro ânimo e vontade de marcar e mostrar o seu valor...

Binya. Foi uma surpresa agradável. Os primeiros jogos dele foram terríveis, mas foi melhorando de jogo para jogo, e acho que tem grandes qualidades de centro campista. Raça, empenho, bom toque de bola... Agora, não pode ser tão violento... A entrada que fez hoje é inadmissível, de uma dureza extrema!!! Tem de ser repreendido internamente e "educado" a jogar à bola...

Finalização. O Benfica cria oportunidades, é a equipa com mais remates na Liga dos Campeões, e no campeonato também, mas a bola não entra... Primeiro, em tanto remates, mais de metade não vão à baliza. Segundo, dos que vão à baliza, a grande maioria não entra... Não pode ser! O Benfica tem de treinar urgentemente a finalização...

Camacho. Sou um admirador de Camacho. Fiquei muito contente quando soube que era ele o substituto de Fernando Santos. Mas a verdade é que me tem desiludido... Sempre foi o mau dele, mas agora em grande escal... As Substituições!!! Prepara bem a equipa, estuda bem o adversário, mas a sua leitura de jogo é péssima... O Benfica realmente joga agora com mais raça, com mais vontade, é um futebol mais alegre... Mas falta o mais importante, golos e vitórias...

Árbitro. Não foi por causa dele (directamente) que perdemos o jogo, agora que me apetecia, em muitos momentos, chamar nomes à mãe dele, isso apetecia... Ele não marcava uma única falta a favor do Benfica, impressionante!!! Então sobre o Rui Costa foram para aí quatro ou cinco... Além de estar a prejudicar directamente, irrita e desconcentra a equipa (prejudica indirectamente). Não gostei!


Hoje o Benfica jogou melhor que o Celtic, controlou o jogo, com os escoceses a jogar apenas em contra-ataque, mas em tantas oportunidades criadas, não marcamos um único golo. Inadmissível!!! Além disso sofremos o golo da forma que foi... Deixa mesmo uma pessoa indecisa. Porque perdemos por culpa própria, e ao mesmo tempo sente-se que houve azar... Mas a culpa própria é o que melhor se adequa à derrota...

Celtic 1-0 Benfica




No entanto...



SEMPRE BENFICA!!!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Outra vez no final...

Tal como tem acontecido nos últimos jogos, o Benfica resolveu um jogo a seu favor mesmo ao cair do pano. E foi com justiça que o fez, visto que realizou uma exibição plena de garra e materializada em dois golos nascidos no pé direito de Rui Costa e concretizados por Rodriguez e Katsouranis.

O Benfica ficou, agora, a seis pontos do líder da Liga e pode viajar para Glasgow d
e consciência tranquila. Com esta atitude, o Benfica pode ter esperanças em vencer em casa do Celtic amanhã, em mais um dia de extrema importância na Champions.

Muito intenso, o Paços de Fe
rreira-Benfica cedo começou a empolgar os espectadores que acorreram em grande número à Mata Real. O Benfica, tendo nos regressados Nuno Assis e Rui Costa os criadores de jogo, para Rodriguez (pela esquerda), Maxi Pereira (pela direita) e Cardozo (único homem de área), entrou a todo o gás, deixando o primeiro aviso logo aos 19', quando Rui Costa desmarcou Nuno Assis pela esquerda e este deu de calcanhar para a entrada de Léo. Valeu, então, a intervenção de Peçanha. No entanto, após dado o aviso, veio o golo. E que golo. Rui Costa apontou um livre lateral com muito mel e Rodriguez deliciou-se, nas alturas, com a assistência, desviando de cabeça para o ângulo superior esquerdo da baliza pacense. Grande golo.

O Paços precisou apenas de oito minutos para responder. Pontapé de canto curto, com Cristiano a ultrapassar Nuno Assis pela esquerda, ganhando a linha e servindo o golo que Tiago Valente não desperdiçou. O Benfica sentiu o golpe e apenas 15 minutos depois voltou a criar perigo. Nuno Assis, em destaque nesta noite, a rematar de longe para as malhas laterais, o que levou muitos adeptos a gritarem golo, iludidos pelo efeito que a bola levou.

A segunda parte não roubou o bom futebol às equipas e o Benfica,
com maior ou menor dificuldade, foi sempre a equipa dominante, embora revelando dificuldades em ultrapassar a muito organizada defesa pacense. Por seu turno, a equipa da capital do móvel mostrava que tinha em mente o contra-ataque, sendo disso prova o lance construído por Cristiano e desperdiçado por Ricardinho (remate ao lado), jogava-se o minuto 50. De qualquer forma, era o Benfica a equipa mais empreendedora no ataque. Como resultado disso, Léo quase marcou, aos 52', mas viu a aba do chapéu ser demasiadamente alta. E que golo seria...

A meia-hora do final, Camacho promoveu o regresso de Nuno Gomes à equipa, abdicando de Maxi Pereira e dando a Nuno Assis a tarefa de fechar o flanco direito. E até foi o 21 benfiquista a estar perto do golo, aos 69', quando, assistido por Cardozo, atirou forte, mas ao lado. E foi já com Di María e Adu em campo que o Benfica chegou à vitória, precisamente a cinco minutos do fim. Livre lateral de Rui Costa, toque de cabeça de Nuno Gomes, excelente defesa de Peçanha e Katsouranis, com a habitual eficácia, a atirar para a baliza deserta. O Paços ainda enviaria uma bola à barra, mas a vitória já não fugiria aos "encarnados".

O Benfica está agora a seis pontos do líder e prova que ainda tudo está em aberto no campeonato. O título é possível e só dependemos de nós!


Força Benfica!!!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Devem estar a gozar!!!

Em primeiro lugar pedimos desculpa aos nossos visitantes pelo tempo em que estivemos ausentes, mas estamos em tempo de testes nas respectivas faculdades e a nossa assiduidade aqui no VAMDP fica difícil...

Aproveito também para actualizar os jogos em que nós não cá viemos comentar. Quanto à partida da Liga dos Campeões, frente ao Celtic, pode-se resumir num jogo em que o Benfica dominou por completo, mas estava com azar na altura de finalizar. Os escoceses iam assustando de vez em quando com contra-ataques venenosos. Perto do fim, uma excelente assistência de Di María deu a Cardozo a oportunidade de se vingar do azar tido até então (duas bolas ao ferro). E finalizou de excelente forma. Benfica venceu 1-0 e relançou a corrida no grupo...

Quanto ao jogo da Liga Bwin, também no Estádio da Luz, contra o Marítimo, o Benfica também venceu nos últimos instantes da partida com golo de Adu, após grande lance de Léo, imagine-se, na direita. Até aí o jogo estava empatado a uma bola. O Marítimo até começou a vencer, com culpas para Quim. Mais tarde, o mesmo Quim comete grande penalidade e é expulso. Butt entra para o lugar de Edcarlos e defende o penalti. Desde esse momento o Benfica acreditou mais e ganhou moral. A jogar só com dez jogadores, os "encarnados" deram a volta ao marcador. Primeiro, Cardozo empata de grande penalidade, depois Adu faz o 2-1 de forma já descrita.

Falemos então do jogo de hoje, e o título do post refere-se a este jogo! O Benfica foi a Setúbal, defrontar a equipa da casa, na segunda mão dos quartos-de-final da Taça da Liga. Havia um 1-1 da primeira mão, disputada no nosso maravilhoso estádio. Aqui entra o título deste post, a equipa apresentada. Se o Benfica (digo Benfica porque não sei se é opção do treinador ou da direcção) não queria esta Taça, avisava logo aos adeptos que escusavam de perder tempo a ver o jogo pela televisão, ou a gastar dinheiro a ir ao estádio. Edcarlos no meio-campo??? Que é isto??? No onze inicial estavam dois, sim, apenas DOIS jogadores da época passada (Miguelito e Luisão). Como querem que a equipa tenha entrusamento? Butt é um guarda-redes fraquíssimo, mas muito fraco mesmo (que volte o Moretto, não estou a brincar...). Edcarlos a médio é gozar na cara dos benfiquistas! Zoro dá um golo ao adversário. Só Luisão, Binya, Adu e Rodriguez honraram a camisola que tinham vestida, e mesmo assim não estavam nos seus dias... Apresentando esta equipa, a atitude que ela teve, e a atitude que o Benfica, no geral, teve nesta prova, nunca que a poderíamos vencer... Resta dizer que perdemos 2-1, num jogo que até estivemos em vantagem. Golo de Adu de grande penalidade EXISTENTE (para não virem para aqui alguns aziados criticar). Depois o Setúbal empata com golo de Zoro, oh enganei-me, queria dizer Matheus. E faz o 2-1 por intermédio de Edinho...
O árbitro do jogo, Paulo Costa, é muito, mas MUITO fraco! Não estou a dizer que fomos prejudicados, e muito menos beneficiados, ele é que é mesmo fraco, fraco, fraco!!!

Resta falar do resto da prova. As quatro equipas que ainda se encontram em prova (Sporting, Beira-Mar, Setúbal e Penafiel) vão agora disputar uma fase de grupos a uma mão apenas, onde os dois primeiros classificados disputarão mais tarde a grande final!!! Boa sorte a todas as equipas, menos ao Setúbal, não por ter eliminado o Benfica, mas pela compostura do seu treinador nesta eliminatória...

Tenho dito!!!



Sempre Benfica!!!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

ADUramos-te!!!

Um soberbo golo de Adu, aos 93 minutos, deu ao Benfica o empate ante o V. Setúbal, equipa que, recorde-se, ainda não perdeu esta época. Apesar do 1-1 final não ser positivo, abre perspectivas para que o Benfica possa, no Bonfim, dar a volta a uma eliminatória (a quarta da Taça da Liga) que, devido a um golo irregular dos sadinos, logo nos instantes iniciais, provocou muita ansiedade entre os adeptos “encarnados”.

Um duplo erro do árbitro e do seu auxiliar, logo aos 11 minutos de jogo, condicionou toda a partida da noite de sábado na Luz. De facto, é incompreensível que o juiz da partida (bem como o seu auxiliar) tenha permitido que Matheus tenha beneficiado de duas distintas situações de fora-de-jogo antes de, na mesma jogada, dar um toque que iludiu Quim, fazendo o golo com que os sadinos lideraram o marcador durante grande parte do tempo de jogo.
De facto, toda a estratégia colocada em prática por José Antoni
o Camacho (apostando em alguns elementos menos utilizados, tais como Zoro, Miguelito, Nuno Assis, Fábio Coentrão e Bergessio) acabou por ficar, desde esse momento, bloqueada, visto que os sadinos – que se têm destacado pelo futebol atraente exibido ao longo da época, o que lhes tem valido o selo da invencibilidade – se remeteram à sua defesa, acabando por complicar ainda mais a missão dos “encarnados”.

Ainda assim, o Benfica cedo tentou reagir, aplicando um futebol rápido, realizado pelos flancos, e tendo em Bergessio (ponta-de-lança de serviço) o principal símbolo da combatividade demonstrada. Pena foi que o argentino não estivesse em dia “sim” em termos de pontaria, visto que teve três oportunidades claras e em todas elas acabou por não fazer melhor do que rematar por cima. Mas também Katsouranis, por volta da meia-hora de jogo, desperdiçou uma soberana oportunidade de golo quando, assistido por Nuno Assis, atirou, em zona privilegiada, para boa defesa do guardião sadino.

Ao intervalo, Camacho apostou em Dabao, retirando Coentrão e abrindo o sistema a um 4-4-2 que, a momentos, se transformava em 4-2-4. No entanto, por mais que o Benfica pressionasse e dominasse, raramente conseguia ganhar espaço para rematar. E o tempo ia passando... Camacho colocou, então, em campo Mantorras e Adu. E deu-se bem
, visto ter sido o norte-americano, no penúltimo minuto de jogo, a dar o empate ao Benfica, surgindo no bico da área e, de primeira, aplicando um remate cruzado de grande categoria, tendo a bola entrado ao poste mais distante. Curioso o facto de o norte-americano, tal como acontecera na Amadora, ter-se revelado decisivo no último minuto.

Um belo momento a terminar um jogo de nervos e no qual o Benfica se pode dizer injustiçado, mercê daquele lance inicial que deu o golo aos sadinos. Ainda assim, com este empate, o Benfica tem todas as possibilidades de seguir em frente, bastando para isso que obtenha um bom resultado no Bonfim.


Sempre Benfica!!!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Que seja o início da caminhada...

Não podia ter começado de pior forma para o Benfica o jogo do Magalhães Pessoa, em Leiria. De facto, com um minuto de jogo decorrido já a União vencia por 1-0, mercê da entrada a todo o gás de Maciel. O brasileiro testou, primeiro, os reflexos de Quim e, depois, ofereceu o golo a Cadú que, após parar no peito, encostou com êxito, num lance em que ficaram dúvidas quanto à sua posição. Ficava também a dúvida: como reagiria a tal rude golpe um Benfica a viver uma fase menos boa – cinco jogos sem ganhar e em busca de um golo há muitos minutos – e de que forma tal inesperada formatação do jogo mudaria a inovadora estrutura montada por Camacho? Para ambas as perguntas, duas respostas rápidas.

De facto, o Benfica manteve o figurino com que entrou em campo. Um Benfica apostado em fazer a diferença por intermédio das várias nuances tácticas introduzidas por José Antonio Camacho, sendo Maxi Pereira lateral-direito (no lugar do lesionado Nelson) e cabendo a Katsouranis fechar esse flanco a partir do meio-campo, embora o grego acabasse por assumir, em muitos momentos, três posições: médio defensivo, médio-direito e lateral-direito, consoante as necessidades da equipa. Além disso, Camacho abdicou de Di María, reforçando o meio-campo com o guerreiro Bynia, prometedor (supreendeu-me), não só pela combatividade, como pela certeza de processos na circulação de bola e até pela atípica forma como realiza os lançamentos de linha lateral (fazendo a bola chegar à pequena-área). Deu resultados práticos tal estratégia, visto que à passagem do quarto-de-hora já o Benfica dominava a partida, não estranhando ter chegado ao empate: passe de Rui Costa a rasgar o flanco esquerdo do ataque do Benfica e Rodriguez a centrar de primeira para o cabeceamento fatal de Nuno Gomes.

Tudo voltava à estaca zero, mas uma tendência iria manter-se até final: era o Benfica que procurava a vitória. Até intervalo, Katsouranis (bomba de 35 metros com a bola a rasar o poste) e Nuno Gomes (cabeceamento à figura) deram colorido a tal tendência, embora sem efeitos práticos. A segunda parte mostrou mais do mesmo, com o Benfica a ser sempre mais pressionante, gerando boas jogadas de ataque (quase sempre com Rodriguez em cena) e ganhando as segundas bolas, mercê do estilo aguerrido de Katsouranis e de Binya. Assim, o golo acabou por chegar, com naturalidade, aos 64’, novamente por Nuno Gomes, após bela assistência do polivalente Katsouranis.
Foi então qu
e veio ao de cima a melhor capacidade física do Benfica, não se assistindo a qualquer reacção da formação da cidade do Lis e sendo mesmo a “águia” a mostrar ter mais asas para voar mais longe do que o 1-2 final (resultado que até poderia ter sido ampliado caso João Ferreira tivesse assinalado grande penalidade a punir uma clara falta cometida por Cadú sobre Nuno Gomes dentro da grande-área leiriense). Assim, à passagem desta 7ª jornada, o Benfica soma a sua terceira vitória (além dos quatro empates já verificados) na Liga, não deixando, apesar das dificuldades vividas nos últimos jogos, a concorrência afastar-se na tabela classificativa.

Os nossos destaques vão para: Rui Costa, sempre ele a comandar o Benfica; Rodriguez, grande surpresa desta época, excelente jogador; Katsouranis, um guerreiro no meio-campo; e Nuno Gomes, de volta aos golos. Esperemos então que esta vitória seja a primeira de muitas outras que nos levem à glória este ano...


Saudações gloriosas!!!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Continua a faltar golos...

Duas equipas viradas para o ataque, muitas oportunidades perdidas e um estádio em polvorosa (tal o grau de emoções vividas ao longo dos 90 minutos) deram cor a um jogo de elevado nível, qual manjar de bom futebol, apenas manchado por um árbitro alemão em noite infeliz. Pena foi que o resultado (injusto para o Benfica) não tenha correspondido às expectativas. Há noites assim... mas o Benfica tem agora quatro jogos para dar a volta à situação menos boa vivida no Grupo D.

Duas equipas totalmente viradas para o ataque, bola cá, bola lá e
jogadas para todos os gostos. Noventa minutos de pura emoção numa Luz que albergou mais de 30 mil pessoas. Bem cedo, logo ao segundo minuto, fizeram-se as honras da casa. Rodriguez de seu nome, ao jeito do que fizera ante a Naval, ensaiou um potente remate que, apesar de levar selo de golo, não chegou ao destinatário, mercê de uma grande defesa (junto ao solo) de Pyatov. De longe o Benfica tentava marcar, de perto o Shakhtar respondia, através de um tiro de Lucarelli na sequência de um alívio menos feliz da defesa benfiquista. Os dois lances iniciais eram apenas a ponta do iceberg, visto estarmos na Luz perante um aplicado Benfica em busca de resolver a suposta crise de golos e um Shakhtar que provava, em poucos minutos, ser uma formação com alguns problemas na retaguarda mas extremamente habilidosa do meio-campo para a frente, aplicando um carrossel que tinha em Ilsinho, Fernandinho e Jadson os principais intérpretes e em Lucarelli e Brandão os pontas-de-lança de serviço. Aos poucos, os ucranianos conseguiram mesmo ganhar alguma supremacia, valendo a atitude competitiva do Benfica para evitar que males maiores acontecessem. A partir dos 20 minutos de jogo, ainda assim, os "encarnados" conseguiram inverter novamente o rumo dos acontecimentos e foi então que surgiu em cena Cardozo (desta feita, relegando Nuno Gomes para o banco de suplentes), obrigando Pyatov a aplicar-se novamente, na sequência de um remate de longe. Com as subidas simultâneas de Rui Costa, Di María e Rodriguez, bem como do "Joker" Katsouranis, o Benfica impunha, então, o seu futebol e só não chegou ao golo por pura infelicidade. Foi no mesmo minuto, 27 , que Di María, remata à barra, e Katsouranis, atirando às redes laterais após ultrapassar o guarda-redes, viram o golo passar à sua frente. No entanto, o desejado momento parecia não querer nada com o Glorioso. E, qual traidor, quis com os ucranianos. Corria o minuto 41 quando, contra a corrente do jogo, Jadson atirou a contar após uma veloz jogada de contra-ataque iniciada no grande círculo, precisamente no momento em que Nelson, sofrendo uma entrada dura, se lesionou. No decorrer do lance, acabou o líder da liga ucraniana (dez vitórias e um empate) por marcar. De pouco valiam, nesse momento, os 11 remates desferidos pelos benfiquistas...

Foi um Benfica já com Nuno Gomes em campo (atrás de Cardozo, recuando Rui Costa e descaindo Maxi Pereira para o lado direito da defesa, onde já não morava Nelson) que se lançou no ataque, tendo em vista responder à desvantagem. Agressividade e constantes trocas de posições colocavam a defesa ucraniana em sentido, é certo, mas também a turma visitante fazia questão de vincar as suas intenções, sabendo defender com bola e procurando sempre usar os flancos para tentar criar desequilíbrios na defesa benfiquista. Disputava-se, pois, um jogo de alta qualidade na Luz, com as rotações ao máximo e as emoções ao rubro. E mais ao rubro ficaram quando Lucarelli esteve à beira de marcar, ficando na história do jogo a incrível defesa de Quim a responder ao remate de livre directo do italiano, jogava-se o minuto 57.

De forma a equilibrar o meio-campo, Camacho apostou em Binya, abdicando de Di María. Faltava meia-hora pa
ra terminar e o técnico espanhol apostava no músculo do camaronês e de Katsouranis para libertar Rui Costa. Mas o Shakhtar não facilitava e pouco depois esteve à beira do golo, em dois momentos, numa mesma jogada que nasceu de um lance em que a bola pareceu ter transposto as quatro linhas. O árbitro parecia tornar-se, também ele, figura do jogo, visto que logo depois se pediu mão na área ucraniana, sem que nada fosse assinalado. Além disso, Wolfgang Stark, permitia todo o tipo de veleidades aos ucranianos e, no final de contas, dava apenas quatro minutos de descontos, dos quais permitiu apenas três e meio. Incompreensível.

De qualquer forma, o Benfica só não chegou pelo menos ao empate porque Cardozo, em duas ocasiões, e Katsouranis, numa outra, não conseguiram materializar em golos as excelentes oportunidades criadas por um Benfica totalmente atacante nos minutos finais. Com a Luz em polvorosa, mostrando-se especialmente indignada com o trabalho do árbitro, pouco tempo sobrou para fazer a retrospectiva do tremendo espectáculo de futebol a que se assistiu. Desta vez, pode dizer-se que a sorte nada quis com o Benfica, mas saliente-se os belos momentos de futebol protagonizados pelos "encarnados". Simplesmente, há noites em que não se deve sair de casa...


Sempre Benfica!!!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Depois...

...de ver o jogo do Sporting nas competições europeias só tive pena que no final o Paulo Bento não falasse da arbitragem. São dois pesos duas medidas... De qualquer das formas fiquei alegre com a vitoria... a primeira de sempre do sporting fora de casa para a Liga dos Campeões!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Faltam os golos...

Apesar de continuar inviolável na defesa (em jogos da Liga) com Camacho ao comando, o Benfica não conseguiu, tal como aconteceu em Braga, chegar ao golo. Diante do Sporting, num dérbi disputado em grande parte à chuva, a formação “encarnada” dominou os acontecimentos e dispôs mesmo de algumas oportunidades, mas só faltou o golo. Ainda assim, apesar do nulo, a Luz aplaudiu os jogadores benfiquistas, reconhecendo o empenho e a destreza com que estes abordaram a partida.

A chuva caía, e bem, mas nem isso fez mudar de ideias os muitos milhares de benfiquistas presentes na noite de sábado na Luz. De facto, apesar do mau tempo, as bancadas apresentaram-se muito bem
compostas (mesmo não se registando lotação esgotada), pois na forja estava um dérbi e esse é sempre um espectáculo para ser vivido nas bancadas e não no sofá. Apresentando-se em 4-2-3-1, o Benfica entrou à velocidade da chuva na partida, revelando capacidade de circulação de bola e rapidez nas trocas de posição, algo com que a equipa do Sporting demorou a adaptar-se. De facto, apesar do losango leonino sugerir alguma supremacia a meio-campo, registou-se o contrário, sendo visível que Miguel Veloso (o elemento mais recuado, surgindo Romagnoli na direita, Vukcevic na esquerda e Moutinho mais avançado) evidenciava claras dificuldades para deter Rui Costa (nas costas do ponta-de-lança Nuno Gomes) e Di María – realizando este várias diagonais da direita para o meio.

Os dois virtuosos benfiquistas tiveram mesmo o golo nos pés quando c
ombinaram, logo na fase inicial, através de tabelinhas que levaram ao rubro a Luz, tal a qualidade técnica dos lances. No primeiro momento, Rui Costa só não marcou devido à pronta oposição dos centrais leoninos em plena área. Depois, aos 8’, o argentino foi isolado pelo 10 luso, mas atirou para boa defesa de Stojkovic. O Sporting, ainda assim, também conseguiu criar perigo na fase inicial, num bom remate de meia distância de Miguel Veloso. Quim respondeu à altura. E não mais se viram lances de golo na primeira parte. O futebol das duas equipas tornou-se mais combativo e menos técnico, encaixando em termos tácticos mas ressentindo-se ao nível do espectáculo.

Tal como acontecera na fase inicial da partida, também a segunda parte teve um início com claro sinal mais para a equipa do Benfica. De facto, muito mais pressionante e incisiva no ataque, a formação “encarnada” dispôs de duas boas oportunidades de golo. Primeiro num remate de Rodriguez, tendo a bola embatido num defesa leonino e quase traído o guardião, e depois num remate a 35 metros de distância de Rui Costa ao qual Stojkovic não conseguiu dar melhor seguimento do que uma defesa incompleta, o que permitiu a Nuno Gomes fazer a recarga, embora o ponta-de-lança benfiquista tenha falhado o alvo por muito pouco (não se admitem falhanços destes...). No entanto, o Sporting também se mostrava ainda vivo no jogo, tendo desfrutado de uma boa chance num lance em que Romagnoli desmarcou Liedson pela esquerda e este obrigou Quim a uma boa mancha. Após tais 15 minutos iniciais, o espectáculo voltou a cair um pouco de qualidade, pelo que os treinadores começaram a lançar os seus trunfos. Primeiro foi Paulo Bento, apostando em Farnerud, depois foi Camacho a apostar em Cardozo. Em ambos os casos, ainda assim, os técnicos não mexeram nos esquemas tácticos, mantendo-se as características da partida. Adu e Celsinho revelaram-se as apostas de última hora, na tentativa de surpreender o adversário. Mas nem a técnica de ambos os jogadores desfez o nulo, embora Adu tenha ficado muito perto de, mesmo a acabar, se transformar na figura do jogo, quando, num lance polémico, foi derrubado na área leonina.

No final, um nulo que até se ajusta, embora tenham pertencido ao Benfica as melhores oportunidades de golo e o domínio das operações.

Os destaques do "Vermelho à Moda do Porto" vão para: Quim, sempre que foi precisa a sua intervenção, lá estava ele; Rui Costa, continua a ser o nosso maestro; Katsouranis, já fazia falta no meio-campo, está em todo o lado; Rodríguez, muito bem o extremo a cruzar e a jogar em equipa, está a ser uma surpresa agradável...

Os oito pontos que nos separam do líder Porto começam a ser preocupantes, a ver vamos como este Benfica se comportará no futuro...

Força Benfica!!!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Só queremos saber do resultado...

Pois é! É tudo o que me apetece depois do jogo de hoje à noite na Amadora. Felizmente o futebol não é só o resultado e eu não compreendo como é que, antes de mais, dois clubes entram num jogo decisivo (porque afinal era preciso vencer para passar à fase seguinte) daquela forma quando a Taça da Liga é uma das competições que dá mais dinheiro a nível de prémios!

Não sei se é falta de qualidade, vontade de vencer ou mesmo experiência mas a verdade é que ninguém esteve numa noite inspirada hoje... nem mesmo o arbitro auxiliar ao se enganar e marcar uma grande penalidade a favor do Benfica nos ultimos minutos... De facto veio impor justiça ao resultado porque o Estrela pouco ou nada tinha feito para merecer estar a vencer mas o futebol é assim e nem só os jogadores erram. A verdade é que erros destes no Benfica não se vê muitas vezes e assim esperemos que não se voltem a repetir e se possível não que a falta de entrega dos jogadores não se volte a repetir também.

De bom apenas posso destacar o regresso de Luisão que por vezes era dos únicos que mostrava algum empenho no que estava a fazer... assim não pode ser Camacho, há que os motivar... os putos devem e têm que mostrar o seu valor!

Vamos lá ver como corre a próxima fase!

Força Benfica!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Assim estamos mal...

A nossa crónica ao jogo é, literalmente, igual às palavras que Camacho proferiu no final do jogo, no flash interview da SportTV, depois de empatar 0-0 com uma equipa que teve menos 48h de descanso que o Benfica e que no final do jogo se viu que estava em clara inferioridade física... Ainda assim fomos capazes de estar 45minutos sem fazer um remate digno desse nome...
Já para não falar das magníficas substituições, que trouxeram muito de bom à equipa...

Toca a acordar Benfica!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Tentamos........ mas o Milan é poderoso!!!

O Benfica iniciou a sua campanha no Grupo D da Liga dos Campeões com uma derrota por 2-1 em Milão, casa do campeão da Europa. Supresa em San Siro ainda antes do apito inicial. Camacho lançou na imponente arena milanesa um jovem de 18 anos que, apesar da escassa idade, vem merecendo a sua confiança. Miguel Vítor de seu nome, alinhando ao lado de Edcarlos numa inédita dupla defensiva. Dessa forma, o técnico espanhol, em estreia na Liga dos Campeões enquanto treinador, pôde libertar Katsouranis para o seu lugar de origem, mais facilmente resolvendo um problema chamado Petit (lesionado ante a Naval 1º de Maio). Por seu turno, Cardozo recuperou o seu lugar no "onze" sendo Nuno Gomes o sacrificado. Assim, exceptuando ambas as mudanças, o Benfica apresentou as mesmas peças do passado sábado, embora com uma nuance táctica, visto Maxi Pereira ter alinhado ao lado de Katsouranis na zona recuada do meio-campo, sendo Rui Costa o principal apoio ao ponta-de-lança.

O Milan, por seu turno, teve na presença de Pirlo a sua principal novidade. Não tanto por ser uma mudança, mas sim porque Ancelotti tinha dado a entender na conferência de imprensa de antevisão à partida que o jogador poderia não estar em condições de actuar (antes não estivesse...). Afinal, o fulcral médio italiano recuperou e foi mesmo titular, sendo ele o primeiro criador de uma equipa que apresentava Seedorf e Kaká, eleito recentemente o melhor jogador da Liga dos Campeões na temporada passada, no apoio a Inzaghi, cabendo a Ambrosini e a Gattuso serem os destruidores de jogo de serviço.

E maldita a hora, pelo menos para os benfiquistas, em que Pirlo pôde ser opção
. É que, apesar de não ter entrado da melhor forma na partida, dando muito espaço ao Benfica e revelando alguma lentidão nos processos ofensivos (o que, aliando ao recente empate averbado diante do Siena não gerou a melhor das reacções no seu público), o Milan colocou em prática a sua conhecida eficácia logo aos 10'. Livre de Pirlo (praticamente no bico da área) e um remate em jeito e teleguiado ao ângulo superior direito da baliza à guarda de Quim, que não está isento de culpas... Estava feito o 1-0 e o Milan ganhava outra confiança.

Logo de seguida, o Milan esteve perto do segundo golo, tendo Oddo centrado ao segundo poste e Inzaghi falhado o remate por muito pouco. Mais um minuto, o 15º, e mais um momento de tensão na área ben
fiquista, tendo Ambrosini respondido a um livre de Pirlo com um desvio quase fatal, valendo a estirada de Quim. O Benfica precisava reagir rápido, mesmo que o trabalho do árbitro Mike Riley dificultasse a sua tarefa, visto o juiz decidir quase todas as faltas em desfavor dos lisboetas.

O primeiro assomo de inconformismo aconteceu aos 17', quando Rui Costa ganhou espaço e, do meio da rua, atirou forte, mas ao lado. Mas era o Milão a equipa mais incisiva, mesmo que sem deter o domínio do jogo. Um bom exemplo aconteceu aos 20', quando Kaká centrou rasteiro e viu Seedorf deixar passar a bola para o remate de Inzaghi, bem parado por Quim. Mas o minuto 21 marcou o verdadeiro acordar do Benfica, primeiro em novo remate de longe de Rui Costa, desta feita a testar os reflexos de Dida, e
depois, num centro largo de Di María ao qual Cardozo não conseguiu dar melhor seguimento, cabeceando ao poste. Mas foi então que o Milan resolveu o jogo, não só beneficiando da sorte como, logo depois, fazendo o 2-0 num lance de puro contra-ataque protagonizado por Kaká, Pirlo e Inzaghi. O italiano não perdoou e aproveitou o grande passe de Pirlo, após uma bela abertura de Kaká. O veneno italiano fazia sentir-se em San Siro mercê do 39º golo do internacional italiano na prova.

Rui Costa continuava a ser o mais inconformado no Benfica, lançando, aos 33', Cardozo que, cara a cara com Dida, atirou forte para bela defesa do guardião brasileiro. Aos 37', num perigoso livre directo, Rui Costa atirou ao lado, voltando a ser ele o protagonista de mais uma tentativa do Benfica. O intervalo chegava com um resultado enganador, mas jus
tificável pela reconhecida capacidade do Milan para criar desequilíbrios no último terço de terreno em jogadas nascidas, quase todas elas, em lances rápidos, ora mercê de bolas aéreas, ora de rápidas mudanças de velocidade protagonizadas por Kaká, Seedorf e Inzaghi.

O Benfica entrou melhor na segunda parte, detendo durante mais tempo a posse de bola e revelando uma melhor ocupação dos espaços, mas cedo se percebeu que o Milan queria aplicar a lei de jogo italiana, recuando no terreno e tentando repetir o formato do segundo golo, ou seja, o contra-ataque. Foi dessa forma que Kaká, após correr 50 metros com a bola, ficou muito perto do golo, aos 55', valendo os reflexos de Quim. Camacho sentiu a necessidade de mudar, optando por Nuno Gomes e abdicando de Cardozo. A ideia passava por obter maior velocidade e entendimento com os médios ofensivos, ou seja, tornar a equipa mais compacta e difícil de parar pela sólida defesa milanesa. Faltava, então, meia-hora para o final.

Mais tarde, aos 72', Camacho promoveu a estreia de Gilles, retirando Miguel Vitor e fazendo recuar Katsouranis. A ideia era dar maior frescura ao meio-campo, mas Ancelotti cedo se apercebeu dos intentos e reforçou o sector mais defensivo do meio-campo, lançando Emerson e abdicando do mais tecnicista Seedorf. E o tempo ia passando sem que surgisse uma oportunidade para o Benfica poder dar a volta ao marcador. O Milan, por seu turno, tinha momentos de grande qualidade, ora por Kaká, ora por Inzaghi, valendo duas ou três intervenções de valor de Quim para que a esperança benfiquista se mantivesse acesa.

O resultado parecia estar feito e o super-Milan, supostamente, no iria permitir ao Benfica chegar à zona de finalização. Mas chegou... e marcou. Centro rasteiro de Katsouranis e Nuno Gomes a aparecer a finalizar ao segundo poste. Pena que o árbitro inglês tenha dado por terminada a partida logo de seguida. Quem sabe o que poderia vir a acontecer? De qualquer forma, o jogo mais complicado já terminou e o Benfica tem, agora, a oportunidade de recuperar os pontos perdidos nas cinco partidas que restam.


Sempre Benfica!!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Na senda dos êxitos!

O Benfica reforçou ontem à tarde, na Mealhada, a hegemonia no futsal português ao conquistar a Supertaça pela terceira vez no seu historial, passando a ser o Clube luso com mais vitórias nesta competição. Frente ao Braga, o conjunto de Adil Amarante produziu um elevado caudal ofensivo, mas não esteve ao nível habitual na vertente defensiva, nomeadamente nas transições para o sector recuado, razão pela qual o marcador esteve “apertado” até aos 34’, altura em que Pedro Costa elevou a vantagem para 5-3 e o adversário caiu a pique em termos físicos e anímicos. Depois, a partir daqui, e com muita classe à mistura (sobretudo de Ricardinho), o Campeão Nacional caminhou facilmente para a goleada, concretizando mais três golos sem resposta, iniciando assim a temporada oficial com enorme sucesso. Na primeira parte bastaram 14 segundos para a formação encarnada inaugurar o marcador (remate cruzado de Arnaldo após assistência de Pedro Costa), mas o Sp. Braga não esmoreceu e ao intervalo perdia por apenas um golo de diferença, perante um Benfica pouco eficaz na finalização (o segundo tento benfiquista foi um auto-golo de Fabrizio). Na etapa complementar, a equipa benfiquista não entrou bem na partida, sofrendo o tento da igualdade logo no primeiro minuto deste período, na sequência de uma acção de contra-ataque dos minhotos. No entanto, não permitiu que o adversário se galvanizasse e, no espaço de 5’, Gonçalo Alves, com frieza no um contra um com o guardião adversário, marcou dois golos (22 e 28’). Contudo, ainda não era desta que o Braga “caía”, pois dois minutos depois do segundo de Gonçalo Alves, Bruno António reduziu depois de uma perda de bola de Ricardinho. O problema para os bracarenses é que Ricardinho esteve fantástico nos últimos 10’, arrasando por completo o Braga com golos, assistências e dois “cabritos” que puseram os adeptos em delírio (o melhor jogador português da actualidade apontou o sétimo e oitavo golos e Pedro Costa o sexto).
BENFICA – Zé Carlos, Pedro Costa (2), Zé Maria, Arnaldo (1) e Ricardinho (2). Suplentes utilizados: Gonçalo Alves (2), Rogério Vilela, Amandus, Sidnei e João Marçal.

Também este domingo mas no andebol, o Benfica venceu o Torneio Quadrangular de Águas Santas. Na final, os "encarnados" bateram o rival Sporting por 20-19, após ter-se registado um 9-10 ao intervalo, a favor dos "leões". Após uma primeira parte menos conseguida, o Benfica mostrou maior qualidade ao longo da etapa complementar, apesar do equilíbrio existente no marcador. O Benfica chegou mesmo a estar a vencer por 18-13, mas o Sporting reagiu na fase final. Ainda assim, a formação orientada por Aleksander Donner conseguiu manter a vantagem e conquistar o torneio.


Força Benfica!!!

sábado, 1 de setembro de 2007

Depois de Nélson Évora... Vanessa campeã do Mundo!

Fantástico! As modalidades do Benfica vivem momentos de ouro. Poucos dias depois de Nélson Évora ter maravilhado o Mundo e de ter arrebatado a medalha de ouro em Osaka, no triplo salto, eis que chegou a vez de Vanessa Fernandes lhe seguir os passos e de se sagrar campeã mundial de triatlo. A "menina bonita" do Benfica representou Portugal da forma a que nos habituou, batendo toda a concorrência nos Mundiais que se realizaram na tarde de sábado em Hamburgo, na Alemanha. A triatleta portuguesa venceu na categoria de Elites, ficando agora a precisar de se tornar campeã Olímpica para poder dizer que conquistou tudo na sua carreira.

Depois de se ter sagrado campeã mundial de duatlo já este ano, a atleta do Benfica reforçou hoje o estatuto de estrela mundial da disciplina olímpica, sendo cada vez mais um
a esperança de uma medalha nos Jogos de Pequim 2008, para os quais já se encontra qualificada.

Vanessa Fernandes, tetracampeã da Europa, gastou 1:57:27 horas para cumpr
ir os três sectores (1,5 quilómetros de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida). A líder do ranking mundial acabou por se impôr com grande à vontade sobre a australiana Emma Snowsill, que defendia o título, e à norte-americana Laura Bennett, a 1.04 e 1.09 segundos, respectivamente.

Vanessa Fernandes saiu da àgua em 15º lugar, a 18 segundos da
líder, a alemã Joelle Franzmann, um segundo depois da ainda júnior Anaíz Moniz (14º, a 17 segundos da primeira). Apesar de não ter saído no grupo da frente na natação, no final da primeira volta de ciclismo (5 km), Vanessa Fernandes liderava a prova e impunha o ritmo, enquanto Anaís seguia no grupo perseguidor onde se encontrava Emma Snowsill, a até então campeã do mundo.

Na passagem para a corrida, Vanessa Fernandes perdeu algum tempo, sendo a alemã Ricarda Linsk a tomar a liderança, seguida da norte-americana Laura Bennett. Mas, não foram precisos muitos metros para a atleta natural de Perosinho demonstrar toda a sua força, e arrebatar a liderança da corrida, tendo depois de controlar até ao final.

Mais uma vez o Benfica e Portugal de parabéns!!!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Sorteio ditou:

Grupo A: Liverpool, Porto, Marselha e Besiktas.
Grupo B: Chelsea, Valência, Schalke 04 e Rosenborg.
Grupo C: Real Madrid, Werder Bremem, Lazio e Olympiakos.
Grupo D: Milan, BENFICA, Celtic e Shaktar.
Grupo E: Barcelona, Lyon, Estugarda e Rangers.
Grupo F: Man Utd, Roma, Sporting e Dinamo Kiev.
Grupo G: Inter, PSV, CSKA e Fenerbahçe.
Grupo H: Arsenal, AEK\Sevilha, Steaua e Slávia Praga.

Um grupo difícil pela frente do Benfica, mas possível como seria qualquer grupo que nos calhasse... O Benfica tem equipa para vencer qualquer um dos adversários em casa, e fora, só o Milan tem desculpa, mas mesmo assim é para vencer!!!

Quero aproveitar por felicitar o Leiria por ter garantido hoje a qualificação para a Taça UEFA. Este ano teremos 7 equipas a representar Portugal na Europa...


Força Benfica!!!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Champions League garantida!!!

Ontem ao fim da tarde Copenhaga e Benfica entravam em campo, na Dinamarca, para decidir qual dos dois clubes se apurava para a fase de grupos da Liga dos Campeões. A equipa portuguesa levava vantagem, 2-1 conseguido no Estádio da Luz. Precisamente por estarem em desvantagem, os jogadores do Copenhaga carregaram no início. Um começo fortíssimo por parte dos dinamarqueses sufocaram o Benfica, tendo mesmo Quim, Leo e Cardozo salvo golos certos em cima da linha... Mas quando menos se esperava o Benfica marca. Um golo fantástico, num livre estudado, finalizado por Katsouranis. Este tento mudou tudo. O resultado mudou, o Benfica tinha agora mais margem de manobra, e também a partir do golo a exibição mudou, começou desde então a comandar o jogo e a carregar mais. O Copenhaga já só ia à área do Benfica em contra-ataque...

A segunda parte trouxe mais do mesmo. O Benfica jogava a um nível razoável, controlando o jogo e o Copenhaga ia tentando em contra-ataque surpreender. Nos últimos minutos do jogo viveu-se o mesmo do início, a equipa da casa acreditou mais um bocado e massacrou um pouco, mas ontem foi um dia em que a defesa do Benfica esteve impecável...

Os destaques vão para: Miguel Victor, o miúdo tem estado muito bem, dois jogos que prometem um grande futuro do rapaz; Katsouranis, bem a defender e marca o golo da vitória; Petit, para mim o melhor em campo, a idade nele não pesa, está em todo o lado. Depois quero referir que gostei de Di Maria, vê-se que há ali qualidade, precisa é de se adaptar ao futebol europeu, mas prevejo excelente futuro para o jogador.

Camacho:
Sobre o apuramento «O objectivo era estar na Liga dos Campeões e acho que justamente o conseguimos. Agora vamos ver o que vai acontecer na fase de grupos, mas é interessante para o Benfica ficar entre os grandes da Europa. É uma vitória fantástica. Tal como aconteceu frente ao Vitória de Guimarães não tenho nada a criticar. A atitude, trabalho e entrega foi magnífica, só que às vezes a bola entra e outras vezes não. Temos de trabalhar para que a bola entre sempre. Agora, vamos ver se equilibramos a equipa e iniciar o trabalho para o jogo com o Nacional», sobre Di Maria «É um jogador que tem muita classe, mas ainda não está a cem por cento».

Katsouranis:
«Foi um jogo extremamente difícil e fomos obrigados a trabalhar muito, mas o principal foi alcançado uma vez que conseguimos o nosso objectivo ao vencer em Copenhaga». Sobre Miguel Victor «É o segundo jogo que faço ao seu lado e ele tem vindo a evoluir. É um excelente jogador e tem um futuro promissor. Parece que jogo há muito tempo ao lado dele».

Petit:
«O mais importante era passar à fase de grupos e nós conseguimos esse objectivo. Trabalhámos muito bem e nós sabíamos que o jogo ia ser muito difícil, porque eles são muito fortes no jogo aéreo. Este resultado faz com que todos estejamos muitos felizes por passar à fase de grupos».

Hoje será o sorteio da fase de grupos da Champions. A ver vamos o grupo que nos calha...

Força Benfica!!!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Aquisições!!

O Benfica garantiu a contratação dos dois internacionais uruguaios Maximiliano Pereira (ex-Deportivo Sporting) e Cristian Rodriguez (ex-PSG). De acordo com o comunicado na Comissão do Mercado de Valores Imobiliários (CMVM), o Benfica revela que «adquiriu os direitos de inscrição desportiva do jogador Maximiliano Pereira, ao clube Defensor Sporting, tendo celebrado com o referido atleta um contrato com a duração de cinco épocas.» Para garantir a contratação de Maxi Pereira o Benfica despendeu cerca de três milhões de euros, que lhe permitem ter 100 por cento dos direitos federativos e 70 por cento dos direitos desportivos. O clube «encarnado» refere ainda que também adquiriu o passe de Cristian Rodriguez a custo zero.

Outro que já se encontra em Lisboa e deve treinar já nas próximas horas é o mais recente reforço do Benfica, Edcarlos Conceição Lobo, de 22 anos, ex-S. Paulo, um defesa central com o qual Camacho poderá contar no imediato, já para a visita à Choupana, domingo, caso o técnico espanhol assim o entenda. O central assinou por quatro épocas, pode efectuar o primeiro treino esta tarde no Seixal e vem colmatar uma lacuna no plantel momentânea, derivada de uma série de lesões que se abateu nos elementos do eixo defensivo dos encarnados. «Estou muito satisfeito. Foi uma semana muito preenchida. Precisámos de quase uma semana para definir todos os contornos da situação. Graças a Deus, ficou tudo acertado. Agora, estou muito feliz e ansioso para conhecer o estádio e o centro de treinos do Benfica», palavras de Edcarlos aos jornalistas que o aguardavam no aeroporto de Lisboa. O central explicou a escolha, já que eram vários os pretendentes nos seus serviços: «Escolhi o Benfica por ser uma equipa de grande porte na Europa, que disputa regularmente a Liga dos Campeões. É um clube com tradições no futebol português e europeu. Então, qualquer jogador mundial tem a vontade de defender as cores do Benfica, um clube muito prestigiado no Brasil».


Esperemos que sejam jogadores úteis ao clube, porque de contratações falhadas tamos nós fartos...

Saudações Benfiquistas!!!