quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Só queremos saber do resultado...

Pois é! É tudo o que me apetece depois do jogo de hoje à noite na Amadora. Felizmente o futebol não é só o resultado e eu não compreendo como é que, antes de mais, dois clubes entram num jogo decisivo (porque afinal era preciso vencer para passar à fase seguinte) daquela forma quando a Taça da Liga é uma das competições que dá mais dinheiro a nível de prémios!

Não sei se é falta de qualidade, vontade de vencer ou mesmo experiência mas a verdade é que ninguém esteve numa noite inspirada hoje... nem mesmo o arbitro auxiliar ao se enganar e marcar uma grande penalidade a favor do Benfica nos ultimos minutos... De facto veio impor justiça ao resultado porque o Estrela pouco ou nada tinha feito para merecer estar a vencer mas o futebol é assim e nem só os jogadores erram. A verdade é que erros destes no Benfica não se vê muitas vezes e assim esperemos que não se voltem a repetir e se possível não que a falta de entrega dos jogadores não se volte a repetir também.

De bom apenas posso destacar o regresso de Luisão que por vezes era dos únicos que mostrava algum empenho no que estava a fazer... assim não pode ser Camacho, há que os motivar... os putos devem e têm que mostrar o seu valor!

Vamos lá ver como corre a próxima fase!

Força Benfica!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Assim estamos mal...

A nossa crónica ao jogo é, literalmente, igual às palavras que Camacho proferiu no final do jogo, no flash interview da SportTV, depois de empatar 0-0 com uma equipa que teve menos 48h de descanso que o Benfica e que no final do jogo se viu que estava em clara inferioridade física... Ainda assim fomos capazes de estar 45minutos sem fazer um remate digno desse nome...
Já para não falar das magníficas substituições, que trouxeram muito de bom à equipa...

Toca a acordar Benfica!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Tentamos........ mas o Milan é poderoso!!!

O Benfica iniciou a sua campanha no Grupo D da Liga dos Campeões com uma derrota por 2-1 em Milão, casa do campeão da Europa. Supresa em San Siro ainda antes do apito inicial. Camacho lançou na imponente arena milanesa um jovem de 18 anos que, apesar da escassa idade, vem merecendo a sua confiança. Miguel Vítor de seu nome, alinhando ao lado de Edcarlos numa inédita dupla defensiva. Dessa forma, o técnico espanhol, em estreia na Liga dos Campeões enquanto treinador, pôde libertar Katsouranis para o seu lugar de origem, mais facilmente resolvendo um problema chamado Petit (lesionado ante a Naval 1º de Maio). Por seu turno, Cardozo recuperou o seu lugar no "onze" sendo Nuno Gomes o sacrificado. Assim, exceptuando ambas as mudanças, o Benfica apresentou as mesmas peças do passado sábado, embora com uma nuance táctica, visto Maxi Pereira ter alinhado ao lado de Katsouranis na zona recuada do meio-campo, sendo Rui Costa o principal apoio ao ponta-de-lança.

O Milan, por seu turno, teve na presença de Pirlo a sua principal novidade. Não tanto por ser uma mudança, mas sim porque Ancelotti tinha dado a entender na conferência de imprensa de antevisão à partida que o jogador poderia não estar em condições de actuar (antes não estivesse...). Afinal, o fulcral médio italiano recuperou e foi mesmo titular, sendo ele o primeiro criador de uma equipa que apresentava Seedorf e Kaká, eleito recentemente o melhor jogador da Liga dos Campeões na temporada passada, no apoio a Inzaghi, cabendo a Ambrosini e a Gattuso serem os destruidores de jogo de serviço.

E maldita a hora, pelo menos para os benfiquistas, em que Pirlo pôde ser opção
. É que, apesar de não ter entrado da melhor forma na partida, dando muito espaço ao Benfica e revelando alguma lentidão nos processos ofensivos (o que, aliando ao recente empate averbado diante do Siena não gerou a melhor das reacções no seu público), o Milan colocou em prática a sua conhecida eficácia logo aos 10'. Livre de Pirlo (praticamente no bico da área) e um remate em jeito e teleguiado ao ângulo superior direito da baliza à guarda de Quim, que não está isento de culpas... Estava feito o 1-0 e o Milan ganhava outra confiança.

Logo de seguida, o Milan esteve perto do segundo golo, tendo Oddo centrado ao segundo poste e Inzaghi falhado o remate por muito pouco. Mais um minuto, o 15º, e mais um momento de tensão na área ben
fiquista, tendo Ambrosini respondido a um livre de Pirlo com um desvio quase fatal, valendo a estirada de Quim. O Benfica precisava reagir rápido, mesmo que o trabalho do árbitro Mike Riley dificultasse a sua tarefa, visto o juiz decidir quase todas as faltas em desfavor dos lisboetas.

O primeiro assomo de inconformismo aconteceu aos 17', quando Rui Costa ganhou espaço e, do meio da rua, atirou forte, mas ao lado. Mas era o Milão a equipa mais incisiva, mesmo que sem deter o domínio do jogo. Um bom exemplo aconteceu aos 20', quando Kaká centrou rasteiro e viu Seedorf deixar passar a bola para o remate de Inzaghi, bem parado por Quim. Mas o minuto 21 marcou o verdadeiro acordar do Benfica, primeiro em novo remate de longe de Rui Costa, desta feita a testar os reflexos de Dida, e
depois, num centro largo de Di María ao qual Cardozo não conseguiu dar melhor seguimento, cabeceando ao poste. Mas foi então que o Milan resolveu o jogo, não só beneficiando da sorte como, logo depois, fazendo o 2-0 num lance de puro contra-ataque protagonizado por Kaká, Pirlo e Inzaghi. O italiano não perdoou e aproveitou o grande passe de Pirlo, após uma bela abertura de Kaká. O veneno italiano fazia sentir-se em San Siro mercê do 39º golo do internacional italiano na prova.

Rui Costa continuava a ser o mais inconformado no Benfica, lançando, aos 33', Cardozo que, cara a cara com Dida, atirou forte para bela defesa do guardião brasileiro. Aos 37', num perigoso livre directo, Rui Costa atirou ao lado, voltando a ser ele o protagonista de mais uma tentativa do Benfica. O intervalo chegava com um resultado enganador, mas jus
tificável pela reconhecida capacidade do Milan para criar desequilíbrios no último terço de terreno em jogadas nascidas, quase todas elas, em lances rápidos, ora mercê de bolas aéreas, ora de rápidas mudanças de velocidade protagonizadas por Kaká, Seedorf e Inzaghi.

O Benfica entrou melhor na segunda parte, detendo durante mais tempo a posse de bola e revelando uma melhor ocupação dos espaços, mas cedo se percebeu que o Milan queria aplicar a lei de jogo italiana, recuando no terreno e tentando repetir o formato do segundo golo, ou seja, o contra-ataque. Foi dessa forma que Kaká, após correr 50 metros com a bola, ficou muito perto do golo, aos 55', valendo os reflexos de Quim. Camacho sentiu a necessidade de mudar, optando por Nuno Gomes e abdicando de Cardozo. A ideia passava por obter maior velocidade e entendimento com os médios ofensivos, ou seja, tornar a equipa mais compacta e difícil de parar pela sólida defesa milanesa. Faltava, então, meia-hora para o final.

Mais tarde, aos 72', Camacho promoveu a estreia de Gilles, retirando Miguel Vitor e fazendo recuar Katsouranis. A ideia era dar maior frescura ao meio-campo, mas Ancelotti cedo se apercebeu dos intentos e reforçou o sector mais defensivo do meio-campo, lançando Emerson e abdicando do mais tecnicista Seedorf. E o tempo ia passando sem que surgisse uma oportunidade para o Benfica poder dar a volta ao marcador. O Milan, por seu turno, tinha momentos de grande qualidade, ora por Kaká, ora por Inzaghi, valendo duas ou três intervenções de valor de Quim para que a esperança benfiquista se mantivesse acesa.

O resultado parecia estar feito e o super-Milan, supostamente, no iria permitir ao Benfica chegar à zona de finalização. Mas chegou... e marcou. Centro rasteiro de Katsouranis e Nuno Gomes a aparecer a finalizar ao segundo poste. Pena que o árbitro inglês tenha dado por terminada a partida logo de seguida. Quem sabe o que poderia vir a acontecer? De qualquer forma, o jogo mais complicado já terminou e o Benfica tem, agora, a oportunidade de recuperar os pontos perdidos nas cinco partidas que restam.


Sempre Benfica!!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Na senda dos êxitos!

O Benfica reforçou ontem à tarde, na Mealhada, a hegemonia no futsal português ao conquistar a Supertaça pela terceira vez no seu historial, passando a ser o Clube luso com mais vitórias nesta competição. Frente ao Braga, o conjunto de Adil Amarante produziu um elevado caudal ofensivo, mas não esteve ao nível habitual na vertente defensiva, nomeadamente nas transições para o sector recuado, razão pela qual o marcador esteve “apertado” até aos 34’, altura em que Pedro Costa elevou a vantagem para 5-3 e o adversário caiu a pique em termos físicos e anímicos. Depois, a partir daqui, e com muita classe à mistura (sobretudo de Ricardinho), o Campeão Nacional caminhou facilmente para a goleada, concretizando mais três golos sem resposta, iniciando assim a temporada oficial com enorme sucesso. Na primeira parte bastaram 14 segundos para a formação encarnada inaugurar o marcador (remate cruzado de Arnaldo após assistência de Pedro Costa), mas o Sp. Braga não esmoreceu e ao intervalo perdia por apenas um golo de diferença, perante um Benfica pouco eficaz na finalização (o segundo tento benfiquista foi um auto-golo de Fabrizio). Na etapa complementar, a equipa benfiquista não entrou bem na partida, sofrendo o tento da igualdade logo no primeiro minuto deste período, na sequência de uma acção de contra-ataque dos minhotos. No entanto, não permitiu que o adversário se galvanizasse e, no espaço de 5’, Gonçalo Alves, com frieza no um contra um com o guardião adversário, marcou dois golos (22 e 28’). Contudo, ainda não era desta que o Braga “caía”, pois dois minutos depois do segundo de Gonçalo Alves, Bruno António reduziu depois de uma perda de bola de Ricardinho. O problema para os bracarenses é que Ricardinho esteve fantástico nos últimos 10’, arrasando por completo o Braga com golos, assistências e dois “cabritos” que puseram os adeptos em delírio (o melhor jogador português da actualidade apontou o sétimo e oitavo golos e Pedro Costa o sexto).
BENFICA – Zé Carlos, Pedro Costa (2), Zé Maria, Arnaldo (1) e Ricardinho (2). Suplentes utilizados: Gonçalo Alves (2), Rogério Vilela, Amandus, Sidnei e João Marçal.

Também este domingo mas no andebol, o Benfica venceu o Torneio Quadrangular de Águas Santas. Na final, os "encarnados" bateram o rival Sporting por 20-19, após ter-se registado um 9-10 ao intervalo, a favor dos "leões". Após uma primeira parte menos conseguida, o Benfica mostrou maior qualidade ao longo da etapa complementar, apesar do equilíbrio existente no marcador. O Benfica chegou mesmo a estar a vencer por 18-13, mas o Sporting reagiu na fase final. Ainda assim, a formação orientada por Aleksander Donner conseguiu manter a vantagem e conquistar o torneio.


Força Benfica!!!

sábado, 1 de setembro de 2007

Depois de Nélson Évora... Vanessa campeã do Mundo!

Fantástico! As modalidades do Benfica vivem momentos de ouro. Poucos dias depois de Nélson Évora ter maravilhado o Mundo e de ter arrebatado a medalha de ouro em Osaka, no triplo salto, eis que chegou a vez de Vanessa Fernandes lhe seguir os passos e de se sagrar campeã mundial de triatlo. A "menina bonita" do Benfica representou Portugal da forma a que nos habituou, batendo toda a concorrência nos Mundiais que se realizaram na tarde de sábado em Hamburgo, na Alemanha. A triatleta portuguesa venceu na categoria de Elites, ficando agora a precisar de se tornar campeã Olímpica para poder dizer que conquistou tudo na sua carreira.

Depois de se ter sagrado campeã mundial de duatlo já este ano, a atleta do Benfica reforçou hoje o estatuto de estrela mundial da disciplina olímpica, sendo cada vez mais um
a esperança de uma medalha nos Jogos de Pequim 2008, para os quais já se encontra qualificada.

Vanessa Fernandes, tetracampeã da Europa, gastou 1:57:27 horas para cumpr
ir os três sectores (1,5 quilómetros de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida). A líder do ranking mundial acabou por se impôr com grande à vontade sobre a australiana Emma Snowsill, que defendia o título, e à norte-americana Laura Bennett, a 1.04 e 1.09 segundos, respectivamente.

Vanessa Fernandes saiu da àgua em 15º lugar, a 18 segundos da
líder, a alemã Joelle Franzmann, um segundo depois da ainda júnior Anaíz Moniz (14º, a 17 segundos da primeira). Apesar de não ter saído no grupo da frente na natação, no final da primeira volta de ciclismo (5 km), Vanessa Fernandes liderava a prova e impunha o ritmo, enquanto Anaís seguia no grupo perseguidor onde se encontrava Emma Snowsill, a até então campeã do mundo.

Na passagem para a corrida, Vanessa Fernandes perdeu algum tempo, sendo a alemã Ricarda Linsk a tomar a liderança, seguida da norte-americana Laura Bennett. Mas, não foram precisos muitos metros para a atleta natural de Perosinho demonstrar toda a sua força, e arrebatar a liderança da corrida, tendo depois de controlar até ao final.

Mais uma vez o Benfica e Portugal de parabéns!!!