sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Milan? E quê?

Ainda não foi desta que o Benfica quebrou a tradição e bateu o Milan (empate a um golo), mas nunca o actual campeão europeu esteve tão perto de perder na Luz. Grande exibição de um Benfica a confirmar o crescendo de forma e que terá de vencer na Ucrânia para garantir um lugar na Taça UEFA.

O respeitinho é muito bonito e
foi isso que ambos os treinadores quiseram deixar bem claro na abordagem à partida. Assim, tanto Camacho como Ancelotti optaram por apresentar "onzes" muito equilibrados, fazendo do meio-campo dos mesmos a força principal, sempre tendo em vista deter a posse de bola e criar condições para rápidas transições (quer defensivas, quer ofensivas).

Os "sacrificados" (se é que assim pod
emos designá-los) acabaram por ser Óscar Cardozo no Benfica e Ronaldo no Milan. Nuno Gomes e Gilardino acabaram por ser os ponta-de-lanças escolhidos, significando uma maior mobilidade na frente ofensiva de cada uma das equipas. Tal como se esperava, Camacho promoveu o regresso de Petit e dos uruguaios Maxi Pereira e Rodriguez ao "onze".

Por seu turno, Ancelotti apostou num losango onde
Pirlo, Gattuso, Seedorf e Brocchi eram os homens que cobriam as costas do liberto Kaká (Meu Deus!). Respondia o Benfica com uma dupla de peso: Petit e Katsouranis, sempre na tentativa de fornecer jogo a Rui Costa, sendo este o farol que iluminava um jogo atacante onde Rodriguez surgia pela esquerda, Maxi pela direita e Nuno Gomes pelo meio.

Com respeitinho, é certo,
mas de olhos virados para a baliza contrária. Foi dessa forma que Milan e Benfica encararam a partida desde o minuto inicial, perante uma Luz que, apesar de não estar cheia, conseguiu ser, a espaços, o Inferno que tão bem conhecemos. No entanto, os minutos iniciais mostraram mais Milan. Os italianos entraram com tudo e superiorizaram-se aos intentos atacantes dos portugueses, dominando as operações mercê da excelência de passe de Pirlo, da rapidez de Kaká (quase sempre à esquerda) e das entradas de Seedorf.

Foi dessa forma que o holandês, em combinação com Gilardino, selou o aviso, atirando para bela defesa de Quim. O golo italiano surgiria dez minutos depois. E que golo. Kaká cedeu a bola a Pirlo, abrindo uma brecha na meia-defensiva
"encarnada", e o médio galgou terreno para um imparável remate a mais de 25 metros.

Poderia pensar-se que a tarefa benfiquista se tornaria quase impossível
(todos sabemos que a eficácia da máquina milanesa é imparável quando carbura no marcador), mas foi então que o Benfica mostrou a sua melhor face, atirando-se, literalmente, para cima do adversário e provando por que razão é a equipa mais rematadora da Champions. Nuno Gomes foi o primeiro a mostrar que o Milan não é de todo imbatível, roubando uma bola a Serginho e servindo Rodriguez que, isolado, não conseguiu bater Dida, pois já rematou em esforço, depois de excelente recuperação de Kaladze. A resposta ao golo italiano era imediata e foi preciso esperar apenas mais dois minutos para que, aos 19', Maxi Pereira, numa jogada de antologia, empatasse a partida. O uruguaio tirou Gattuso do caminho com uma bela finta e atirou de pé esquerdo ao ângulo superior esquerdo da baliza de Dida. Fenomenal!

Não mais o Milan recuperou de tal golpe ao longo da primeira parte e o Benfica, mais coeso e muito empreendedor na recuperação da bola, fechou espaços e conseguiu, cada vez mais
, jogar no meio-campo adversário. Aos 37', numa tremenda jogada, foi por muito pouco que Maxi Pereira não bisou, após uma jogada entre Léo e Nuno Gomes, passando por Rui Costa. Desmarcado pelo 21, o extremo viu-se na cara do brasileiro e colocou à prova os reflexos do guardião. O Milan, cada vez mais, dependia dos arranques de Kaká, mas o Benfica soube sempre realizar da melhor forma as compensações, destacando-se, desta feita, David Luiz, sem dúvida um defesa cada vez mais em foco.

Nada satisfeito com
o mau funcionamento do flanco esquerdo da sua defesa, Ancelotti optou pelo experiente Maldini na segunda parte, abdicando de Serginho. O empate servia aos italianos e precisava assegurar que os erros dos primeiros 45 minutos não se repetissem. Poucos minutos se jogaram na segunda parte e já Brocchi cedia o seu lugar a Gourcuff, o que mostrava que o labor benfiquista persistia em emperrar a "máquina" italiana. Dois remates perigosos de Rui Costa e uma excelente atitude benfiquista eram provas claríssimas de que os italianos não detinham o controlo a que tanto estão habituados. Novo susto surgiu aos 61', quando Petit estoirou do meio da rua e Dida defendeu para a frente, permitindo a recarga vitoriosa de Nuno Gomes. Falso alarme, no entanto, pois o internacional luso estava em fora-de-jogo.

O Benfica ia merecendo o golo e a Luz vivia intensamente cada momento. Quando, aos 66', Maxi cent
rou para remate em vólei de Nuno Gomes e o tiro (forte) morreu nas mãos de Dida, foram ao rubro as emoções, mas, mais uma vez, os italianos eram bafejados pela fortuna. Conforme o tempo foi passando, o Benfica encostou cada vez mais o Milan às cordas, mas, apesar dos muitos remates, Dida mostrava-se seguro e era a imagem de um campeão encolhido, mas sempre cínico. Bom exemplo disso surgiu no penúltimo minuto, quando Kaká se isolou e atirou um pouco ao lado. Tal injustiça não aconteceu, mas também não se fez a justiça que a Luz tanto ansiou, ou seja, a vitória do Benfica.

Em Glasgow, o Celtic venceu o Shakhtar por 2-1 (com o golo da vitória a ser apontado nos descontos) deixando a formação portuguesa fora da Liga dos Campeões. O Benfica terá de vencer na Ucrânia para assegurar um lugar na Taça UEFA. Vamos acreditar!


Força Benfica!!!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Goleada das antigas...

O Benfica levou ao rubro os adeptos presentes na Luz ao golear o Boavista por 6-1 em jogo referente à 10ª jornada da Liga. Um jogo para mais tarde recordar, até porque fixou em 30 o número de partidas sem perder de um Benfica em clara ascensão na principal prova do calendário português.

O Benfica juntou o histórico ao agradável, visto ter obtido, também, a sua quarta vitória consecutiva na Liga, reforçando a perseguição ao líder e dando excelente defesa às palavras proferidas por Camacho na sexta-feira, quando o técnico espanhol garantiu que a sua equipa melhorava a olhos vistos. Coeso, seguro a defender, pragmático na abordagem ao ataque e rematador, o Benfica desde cedo mostrou, perante uma Luz bem composta, ao que ia, assumindo o controlo da partida desde início, apesar de o Boavista ter em Mateus e em Zé Kalanga dois rápidos executantes a ter sempre em conta.

Talvez tenha sido mesmo na sua defesa que o Benfica começou a ganhar a partida, tendo Luisão e Katsouranis (de regresso à condição de central) revelado muita sintonia e eficácia
, o que facilitou os processos de transição, sempre a cargo de Rui Costa, esta noite a alinhar nas costas do totalmente recuperado Nuno Gomes. No entanto, aos 17’, o “maestro” subiu, ele mesmo, à área contrária, acabando por furar por completo a defesa “axadrezada”, após tabela com o “capitão”, e ofereceu o golo a Cardozo. O paraguaio dominou, olhou e deu um subtil toque que fez a bola passar por cima do corpo de Jehle e aninhar-se no fundo das redes.

O internacional do Liechtenstein foi mesmo obrigado a exibir-se a grande altura pouco depois, quando o avançado paraguaio fez uso do seu ponto forte, o remate de meia distância de pé esquerdo. Uma grande defesa a parar um autêntico tiro. Depois, mesmo à beira do intervalo, foi a vez de Luisão fazer brilhar Jehle, na sequência de um cabeceamento correspondido com um tremendo voo do guardião de um xadrez incapaz de colocar a defesa benfiquista em xeque, excepção feita a um perigoso remate ao lado de Jorge Ribeiro.

A fase inicial da segunda parte não trouxe grandes novidades, com o Benfica a proteger a posse de bola com uma boa circulação do esférico a meio-campo, optando, também, por rápidas jogadas pelos flancos, sendo um bom exemplo o centro de Maxi Pereira que Nuno Gomes não aproveitou por muito pouco, cabeceando um pouco ao lado. As esperanças do Boavista pareceram ficar ainda mais reduzidas quando Zé Kalanga foi expulso, aos 55’.
Erro do internacional angolano que, já com um amarelo, acabou por fazer falta sobre Léo e ver o segundo amarelo. No entanto, ninguém poderia imaginar
o que aconteceu pouco depois: contra-ataque do Boavista liderado por Mateus – o atacante foi mais rápido que Luís Filipe – e assistência para Jorge Ribeiro chutar com força para o golo do empate.
No entanto, o Benfica precisou apenas de quatro minutos para voltar a ficar na frente do marcador. Um belo golo de Maxi Pereira – o seu primeiro de “águia” ao peito – após jogada pela esquerda protagonizada por Léo. O Benfica estava, então, imparável e, aos 66’, praticamente sentenciou a partida com
novo golo uruguaio. Rodriguez, de cabeça, numa recarga, após uma jogada de raça de Rui Costa (fantástico, como o 10 acreditou no lance até ao fim) à qual Jehle não se opôs com total eficácia, levou a Luz ao rubro. Seguiu-se uma fase menos bonita do jogo, culminada com a saída de Cardozo por lesão, após entrada violentíssima de Ricardo Silva (não entendemos porque razão Ricardo Silva não foi expulso).

Nesse mesmo minuto, aos 79’, o Boavista enviou uma bola ao poste e no contra-ataque o Benfica chegou mesmo ao 4-1, novamente com Ricardo Silva em destaque pelas piores razões, visto ter sido o central a colocar a bola nas suas próprias redes, após remate intencional de Di María, que entrara minutos antes em campo para o lugar de Maxi Pereira. Mas as emoções não ficaram por aí, visto que Nuno Gomes – que belo regresso – ganhou metros a Marcelão e só foi travado em falta quando ia preparar-se para marcar. Não o fez de bola corrida, deu boa conta do recado na transformação da grande penalidade, fixando o marcador em 5-1.

A boa exibiç
ão do 21 benfiquista foi, ainda assim, verdadeiramente carimbada apenas aos 89’, num lance de grande espectacularidade: Luisão, imagine-se, isolou Rodriguez pela direita e este centrou curto para o remate acrobático do avançado. Grande Golo!!! O resultado até poderia ter sido mais desequilibrado, não fora Bergessio falhar uma grande penalidade, após clara falta do guarda-redes do Boavista sobre o inevitável Rodriguez.

O Benfica provou, de facto, o porquê de Camacho garantir existir um notório crescimento, enquanto equipa, totalizando um ano (30 jogos) sem perder na Liga, enquanto o Boavista, apesar de muito lutar, cometeu demasiados erros. Longe da força de outras épocas, a equipa nortenha ainda vai, afinal de contas, procurando a primeira vitória na competição. E essa nunca teria acontecido na Luz, pois o Benfica, motivadíssimo, jogou para golear, tal como, aliás, aconteceu na partida entre os dois conjuntos na temporada passada (apesar do 0-0). A diferença é que desta feita os ferros e William não deram uma ajuda aos do Bessa...


FORÇA BENFICA!!!

Dom do Benfica

"Antigamente, quem via o Benfica a jogar (como eu ainda me lembro), sabia que o Benfica só perdia de 1 de duas formas: ou perdia 1-0 com uma equipa que jogava com 11 jogadores à baliza durante 89 minutos e meio, e de repente saía do covil por escassos segundos, e era o suficiente para fazerem um golo e não se mexerem mais, ou então perdia contra os grandes do futebol nacional e europeu, e mesmo assim raramente a diferença ia além de 1 ou 2 golos. Este Benfica, era o Benfica da mística. O Benfica que vencia títulos.

De há uns anos para cá, o Benfica caiu no fundo do poço. E o dom que este Benfica tem é: sempre que pensamos que está a fazer a pior pré-época de todos os tempos (como há 2 anos, como no ano passado e como este ano), o Benfica no ano a seguir consegue fazer pior ainda, superando todas as expectativas. Sempre que pensamos "não, eles aprenderam, é impossível bater mais fundo", eles superam a faixa e conseguem bater mais fundo! Nos jogos a mesma coisa. Sempre que levam uma tareia e perdem 1 ou 2 jogos seguidos, nós pensamos "pior é impossível", e na jornada a seguir eles fazem o impossível. Já ninguém joga na Luz para o 0-0. Hoje joga-se para ganhar, e despeita-se o clube. E a ambição nunca matou ninguém, mas a passividade sim. Passividade que é o que se passa na cabeça dos jogadores do Benfica: deixam jogar, em vez de pressionarem.

Depois, há outra coisa que o Benfica também tem como dom: quando perde e nós pensamos na jornada a seguir "pronto, lá vem mais uma tareia", eles ganham! Quando pensamos numa época "ok... mais uma época perdida", eles ganham qualquer coisa. O meu Benfica tem este dom. É triste, mas tem."

Li esta crónica e encaixa perfeitamente naquilo que é o Benfica...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Complicou-se...

Vamos por partes:

Luís Filipe. Tem estado muito mau. Não sabe cruzar, não sabe marcar o adversário, apenas corta bem a bola (quando não é "comido"). Não acompanha o ataque quando é preciso. Há o Nélson, o Maxi Pereira, o Zoro, mas tirem-me esse indivíduo dali...

Maxi Pereira. Já provou ser um jogador útil ao plantel, na medida em que tem uma polivalência fora do normal. Joga bem no meio campo, joga bem nos flancos e joga bem a lateral. É fantástico para um treinador ter um jogador destes no plantel e no banco para um jogo. Agora, ele é bom em todas estas posições, mas não é muito bom em nenhuma. Não é jogador para ser titular, é apenas um excelente jogador de banco...

Cardozo. Confesso que admiro a sua forma de jogar, mas tem estado muito mau. Não o crucifico porque realmente ele não teve férias, nem uma adequada pré-época, mas o melhor será descansá-lo aí um mesito e esperar no que dá... Além dele descançar, que precisa, por estar de fora pode ser que volte com outro ânimo e vontade de marcar e mostrar o seu valor...

Binya. Foi uma surpresa agradável. Os primeiros jogos dele foram terríveis, mas foi melhorando de jogo para jogo, e acho que tem grandes qualidades de centro campista. Raça, empenho, bom toque de bola... Agora, não pode ser tão violento... A entrada que fez hoje é inadmissível, de uma dureza extrema!!! Tem de ser repreendido internamente e "educado" a jogar à bola...

Finalização. O Benfica cria oportunidades, é a equipa com mais remates na Liga dos Campeões, e no campeonato também, mas a bola não entra... Primeiro, em tanto remates, mais de metade não vão à baliza. Segundo, dos que vão à baliza, a grande maioria não entra... Não pode ser! O Benfica tem de treinar urgentemente a finalização...

Camacho. Sou um admirador de Camacho. Fiquei muito contente quando soube que era ele o substituto de Fernando Santos. Mas a verdade é que me tem desiludido... Sempre foi o mau dele, mas agora em grande escal... As Substituições!!! Prepara bem a equipa, estuda bem o adversário, mas a sua leitura de jogo é péssima... O Benfica realmente joga agora com mais raça, com mais vontade, é um futebol mais alegre... Mas falta o mais importante, golos e vitórias...

Árbitro. Não foi por causa dele (directamente) que perdemos o jogo, agora que me apetecia, em muitos momentos, chamar nomes à mãe dele, isso apetecia... Ele não marcava uma única falta a favor do Benfica, impressionante!!! Então sobre o Rui Costa foram para aí quatro ou cinco... Além de estar a prejudicar directamente, irrita e desconcentra a equipa (prejudica indirectamente). Não gostei!


Hoje o Benfica jogou melhor que o Celtic, controlou o jogo, com os escoceses a jogar apenas em contra-ataque, mas em tantas oportunidades criadas, não marcamos um único golo. Inadmissível!!! Além disso sofremos o golo da forma que foi... Deixa mesmo uma pessoa indecisa. Porque perdemos por culpa própria, e ao mesmo tempo sente-se que houve azar... Mas a culpa própria é o que melhor se adequa à derrota...

Celtic 1-0 Benfica




No entanto...



SEMPRE BENFICA!!!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Outra vez no final...

Tal como tem acontecido nos últimos jogos, o Benfica resolveu um jogo a seu favor mesmo ao cair do pano. E foi com justiça que o fez, visto que realizou uma exibição plena de garra e materializada em dois golos nascidos no pé direito de Rui Costa e concretizados por Rodriguez e Katsouranis.

O Benfica ficou, agora, a seis pontos do líder da Liga e pode viajar para Glasgow d
e consciência tranquila. Com esta atitude, o Benfica pode ter esperanças em vencer em casa do Celtic amanhã, em mais um dia de extrema importância na Champions.

Muito intenso, o Paços de Fe
rreira-Benfica cedo começou a empolgar os espectadores que acorreram em grande número à Mata Real. O Benfica, tendo nos regressados Nuno Assis e Rui Costa os criadores de jogo, para Rodriguez (pela esquerda), Maxi Pereira (pela direita) e Cardozo (único homem de área), entrou a todo o gás, deixando o primeiro aviso logo aos 19', quando Rui Costa desmarcou Nuno Assis pela esquerda e este deu de calcanhar para a entrada de Léo. Valeu, então, a intervenção de Peçanha. No entanto, após dado o aviso, veio o golo. E que golo. Rui Costa apontou um livre lateral com muito mel e Rodriguez deliciou-se, nas alturas, com a assistência, desviando de cabeça para o ângulo superior esquerdo da baliza pacense. Grande golo.

O Paços precisou apenas de oito minutos para responder. Pontapé de canto curto, com Cristiano a ultrapassar Nuno Assis pela esquerda, ganhando a linha e servindo o golo que Tiago Valente não desperdiçou. O Benfica sentiu o golpe e apenas 15 minutos depois voltou a criar perigo. Nuno Assis, em destaque nesta noite, a rematar de longe para as malhas laterais, o que levou muitos adeptos a gritarem golo, iludidos pelo efeito que a bola levou.

A segunda parte não roubou o bom futebol às equipas e o Benfica,
com maior ou menor dificuldade, foi sempre a equipa dominante, embora revelando dificuldades em ultrapassar a muito organizada defesa pacense. Por seu turno, a equipa da capital do móvel mostrava que tinha em mente o contra-ataque, sendo disso prova o lance construído por Cristiano e desperdiçado por Ricardinho (remate ao lado), jogava-se o minuto 50. De qualquer forma, era o Benfica a equipa mais empreendedora no ataque. Como resultado disso, Léo quase marcou, aos 52', mas viu a aba do chapéu ser demasiadamente alta. E que golo seria...

A meia-hora do final, Camacho promoveu o regresso de Nuno Gomes à equipa, abdicando de Maxi Pereira e dando a Nuno Assis a tarefa de fechar o flanco direito. E até foi o 21 benfiquista a estar perto do golo, aos 69', quando, assistido por Cardozo, atirou forte, mas ao lado. E foi já com Di María e Adu em campo que o Benfica chegou à vitória, precisamente a cinco minutos do fim. Livre lateral de Rui Costa, toque de cabeça de Nuno Gomes, excelente defesa de Peçanha e Katsouranis, com a habitual eficácia, a atirar para a baliza deserta. O Paços ainda enviaria uma bola à barra, mas a vitória já não fugiria aos "encarnados".

O Benfica está agora a seis pontos do líder e prova que ainda tudo está em aberto no campeonato. O título é possível e só dependemos de nós!


Força Benfica!!!