segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Boas Festas!!!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Outra vez Cardozo!!!

Dois golos de Óscar Cardozo revelaram-se decisivos para uma entrada com o pé direito do Benfica na actual edição da Taça de Portugal. Num jogo em que se revelou demolidor no espaço aéreo, o Glorioso beneficiou ainda de um cabeceamento certeiro de Luisão, de pouco valendo a reacção dos academistas, num golo de longa distância de N'Doye.

Apresentando várias alterações no "onze", o Benfica da primeira parte não desacelerou relativamente ao que fizera nas últimas semanas, dando nas vistas pela capacidade de reter, do seu lado, o domínio do jogo, bem como de desenvolver sucessivas jogadas de perigo, ora pela direita, ora pela esquerda ou até pelo centro. Desde o minuto inicial que se adivinhava o golo que, ainda assim, ia sendo adiado por uma Académica batalhadora na defesa mas incapaz de criar lances de perigo na baliza esta noite à guarda de Butt.

Bastou esperar oito minutos até que o regressado Edcarlos brilhasse nas alt
uras, vendo apenas o poste negar-lhe o golo, num cabeceamento após pontapé de canto. Foi, aliás, dessa forma que mais o Benfica criou perigo na primeira parte, revelando-se sempre superior nas alturas, relativamente ao seu opositor. Assim, não estranhou que, aos 39 minutos, o outro central, Luisão, subisse à área contrária e atirasse a contar, num excelente desvio de cabeça, após canto bem apontado por Nuno Assis.

Depois, numa noite em que actuou ao lado de Nuno Gomes, Cardozo fez questão de vincar o seu crescendo de forma, isolando-se, aos 45', e atirando, de carrinho, por cima do corpo de Pedro Roma, após excelente passe de um Léo que viu o azar bater-lhe à porta logo na fase inicial da etapa complementar, saindo por lesão e cabendo a Luís Filipe actuar na canhota da defesa "encarnada".

Foi, curiosamente,
nessa fase que mais o Benfica revelou dificuldades. Para tal muito contribuiu o golo da Académica, obtido num remate de longe de N'Doye. Remate esse que traiu Butt, visto o esférico ter batido no chão e no poste esquerdo antes de se anichar nas redes benfiquistas (mesmo assim foi um pato...). Infelicidade para o alemão que, ainda assim, redimiu-se três minutos depois, ao parar, em estilo, um cabeceamento de Joeano. No entanto, novo susto surgiu aos 64', quando Hélder Barbosa rematou em jeito, ao poste.

Apesar do referido bom reinício de jogo dos "estudantes", o Benfica soube recompor-se e, aos poucos, foi agarrando novamente o controlo da partida. Tudo voltou ao normal e as oportunidades começaram a reaparecer, primeiro num remate às redes laterais de Di María e, depois, num chuto de primeira de Adu, que acabara de entrar para o lugar do argentino (a cerca de 15 minutos do fim). A confirmação da vitória surgiu aos 85 minutos, quando Nuno Gomes centrou com conta, peso e medida para o cabeceamento certeiro de Cardozo.

Má arbitragem de C
arlos Xistra, não assinalando um claro penalty de Pavlovic sobre Nuno Assis e assinalando, erradamente, uma falta de Cardozo sobre Litos, num lance em que o paraguaio se isolava, lado a lado com Nuno Gomes.


Força Benfica!!!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Se fosse sempre assim...

Dois golos apontados por Óscar “Tacuara” Cardozo valeram ao Benfica a continuidade nas competições europeias, via Taça UEFA. Apesar das dificuldades sentidas no frio de Donetsk, o Glorioso revelou uma tremenda solidez defensiva e mereceu por completo a vitória construída ao longo da primeira parte e defendida com sabedoria durante a etapa complementar.

Termómetro abaixo de zero e técnica acima da média. Foi dessa forma que o Shakhtar recebeu, no gelo de Donetsk, o Benfica, naquela que era uma partida decisiva para ambos os conjuntos. Precisavam ambos de vencer – os ucranianos para garant
irem a presença nos 16 avos-de-final da Taça UEFA ou, caso o Milan vencesse o Celtic, para seguirem em frente na Champions, enquanto os benfiquistas com o objectivo único de somar os três pontos para carimbar a passagem à Taça UEFA, enquanto terceiro posicionado no Grupo D. Tal ânsia de vitória revelou-se de duas formas diferentes, pois se os ataques se mostraram particularmente inspirados, especialmente na construção de jogadas de perigo, já as defesas de ambos os conjuntos nem sempre conseguiram dar, durante a primeira parte, a melhor resposta à toada tremendamente ofensiva despoletada por ambos os conjuntos.

Começou melhor o Shakhtar, empurrado por todo um estádio imune ao gelo ucraniano. Lá em baixo, no verde relvado (a neve ficou à margem), deram nas vistas, nos momentos iniciais, talentos como Ilsinho, Jadson ou Brandão, sempre complementados pelo “tanque” italiano, Lucarelli. Chamado à acção, Quim mostrou a habitual eficácia dando bom uso aos seus reflexos logo nos instantes iniciais. Abriu o guarda-redes o caminho para um Benfica em crescendo, mostrando confiança e aproximando-se da baliza adversária à espreita de algum erro. E nem esperou muito, pois, logo aos seis minutos, Cardozo (titular na frente de ataque) aproveitou um mau passe lateralizado entre os defesas ucranianos para ultrapassar o guardião contrário e atirar a contar.

Aquele que foi o melhor marcador do Benfica na actual edição da Champions deu-se a mostrar aos 21 minutos, através de um formidável golpe de cabeça que gelou (ainda mais) as bancadas. Centro de Maxi Pereira e Cardozo a finalizar.

Estava feito o 0-2 e o Benfica deitava para trás das costas os problemas iniciais. No entanto, perto da meia-hora um suposto toque (toque normalíssimo que, com este critério, daria muitos penaltis no futebo
l...) de David Luiz nas costas de Lucarelli permitiu ao italiano colocar a bola na marca da grande penalidade e, apesar da meia defesa de Quim, reduzir para 2-1.

Mais do que na fase inicial da primeira parte, o Shakhtar criou várias jogadas de relativo perigo no início da etapa complementar, mas foi então que a defesa benfiquista (esta noite com Nélson a titular no lugar de Luís Filipe) se mostrou muito coesa, acabando por obrigar, aos poucos, o Shakhtar a recorrer ao jogo directo, algo que em nada beneficiou as suas mais-valias brasileiras.

Foi, no entanto, num centro longo que o Shakhtar quis demonstrar estar no caminho correcto, acorrendo Srna ao segundo poste e atirando com muito perigo, mas para grande defesa de Quim. Foi esse, no entanto, o último sopro de revolta de um Shakhtar que, ao longo dos últimos 30 minutos, foi totalmente controlado pelo Benfica.
Uma excelente vitória do Glorioso num jogo marcado pelos dois golos marcados por Cardozo e pela maturidade demonstrada por uma equipa que terá de ser, agora, considerada como uma das sérias candidatas a vencer a Taça UEFA. O gelo de Donetsk já lá vai. Aqueçam-se os corações benfiquistas!


Força Benfica!!!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Depois do Milan não pode ser assim...

Num jogo muito equilibrado, o Porto acabou por ser a equipa mais feliz, beneficiando de um momento de inspiração de Quaresma, autor do golo que, aos 40 minutos, decidiu o "clássico" que na noite de sábado se realizou na Luz. Com esta vitória, os portistas elevaram para sete pontos a vantagem para o Benfica, segundo classificado.

O Benfica-Porto deste sábado prometeu muito numa fase inicial, mas acabou por ser um
espectáculo um pouco abaixo das expectativas. Um tento apontado por Ricardo Quaresma, a cinco minutos do intervalo, acabou por selar a vitória de um Porto de contenção e que fez da segurança defensiva e eficaz ocupação dos espaços a meio-campo a sua principal arma. O Benfica, sempre mais atacante (mas sem criar verdadeiro perigo), não viu o resultado final fazer justiça ao seu querer, ao seu empenho e à sua garra (algo que tem de ser valorizado, especialmente após o esforço da passada quarta-feira onde, ante o campeão da Europa, realizou uma bela exibição). Um pormenor resolveu um "clássico" pouco espectacular e muito táctico.

No entanto, quem assistiu aos primeiros dez minutos da partida nunca pensaria que a mesma pudesse ser pouco emocionante. 60 mil pessoas na Luz viram o Benfica entrar muito melhor que os "azuis-e-brancos", solicitando os extremos (Rodriguez e Maxi Pereira) e tendo especialmente em Léo um bom complemento para um futebol atraente e lateralizado.

Nuno Gomes, talvez o melhor do Benfica neste jogo,
ganhava consecutivamente duelos aos centrais portistas e era peça importante na fluidez de jogo benfiquista. No entanto, os lances de golo não apareciam e, aos poucos, os portistas conseguiram acertar marcações e estancar a criatividade benfiquista.

Começou, pois, aos poucos a vir ao de cima a técnica e velocidade de Quaresma que, já depois de Tarik atirar a rasar o poste da baliza de Quim, descobriu Lisandro na área para um remate que se previa fatal, mas que foi detido pelo guardião "encarnado". No entanto, pouco depois, nada Quim podia fazer para deter
o remate cruzado do seu colega de selecção que, após ultrapassar David Luiz (neste jogo muito mal), atirou a contar.
Logo ali se percebeu que, mercê das características da partida, muito táctica, seria complicado ao Benfica conseguir dar a volta. No entanto, quem
coloca em sentido o campeão da Europa também tem capacidades para repetir tal cenário num "clássico", ante o detentor do título nacional. Só que, ao longo de toda a segunda parte, o Porto mostrou que tinha a lição bem estudada e não arriscou nada em termos ofensivos, limitando-se a defender com grande agressividade e concentração, de preferência longe da sua baliza, limitando ao máximo os espaços vazios por onde os homens mais rápidos do Benfica tentavam gizar os sucessivos lances de ataque.

Camacho tentou alterar as características do jogo e até conseguiu que a sua equipa fosse mais rematadora nos minutos finais, mas a sorte nada queria com o Benfica. Bom exemplo disso aconteceu aos 77', quando o recém-entrado Adu ganhou espaço à entrada da área e atirou forte para grande defesa de Helton. Logo depois, foi a vez de Petit tentar a meia distância, mas a bola saiu um pouco por cima, não mais se assistindo a um real lance de perigo.


Num jogo em que o empate teria sido o resultado mais justo, acabou por ser um pormenor a resolver a contenda. No entanto, ainda falta muito tempo até que chegue a ho
ra das decisões na Liga e o Benfica tem todas as condições para voltar a aproximar-se dos "azuis-e-brancos" na tabela classificativa. Jorge Sousa, árbitro da A.F. Porto, realizou uma exibição irregular especialmente no capítulo disciplinar, tendo ficado um penalti por marcar no lance em que Di María caiu na área portista, a meio da segunda parte. O autor da falta, Fucile, já deveria estar na rua por acumulação de amarelos.

Agora temos de ir à Ucrânia vencer o Shaktar para seguir em frente nas competições europeias...


Sempre Benfica!!!