domingo, 8 de fevereiro de 2009

Na final...

Três anos depois o Benfica vai jogar uma final de uma competição oficial, depois de bater o V. Guimarães por 2-1 nas "meias" da Taça da Liga. Um dérbi (ante o Sporting), pois, para fechar com chave de ouro uma competição na qual, até ver, os pupilos de Quique Flores (que atinge a sua primeira final enquanto treinador) só somaram vitórias. Que melhor tónico a poucos dias do clássico do Dragão.

As equipas abordaram, desde cedo, a partida de forma positiva, tentando salvaguardar os aspectos defensivos, mas procurando sempre posicionar-se no ataque com diversos elementos. Mais o Benfica, claro, pois tinha a responsabilidade de, enquanto favorito, deter maior domínio da posse de bola. Com uma equipa muito próxima daquela que tem sido habitualmente titular (só Maxi Pereira teve direito a descanso), o Benfica revelou determinação defensiva e simplicidade de processos a nível ofensivo, o que acabou por, aos poucos, ir relegando para segundo plano as investidas de Nuno Assis, Fajardo e Desmarets (fornecedores de jogo do adaptado Marquinho).

Com Reyes activo na esquerda e Carlos Martins a revelar a natural tendência d
e comandar as operações a meio campo, apenas ao muito azar registado por Cardozo na hora do tiro se deveu o nulo ao intervalo. O paraguaio acertou na barra, aos 23', num cabeceamento executado após livre lateral apontado por Reyes, tendo, pouco depois, rematado de longe para aparatosa defesa de Serginho. Ainda antes do intervalo, Cardozo desperdiçou a sua melhor ocasião, quando desaproveitou um mau alívio defensivo do Vitória e, na pequena área, estoirou por cima da barra.

Não tão brilhante a segunda parte do Benfica que, durante muito tempo, revelou dificuldades em criar situações de golo. Já o V. Guimarães, mercê da mobilidade e qualidade de passe de Marquin
ho, Nuno Assis, Desmarets e Fajardo, conseguiu criar a ilusão de controlar a partida em diversos momentos na segunda parte, ainda que o Benfica se apresentasse sempre muito concentrado em termos defensivos e aproveitasse tal posicionamento vimaranense para partir em contra-ataque.

De forma a potenciar a ideia de um Benfica mais móvel e rápido, Quique Flores trocou Cardozo por Di María, mas foi de bola parada que o jogo se começou a decidir. Corria o minuto 69 quando Carlos Martins apontou um livre direitinho para a cabeça de David Luiz. Na falha do benfiquista residiu a infelicidade de Gregory que, sem ver a bola, encostou-a para o fundo das redes. Desequilibrou-se o Vitória, que nunca mais conseguiu ser uma equipa compacta, permitindo a Katsouranis lançar Aimar, tendo este atirado a contar naquele que foi o seu primeiro golo de águia ao peito. De pouco valeu o remate certeiro de Desmarets (a coroar uma boa exibição) ao cair do pano, pois a vitória era já benfiquista e a final da Taça da Liga uma realidade.


Força Benfica!!!

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