Apresentando-se sem Simão, algo que aconteceu pela segunda vez na Liga, o Benfica pareceu suplantar da melhor forma a ausência do seu capitão e entrar nos Barreiros a mandar. De facto, aquele que foi o melhor el
emento do Benfica, Miccoli, avisou os madeirenses logo aos dois minutos. O internacional italiano insistiu com a defesa madeirense e, na raça, teve o golo na mente, mas viu o seu remate embater no poste. Tal como acontecera nos últimos jogos, eis que mais uma vez a sorte nada queria com o Benfica. Apoiando-se num 4-4-2 em losango, onde Nuno Gomes e Miccoli eram apoiados por Rui Costa, enquanto Petit fechava o miolo, aparecendo Katsouranis e Karagounis descaídos para os flancos, o Benfica não teve, ainda assim, tarefa fácil, visto que, aos poucos, o Marítimo equilibrou as operações e criou mesmo uma excelente jogada aos 25’, quando Mbesuma, sem oposição, atirou para boa defesa de Quim. Pensou-se, nessa altura, que os madeirenses poderiam ir um pouco mais além, mas o que é certo é que nos últimos 10 minutos um Benfica inspirado por Rui Costa e por Miccoli quase marcou. Aos 35’, numa boa assistência do italiano, esteve perto do golo o 10, mas Marcos defendeu com categoria. Um minuto depois, o mesmo Miccoli criou uma boa jogada, assistindo Karagounis, mas o grego atirou novamente para as mãos do guardião do Marítimo. No entanto, a grande oportunidade estava guardada para o minuto 45, quando Rui Costa fintou três opositores e acabou por atirar um pouco ao lado.
A atacar saiu para o intervalo e da mesma forma entrou na etapa complementar o Benfica. Logo aos 49’ foi Nuno Gomes a ter
o golo nos pés, mas acabou por permitir a defesa de Marcos. Adivinhava-se o golo do Benfica e tal surgiu pelos pés do melhor em campo: Miccoli. O “bombardeiro” recebeu um passe de Katsouranis e não deu hipóteses a Marcos, inaugurando o marcador. Automaticamente tentou o Marítimo reagir à desvantagem, mas o Benfica estava bem no jogo e até esteve perto de fazer o segundo golo, num remate perigoso de Petit do meio da rua. É certo que o Marítimo tentou reagir, e em certos momentos chegou mesmo a dar sensação de poder limitar as saídas do Benfica para o contra-ataque, mas um momento de classe de Rui Costa – passe de morte para Miccoli – acabou com todas as dúvidas. O italiano recebeu nos pés o “doce” do “maestro” e, sem pensar duas vezes, bisou. Os últimos minutos passaram num piscar de olhos, sem nada se alterar. Um dos momentos mais altos acabou mesmo por ser a substituição de Miccoli, entrando Manú. O italiano saiu sob aplausos, enquanto o extremo aproveitou a oportunidade para criar o último golo, sendo derrubado em plena área. Katsouranis não desaproveitou, fechando a contagem em 0-3. Desta forma, o Benfica alcançava a segunda posição e relançava-se na tentativa de poder até sonhar com o título. No entanto, ontem Porto e Sporting venceram os respectivos jogos e tudo está na mesma...
Tal como acontecera na Choupana (onde marcou dois golos), Miccoli voltou a bisar no Funchal, desta feita nos Barreiros, estendendo a passadeira vermelha para que o Benfica voltasse aos triunfos. Jogo de garra e pleno de maturidade de um Benfica que conseguiu ultrapassar da melhor forma a ausência do “capitão” Simão Sabrosa. E, em Lisboa, Eusébio terá sorrido com os feitos do italiano. Num triunfo dedicado ao “Rei”, que no sábado teve alguns problemas de saúde (mas que melhorou, entretanto), o Glorioso reencontrou-se com a felicidade.
Miccoli foi então o melhor em campo, pelos dois golos e pela boa exibição; Rui Costa esteve também muito bem; a dupla de centrais (Anderson e David Luiz) esteve intransponível; e Petit também realizou um grande jogo.
Força Benfica!!!