segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Outra vez no final...

Tal como tem acontecido nos últimos jogos, o Benfica resolveu um jogo a seu favor mesmo ao cair do pano. E foi com justiça que o fez, visto que realizou uma exibição plena de garra e materializada em dois golos nascidos no pé direito de Rui Costa e concretizados por Rodriguez e Katsouranis.

O Benfica ficou, agora, a seis pontos do líder da Liga e pode viajar para Glasgow d
e consciência tranquila. Com esta atitude, o Benfica pode ter esperanças em vencer em casa do Celtic amanhã, em mais um dia de extrema importância na Champions.

Muito intenso, o Paços de Fe
rreira-Benfica cedo começou a empolgar os espectadores que acorreram em grande número à Mata Real. O Benfica, tendo nos regressados Nuno Assis e Rui Costa os criadores de jogo, para Rodriguez (pela esquerda), Maxi Pereira (pela direita) e Cardozo (único homem de área), entrou a todo o gás, deixando o primeiro aviso logo aos 19', quando Rui Costa desmarcou Nuno Assis pela esquerda e este deu de calcanhar para a entrada de Léo. Valeu, então, a intervenção de Peçanha. No entanto, após dado o aviso, veio o golo. E que golo. Rui Costa apontou um livre lateral com muito mel e Rodriguez deliciou-se, nas alturas, com a assistência, desviando de cabeça para o ângulo superior esquerdo da baliza pacense. Grande golo.

O Paços precisou apenas de oito minutos para responder. Pontapé de canto curto, com Cristiano a ultrapassar Nuno Assis pela esquerda, ganhando a linha e servindo o golo que Tiago Valente não desperdiçou. O Benfica sentiu o golpe e apenas 15 minutos depois voltou a criar perigo. Nuno Assis, em destaque nesta noite, a rematar de longe para as malhas laterais, o que levou muitos adeptos a gritarem golo, iludidos pelo efeito que a bola levou.

A segunda parte não roubou o bom futebol às equipas e o Benfica,
com maior ou menor dificuldade, foi sempre a equipa dominante, embora revelando dificuldades em ultrapassar a muito organizada defesa pacense. Por seu turno, a equipa da capital do móvel mostrava que tinha em mente o contra-ataque, sendo disso prova o lance construído por Cristiano e desperdiçado por Ricardinho (remate ao lado), jogava-se o minuto 50. De qualquer forma, era o Benfica a equipa mais empreendedora no ataque. Como resultado disso, Léo quase marcou, aos 52', mas viu a aba do chapéu ser demasiadamente alta. E que golo seria...

A meia-hora do final, Camacho promoveu o regresso de Nuno Gomes à equipa, abdicando de Maxi Pereira e dando a Nuno Assis a tarefa de fechar o flanco direito. E até foi o 21 benfiquista a estar perto do golo, aos 69', quando, assistido por Cardozo, atirou forte, mas ao lado. E foi já com Di María e Adu em campo que o Benfica chegou à vitória, precisamente a cinco minutos do fim. Livre lateral de Rui Costa, toque de cabeça de Nuno Gomes, excelente defesa de Peçanha e Katsouranis, com a habitual eficácia, a atirar para a baliza deserta. O Paços ainda enviaria uma bola à barra, mas a vitória já não fugiria aos "encarnados".

O Benfica está agora a seis pontos do líder e prova que ainda tudo está em aberto no campeonato. O título é possível e só dependemos de nós!


Força Benfica!!!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Devem estar a gozar!!!

Em primeiro lugar pedimos desculpa aos nossos visitantes pelo tempo em que estivemos ausentes, mas estamos em tempo de testes nas respectivas faculdades e a nossa assiduidade aqui no VAMDP fica difícil...

Aproveito também para actualizar os jogos em que nós não cá viemos comentar. Quanto à partida da Liga dos Campeões, frente ao Celtic, pode-se resumir num jogo em que o Benfica dominou por completo, mas estava com azar na altura de finalizar. Os escoceses iam assustando de vez em quando com contra-ataques venenosos. Perto do fim, uma excelente assistência de Di María deu a Cardozo a oportunidade de se vingar do azar tido até então (duas bolas ao ferro). E finalizou de excelente forma. Benfica venceu 1-0 e relançou a corrida no grupo...

Quanto ao jogo da Liga Bwin, também no Estádio da Luz, contra o Marítimo, o Benfica também venceu nos últimos instantes da partida com golo de Adu, após grande lance de Léo, imagine-se, na direita. Até aí o jogo estava empatado a uma bola. O Marítimo até começou a vencer, com culpas para Quim. Mais tarde, o mesmo Quim comete grande penalidade e é expulso. Butt entra para o lugar de Edcarlos e defende o penalti. Desde esse momento o Benfica acreditou mais e ganhou moral. A jogar só com dez jogadores, os "encarnados" deram a volta ao marcador. Primeiro, Cardozo empata de grande penalidade, depois Adu faz o 2-1 de forma já descrita.

Falemos então do jogo de hoje, e o título do post refere-se a este jogo! O Benfica foi a Setúbal, defrontar a equipa da casa, na segunda mão dos quartos-de-final da Taça da Liga. Havia um 1-1 da primeira mão, disputada no nosso maravilhoso estádio. Aqui entra o título deste post, a equipa apresentada. Se o Benfica (digo Benfica porque não sei se é opção do treinador ou da direcção) não queria esta Taça, avisava logo aos adeptos que escusavam de perder tempo a ver o jogo pela televisão, ou a gastar dinheiro a ir ao estádio. Edcarlos no meio-campo??? Que é isto??? No onze inicial estavam dois, sim, apenas DOIS jogadores da época passada (Miguelito e Luisão). Como querem que a equipa tenha entrusamento? Butt é um guarda-redes fraquíssimo, mas muito fraco mesmo (que volte o Moretto, não estou a brincar...). Edcarlos a médio é gozar na cara dos benfiquistas! Zoro dá um golo ao adversário. Só Luisão, Binya, Adu e Rodriguez honraram a camisola que tinham vestida, e mesmo assim não estavam nos seus dias... Apresentando esta equipa, a atitude que ela teve, e a atitude que o Benfica, no geral, teve nesta prova, nunca que a poderíamos vencer... Resta dizer que perdemos 2-1, num jogo que até estivemos em vantagem. Golo de Adu de grande penalidade EXISTENTE (para não virem para aqui alguns aziados criticar). Depois o Setúbal empata com golo de Zoro, oh enganei-me, queria dizer Matheus. E faz o 2-1 por intermédio de Edinho...
O árbitro do jogo, Paulo Costa, é muito, mas MUITO fraco! Não estou a dizer que fomos prejudicados, e muito menos beneficiados, ele é que é mesmo fraco, fraco, fraco!!!

Resta falar do resto da prova. As quatro equipas que ainda se encontram em prova (Sporting, Beira-Mar, Setúbal e Penafiel) vão agora disputar uma fase de grupos a uma mão apenas, onde os dois primeiros classificados disputarão mais tarde a grande final!!! Boa sorte a todas as equipas, menos ao Setúbal, não por ter eliminado o Benfica, mas pela compostura do seu treinador nesta eliminatória...

Tenho dito!!!



Sempre Benfica!!!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

ADUramos-te!!!

Um soberbo golo de Adu, aos 93 minutos, deu ao Benfica o empate ante o V. Setúbal, equipa que, recorde-se, ainda não perdeu esta época. Apesar do 1-1 final não ser positivo, abre perspectivas para que o Benfica possa, no Bonfim, dar a volta a uma eliminatória (a quarta da Taça da Liga) que, devido a um golo irregular dos sadinos, logo nos instantes iniciais, provocou muita ansiedade entre os adeptos “encarnados”.

Um duplo erro do árbitro e do seu auxiliar, logo aos 11 minutos de jogo, condicionou toda a partida da noite de sábado na Luz. De facto, é incompreensível que o juiz da partida (bem como o seu auxiliar) tenha permitido que Matheus tenha beneficiado de duas distintas situações de fora-de-jogo antes de, na mesma jogada, dar um toque que iludiu Quim, fazendo o golo com que os sadinos lideraram o marcador durante grande parte do tempo de jogo.
De facto, toda a estratégia colocada em prática por José Antoni
o Camacho (apostando em alguns elementos menos utilizados, tais como Zoro, Miguelito, Nuno Assis, Fábio Coentrão e Bergessio) acabou por ficar, desde esse momento, bloqueada, visto que os sadinos – que se têm destacado pelo futebol atraente exibido ao longo da época, o que lhes tem valido o selo da invencibilidade – se remeteram à sua defesa, acabando por complicar ainda mais a missão dos “encarnados”.

Ainda assim, o Benfica cedo tentou reagir, aplicando um futebol rápido, realizado pelos flancos, e tendo em Bergessio (ponta-de-lança de serviço) o principal símbolo da combatividade demonstrada. Pena foi que o argentino não estivesse em dia “sim” em termos de pontaria, visto que teve três oportunidades claras e em todas elas acabou por não fazer melhor do que rematar por cima. Mas também Katsouranis, por volta da meia-hora de jogo, desperdiçou uma soberana oportunidade de golo quando, assistido por Nuno Assis, atirou, em zona privilegiada, para boa defesa do guardião sadino.

Ao intervalo, Camacho apostou em Dabao, retirando Coentrão e abrindo o sistema a um 4-4-2 que, a momentos, se transformava em 4-2-4. No entanto, por mais que o Benfica pressionasse e dominasse, raramente conseguia ganhar espaço para rematar. E o tempo ia passando... Camacho colocou, então, em campo Mantorras e Adu. E deu-se bem
, visto ter sido o norte-americano, no penúltimo minuto de jogo, a dar o empate ao Benfica, surgindo no bico da área e, de primeira, aplicando um remate cruzado de grande categoria, tendo a bola entrado ao poste mais distante. Curioso o facto de o norte-americano, tal como acontecera na Amadora, ter-se revelado decisivo no último minuto.

Um belo momento a terminar um jogo de nervos e no qual o Benfica se pode dizer injustiçado, mercê daquele lance inicial que deu o golo aos sadinos. Ainda assim, com este empate, o Benfica tem todas as possibilidades de seguir em frente, bastando para isso que obtenha um bom resultado no Bonfim.


Sempre Benfica!!!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Que seja o início da caminhada...

Não podia ter começado de pior forma para o Benfica o jogo do Magalhães Pessoa, em Leiria. De facto, com um minuto de jogo decorrido já a União vencia por 1-0, mercê da entrada a todo o gás de Maciel. O brasileiro testou, primeiro, os reflexos de Quim e, depois, ofereceu o golo a Cadú que, após parar no peito, encostou com êxito, num lance em que ficaram dúvidas quanto à sua posição. Ficava também a dúvida: como reagiria a tal rude golpe um Benfica a viver uma fase menos boa – cinco jogos sem ganhar e em busca de um golo há muitos minutos – e de que forma tal inesperada formatação do jogo mudaria a inovadora estrutura montada por Camacho? Para ambas as perguntas, duas respostas rápidas.

De facto, o Benfica manteve o figurino com que entrou em campo. Um Benfica apostado em fazer a diferença por intermédio das várias nuances tácticas introduzidas por José Antonio Camacho, sendo Maxi Pereira lateral-direito (no lugar do lesionado Nelson) e cabendo a Katsouranis fechar esse flanco a partir do meio-campo, embora o grego acabasse por assumir, em muitos momentos, três posições: médio defensivo, médio-direito e lateral-direito, consoante as necessidades da equipa. Além disso, Camacho abdicou de Di María, reforçando o meio-campo com o guerreiro Bynia, prometedor (supreendeu-me), não só pela combatividade, como pela certeza de processos na circulação de bola e até pela atípica forma como realiza os lançamentos de linha lateral (fazendo a bola chegar à pequena-área). Deu resultados práticos tal estratégia, visto que à passagem do quarto-de-hora já o Benfica dominava a partida, não estranhando ter chegado ao empate: passe de Rui Costa a rasgar o flanco esquerdo do ataque do Benfica e Rodriguez a centrar de primeira para o cabeceamento fatal de Nuno Gomes.

Tudo voltava à estaca zero, mas uma tendência iria manter-se até final: era o Benfica que procurava a vitória. Até intervalo, Katsouranis (bomba de 35 metros com a bola a rasar o poste) e Nuno Gomes (cabeceamento à figura) deram colorido a tal tendência, embora sem efeitos práticos. A segunda parte mostrou mais do mesmo, com o Benfica a ser sempre mais pressionante, gerando boas jogadas de ataque (quase sempre com Rodriguez em cena) e ganhando as segundas bolas, mercê do estilo aguerrido de Katsouranis e de Binya. Assim, o golo acabou por chegar, com naturalidade, aos 64’, novamente por Nuno Gomes, após bela assistência do polivalente Katsouranis.
Foi então qu
e veio ao de cima a melhor capacidade física do Benfica, não se assistindo a qualquer reacção da formação da cidade do Lis e sendo mesmo a “águia” a mostrar ter mais asas para voar mais longe do que o 1-2 final (resultado que até poderia ter sido ampliado caso João Ferreira tivesse assinalado grande penalidade a punir uma clara falta cometida por Cadú sobre Nuno Gomes dentro da grande-área leiriense). Assim, à passagem desta 7ª jornada, o Benfica soma a sua terceira vitória (além dos quatro empates já verificados) na Liga, não deixando, apesar das dificuldades vividas nos últimos jogos, a concorrência afastar-se na tabela classificativa.

Os nossos destaques vão para: Rui Costa, sempre ele a comandar o Benfica; Rodriguez, grande surpresa desta época, excelente jogador; Katsouranis, um guerreiro no meio-campo; e Nuno Gomes, de volta aos golos. Esperemos então que esta vitória seja a primeira de muitas outras que nos levem à glória este ano...


Saudações gloriosas!!!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Continua a faltar golos...

Duas equipas viradas para o ataque, muitas oportunidades perdidas e um estádio em polvorosa (tal o grau de emoções vividas ao longo dos 90 minutos) deram cor a um jogo de elevado nível, qual manjar de bom futebol, apenas manchado por um árbitro alemão em noite infeliz. Pena foi que o resultado (injusto para o Benfica) não tenha correspondido às expectativas. Há noites assim... mas o Benfica tem agora quatro jogos para dar a volta à situação menos boa vivida no Grupo D.

Duas equipas totalmente viradas para o ataque, bola cá, bola lá e
jogadas para todos os gostos. Noventa minutos de pura emoção numa Luz que albergou mais de 30 mil pessoas. Bem cedo, logo ao segundo minuto, fizeram-se as honras da casa. Rodriguez de seu nome, ao jeito do que fizera ante a Naval, ensaiou um potente remate que, apesar de levar selo de golo, não chegou ao destinatário, mercê de uma grande defesa (junto ao solo) de Pyatov. De longe o Benfica tentava marcar, de perto o Shakhtar respondia, através de um tiro de Lucarelli na sequência de um alívio menos feliz da defesa benfiquista. Os dois lances iniciais eram apenas a ponta do iceberg, visto estarmos na Luz perante um aplicado Benfica em busca de resolver a suposta crise de golos e um Shakhtar que provava, em poucos minutos, ser uma formação com alguns problemas na retaguarda mas extremamente habilidosa do meio-campo para a frente, aplicando um carrossel que tinha em Ilsinho, Fernandinho e Jadson os principais intérpretes e em Lucarelli e Brandão os pontas-de-lança de serviço. Aos poucos, os ucranianos conseguiram mesmo ganhar alguma supremacia, valendo a atitude competitiva do Benfica para evitar que males maiores acontecessem. A partir dos 20 minutos de jogo, ainda assim, os "encarnados" conseguiram inverter novamente o rumo dos acontecimentos e foi então que surgiu em cena Cardozo (desta feita, relegando Nuno Gomes para o banco de suplentes), obrigando Pyatov a aplicar-se novamente, na sequência de um remate de longe. Com as subidas simultâneas de Rui Costa, Di María e Rodriguez, bem como do "Joker" Katsouranis, o Benfica impunha, então, o seu futebol e só não chegou ao golo por pura infelicidade. Foi no mesmo minuto, 27 , que Di María, remata à barra, e Katsouranis, atirando às redes laterais após ultrapassar o guarda-redes, viram o golo passar à sua frente. No entanto, o desejado momento parecia não querer nada com o Glorioso. E, qual traidor, quis com os ucranianos. Corria o minuto 41 quando, contra a corrente do jogo, Jadson atirou a contar após uma veloz jogada de contra-ataque iniciada no grande círculo, precisamente no momento em que Nelson, sofrendo uma entrada dura, se lesionou. No decorrer do lance, acabou o líder da liga ucraniana (dez vitórias e um empate) por marcar. De pouco valiam, nesse momento, os 11 remates desferidos pelos benfiquistas...

Foi um Benfica já com Nuno Gomes em campo (atrás de Cardozo, recuando Rui Costa e descaindo Maxi Pereira para o lado direito da defesa, onde já não morava Nelson) que se lançou no ataque, tendo em vista responder à desvantagem. Agressividade e constantes trocas de posições colocavam a defesa ucraniana em sentido, é certo, mas também a turma visitante fazia questão de vincar as suas intenções, sabendo defender com bola e procurando sempre usar os flancos para tentar criar desequilíbrios na defesa benfiquista. Disputava-se, pois, um jogo de alta qualidade na Luz, com as rotações ao máximo e as emoções ao rubro. E mais ao rubro ficaram quando Lucarelli esteve à beira de marcar, ficando na história do jogo a incrível defesa de Quim a responder ao remate de livre directo do italiano, jogava-se o minuto 57.

De forma a equilibrar o meio-campo, Camacho apostou em Binya, abdicando de Di María. Faltava meia-hora pa
ra terminar e o técnico espanhol apostava no músculo do camaronês e de Katsouranis para libertar Rui Costa. Mas o Shakhtar não facilitava e pouco depois esteve à beira do golo, em dois momentos, numa mesma jogada que nasceu de um lance em que a bola pareceu ter transposto as quatro linhas. O árbitro parecia tornar-se, também ele, figura do jogo, visto que logo depois se pediu mão na área ucraniana, sem que nada fosse assinalado. Além disso, Wolfgang Stark, permitia todo o tipo de veleidades aos ucranianos e, no final de contas, dava apenas quatro minutos de descontos, dos quais permitiu apenas três e meio. Incompreensível.

De qualquer forma, o Benfica só não chegou pelo menos ao empate porque Cardozo, em duas ocasiões, e Katsouranis, numa outra, não conseguiram materializar em golos as excelentes oportunidades criadas por um Benfica totalmente atacante nos minutos finais. Com a Luz em polvorosa, mostrando-se especialmente indignada com o trabalho do árbitro, pouco tempo sobrou para fazer a retrospectiva do tremendo espectáculo de futebol a que se assistiu. Desta vez, pode dizer-se que a sorte nada quis com o Benfica, mas saliente-se os belos momentos de futebol protagonizados pelos "encarnados". Simplesmente, há noites em que não se deve sair de casa...


Sempre Benfica!!!

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Depois...

...de ver o jogo do Sporting nas competições europeias só tive pena que no final o Paulo Bento não falasse da arbitragem. São dois pesos duas medidas... De qualquer das formas fiquei alegre com a vitoria... a primeira de sempre do sporting fora de casa para a Liga dos Campeões!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Faltam os golos...

Apesar de continuar inviolável na defesa (em jogos da Liga) com Camacho ao comando, o Benfica não conseguiu, tal como aconteceu em Braga, chegar ao golo. Diante do Sporting, num dérbi disputado em grande parte à chuva, a formação “encarnada” dominou os acontecimentos e dispôs mesmo de algumas oportunidades, mas só faltou o golo. Ainda assim, apesar do nulo, a Luz aplaudiu os jogadores benfiquistas, reconhecendo o empenho e a destreza com que estes abordaram a partida.

A chuva caía, e bem, mas nem isso fez mudar de ideias os muitos milhares de benfiquistas presentes na noite de sábado na Luz. De facto, apesar do mau tempo, as bancadas apresentaram-se muito bem
compostas (mesmo não se registando lotação esgotada), pois na forja estava um dérbi e esse é sempre um espectáculo para ser vivido nas bancadas e não no sofá. Apresentando-se em 4-2-3-1, o Benfica entrou à velocidade da chuva na partida, revelando capacidade de circulação de bola e rapidez nas trocas de posição, algo com que a equipa do Sporting demorou a adaptar-se. De facto, apesar do losango leonino sugerir alguma supremacia a meio-campo, registou-se o contrário, sendo visível que Miguel Veloso (o elemento mais recuado, surgindo Romagnoli na direita, Vukcevic na esquerda e Moutinho mais avançado) evidenciava claras dificuldades para deter Rui Costa (nas costas do ponta-de-lança Nuno Gomes) e Di María – realizando este várias diagonais da direita para o meio.

Os dois virtuosos benfiquistas tiveram mesmo o golo nos pés quando c
ombinaram, logo na fase inicial, através de tabelinhas que levaram ao rubro a Luz, tal a qualidade técnica dos lances. No primeiro momento, Rui Costa só não marcou devido à pronta oposição dos centrais leoninos em plena área. Depois, aos 8’, o argentino foi isolado pelo 10 luso, mas atirou para boa defesa de Stojkovic. O Sporting, ainda assim, também conseguiu criar perigo na fase inicial, num bom remate de meia distância de Miguel Veloso. Quim respondeu à altura. E não mais se viram lances de golo na primeira parte. O futebol das duas equipas tornou-se mais combativo e menos técnico, encaixando em termos tácticos mas ressentindo-se ao nível do espectáculo.

Tal como acontecera na fase inicial da partida, também a segunda parte teve um início com claro sinal mais para a equipa do Benfica. De facto, muito mais pressionante e incisiva no ataque, a formação “encarnada” dispôs de duas boas oportunidades de golo. Primeiro num remate de Rodriguez, tendo a bola embatido num defesa leonino e quase traído o guardião, e depois num remate a 35 metros de distância de Rui Costa ao qual Stojkovic não conseguiu dar melhor seguimento do que uma defesa incompleta, o que permitiu a Nuno Gomes fazer a recarga, embora o ponta-de-lança benfiquista tenha falhado o alvo por muito pouco (não se admitem falhanços destes...). No entanto, o Sporting também se mostrava ainda vivo no jogo, tendo desfrutado de uma boa chance num lance em que Romagnoli desmarcou Liedson pela esquerda e este obrigou Quim a uma boa mancha. Após tais 15 minutos iniciais, o espectáculo voltou a cair um pouco de qualidade, pelo que os treinadores começaram a lançar os seus trunfos. Primeiro foi Paulo Bento, apostando em Farnerud, depois foi Camacho a apostar em Cardozo. Em ambos os casos, ainda assim, os técnicos não mexeram nos esquemas tácticos, mantendo-se as características da partida. Adu e Celsinho revelaram-se as apostas de última hora, na tentativa de surpreender o adversário. Mas nem a técnica de ambos os jogadores desfez o nulo, embora Adu tenha ficado muito perto de, mesmo a acabar, se transformar na figura do jogo, quando, num lance polémico, foi derrubado na área leonina.

No final, um nulo que até se ajusta, embora tenham pertencido ao Benfica as melhores oportunidades de golo e o domínio das operações.

Os destaques do "Vermelho à Moda do Porto" vão para: Quim, sempre que foi precisa a sua intervenção, lá estava ele; Rui Costa, continua a ser o nosso maestro; Katsouranis, já fazia falta no meio-campo, está em todo o lado; Rodríguez, muito bem o extremo a cruzar e a jogar em equipa, está a ser uma surpresa agradável...

Os oito pontos que nos separam do líder Porto começam a ser preocupantes, a ver vamos como este Benfica se comportará no futuro...

Força Benfica!!!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Só queremos saber do resultado...

Pois é! É tudo o que me apetece depois do jogo de hoje à noite na Amadora. Felizmente o futebol não é só o resultado e eu não compreendo como é que, antes de mais, dois clubes entram num jogo decisivo (porque afinal era preciso vencer para passar à fase seguinte) daquela forma quando a Taça da Liga é uma das competições que dá mais dinheiro a nível de prémios!

Não sei se é falta de qualidade, vontade de vencer ou mesmo experiência mas a verdade é que ninguém esteve numa noite inspirada hoje... nem mesmo o arbitro auxiliar ao se enganar e marcar uma grande penalidade a favor do Benfica nos ultimos minutos... De facto veio impor justiça ao resultado porque o Estrela pouco ou nada tinha feito para merecer estar a vencer mas o futebol é assim e nem só os jogadores erram. A verdade é que erros destes no Benfica não se vê muitas vezes e assim esperemos que não se voltem a repetir e se possível não que a falta de entrega dos jogadores não se volte a repetir também.

De bom apenas posso destacar o regresso de Luisão que por vezes era dos únicos que mostrava algum empenho no que estava a fazer... assim não pode ser Camacho, há que os motivar... os putos devem e têm que mostrar o seu valor!

Vamos lá ver como corre a próxima fase!

Força Benfica!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Assim estamos mal...

A nossa crónica ao jogo é, literalmente, igual às palavras que Camacho proferiu no final do jogo, no flash interview da SportTV, depois de empatar 0-0 com uma equipa que teve menos 48h de descanso que o Benfica e que no final do jogo se viu que estava em clara inferioridade física... Ainda assim fomos capazes de estar 45minutos sem fazer um remate digno desse nome...
Já para não falar das magníficas substituições, que trouxeram muito de bom à equipa...

Toca a acordar Benfica!

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Tentamos........ mas o Milan é poderoso!!!

O Benfica iniciou a sua campanha no Grupo D da Liga dos Campeões com uma derrota por 2-1 em Milão, casa do campeão da Europa. Supresa em San Siro ainda antes do apito inicial. Camacho lançou na imponente arena milanesa um jovem de 18 anos que, apesar da escassa idade, vem merecendo a sua confiança. Miguel Vítor de seu nome, alinhando ao lado de Edcarlos numa inédita dupla defensiva. Dessa forma, o técnico espanhol, em estreia na Liga dos Campeões enquanto treinador, pôde libertar Katsouranis para o seu lugar de origem, mais facilmente resolvendo um problema chamado Petit (lesionado ante a Naval 1º de Maio). Por seu turno, Cardozo recuperou o seu lugar no "onze" sendo Nuno Gomes o sacrificado. Assim, exceptuando ambas as mudanças, o Benfica apresentou as mesmas peças do passado sábado, embora com uma nuance táctica, visto Maxi Pereira ter alinhado ao lado de Katsouranis na zona recuada do meio-campo, sendo Rui Costa o principal apoio ao ponta-de-lança.

O Milan, por seu turno, teve na presença de Pirlo a sua principal novidade. Não tanto por ser uma mudança, mas sim porque Ancelotti tinha dado a entender na conferência de imprensa de antevisão à partida que o jogador poderia não estar em condições de actuar (antes não estivesse...). Afinal, o fulcral médio italiano recuperou e foi mesmo titular, sendo ele o primeiro criador de uma equipa que apresentava Seedorf e Kaká, eleito recentemente o melhor jogador da Liga dos Campeões na temporada passada, no apoio a Inzaghi, cabendo a Ambrosini e a Gattuso serem os destruidores de jogo de serviço.

E maldita a hora, pelo menos para os benfiquistas, em que Pirlo pôde ser opção
. É que, apesar de não ter entrado da melhor forma na partida, dando muito espaço ao Benfica e revelando alguma lentidão nos processos ofensivos (o que, aliando ao recente empate averbado diante do Siena não gerou a melhor das reacções no seu público), o Milan colocou em prática a sua conhecida eficácia logo aos 10'. Livre de Pirlo (praticamente no bico da área) e um remate em jeito e teleguiado ao ângulo superior direito da baliza à guarda de Quim, que não está isento de culpas... Estava feito o 1-0 e o Milan ganhava outra confiança.

Logo de seguida, o Milan esteve perto do segundo golo, tendo Oddo centrado ao segundo poste e Inzaghi falhado o remate por muito pouco. Mais um minuto, o 15º, e mais um momento de tensão na área ben
fiquista, tendo Ambrosini respondido a um livre de Pirlo com um desvio quase fatal, valendo a estirada de Quim. O Benfica precisava reagir rápido, mesmo que o trabalho do árbitro Mike Riley dificultasse a sua tarefa, visto o juiz decidir quase todas as faltas em desfavor dos lisboetas.

O primeiro assomo de inconformismo aconteceu aos 17', quando Rui Costa ganhou espaço e, do meio da rua, atirou forte, mas ao lado. Mas era o Milão a equipa mais incisiva, mesmo que sem deter o domínio do jogo. Um bom exemplo aconteceu aos 20', quando Kaká centrou rasteiro e viu Seedorf deixar passar a bola para o remate de Inzaghi, bem parado por Quim. Mas o minuto 21 marcou o verdadeiro acordar do Benfica, primeiro em novo remate de longe de Rui Costa, desta feita a testar os reflexos de Dida, e
depois, num centro largo de Di María ao qual Cardozo não conseguiu dar melhor seguimento, cabeceando ao poste. Mas foi então que o Milan resolveu o jogo, não só beneficiando da sorte como, logo depois, fazendo o 2-0 num lance de puro contra-ataque protagonizado por Kaká, Pirlo e Inzaghi. O italiano não perdoou e aproveitou o grande passe de Pirlo, após uma bela abertura de Kaká. O veneno italiano fazia sentir-se em San Siro mercê do 39º golo do internacional italiano na prova.

Rui Costa continuava a ser o mais inconformado no Benfica, lançando, aos 33', Cardozo que, cara a cara com Dida, atirou forte para bela defesa do guardião brasileiro. Aos 37', num perigoso livre directo, Rui Costa atirou ao lado, voltando a ser ele o protagonista de mais uma tentativa do Benfica. O intervalo chegava com um resultado enganador, mas jus
tificável pela reconhecida capacidade do Milan para criar desequilíbrios no último terço de terreno em jogadas nascidas, quase todas elas, em lances rápidos, ora mercê de bolas aéreas, ora de rápidas mudanças de velocidade protagonizadas por Kaká, Seedorf e Inzaghi.

O Benfica entrou melhor na segunda parte, detendo durante mais tempo a posse de bola e revelando uma melhor ocupação dos espaços, mas cedo se percebeu que o Milan queria aplicar a lei de jogo italiana, recuando no terreno e tentando repetir o formato do segundo golo, ou seja, o contra-ataque. Foi dessa forma que Kaká, após correr 50 metros com a bola, ficou muito perto do golo, aos 55', valendo os reflexos de Quim. Camacho sentiu a necessidade de mudar, optando por Nuno Gomes e abdicando de Cardozo. A ideia passava por obter maior velocidade e entendimento com os médios ofensivos, ou seja, tornar a equipa mais compacta e difícil de parar pela sólida defesa milanesa. Faltava, então, meia-hora para o final.

Mais tarde, aos 72', Camacho promoveu a estreia de Gilles, retirando Miguel Vitor e fazendo recuar Katsouranis. A ideia era dar maior frescura ao meio-campo, mas Ancelotti cedo se apercebeu dos intentos e reforçou o sector mais defensivo do meio-campo, lançando Emerson e abdicando do mais tecnicista Seedorf. E o tempo ia passando sem que surgisse uma oportunidade para o Benfica poder dar a volta ao marcador. O Milan, por seu turno, tinha momentos de grande qualidade, ora por Kaká, ora por Inzaghi, valendo duas ou três intervenções de valor de Quim para que a esperança benfiquista se mantivesse acesa.

O resultado parecia estar feito e o super-Milan, supostamente, no iria permitir ao Benfica chegar à zona de finalização. Mas chegou... e marcou. Centro rasteiro de Katsouranis e Nuno Gomes a aparecer a finalizar ao segundo poste. Pena que o árbitro inglês tenha dado por terminada a partida logo de seguida. Quem sabe o que poderia vir a acontecer? De qualquer forma, o jogo mais complicado já terminou e o Benfica tem, agora, a oportunidade de recuperar os pontos perdidos nas cinco partidas que restam.


Sempre Benfica!!!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Na senda dos êxitos!

O Benfica reforçou ontem à tarde, na Mealhada, a hegemonia no futsal português ao conquistar a Supertaça pela terceira vez no seu historial, passando a ser o Clube luso com mais vitórias nesta competição. Frente ao Braga, o conjunto de Adil Amarante produziu um elevado caudal ofensivo, mas não esteve ao nível habitual na vertente defensiva, nomeadamente nas transições para o sector recuado, razão pela qual o marcador esteve “apertado” até aos 34’, altura em que Pedro Costa elevou a vantagem para 5-3 e o adversário caiu a pique em termos físicos e anímicos. Depois, a partir daqui, e com muita classe à mistura (sobretudo de Ricardinho), o Campeão Nacional caminhou facilmente para a goleada, concretizando mais três golos sem resposta, iniciando assim a temporada oficial com enorme sucesso. Na primeira parte bastaram 14 segundos para a formação encarnada inaugurar o marcador (remate cruzado de Arnaldo após assistência de Pedro Costa), mas o Sp. Braga não esmoreceu e ao intervalo perdia por apenas um golo de diferença, perante um Benfica pouco eficaz na finalização (o segundo tento benfiquista foi um auto-golo de Fabrizio). Na etapa complementar, a equipa benfiquista não entrou bem na partida, sofrendo o tento da igualdade logo no primeiro minuto deste período, na sequência de uma acção de contra-ataque dos minhotos. No entanto, não permitiu que o adversário se galvanizasse e, no espaço de 5’, Gonçalo Alves, com frieza no um contra um com o guardião adversário, marcou dois golos (22 e 28’). Contudo, ainda não era desta que o Braga “caía”, pois dois minutos depois do segundo de Gonçalo Alves, Bruno António reduziu depois de uma perda de bola de Ricardinho. O problema para os bracarenses é que Ricardinho esteve fantástico nos últimos 10’, arrasando por completo o Braga com golos, assistências e dois “cabritos” que puseram os adeptos em delírio (o melhor jogador português da actualidade apontou o sétimo e oitavo golos e Pedro Costa o sexto).
BENFICA – Zé Carlos, Pedro Costa (2), Zé Maria, Arnaldo (1) e Ricardinho (2). Suplentes utilizados: Gonçalo Alves (2), Rogério Vilela, Amandus, Sidnei e João Marçal.

Também este domingo mas no andebol, o Benfica venceu o Torneio Quadrangular de Águas Santas. Na final, os "encarnados" bateram o rival Sporting por 20-19, após ter-se registado um 9-10 ao intervalo, a favor dos "leões". Após uma primeira parte menos conseguida, o Benfica mostrou maior qualidade ao longo da etapa complementar, apesar do equilíbrio existente no marcador. O Benfica chegou mesmo a estar a vencer por 18-13, mas o Sporting reagiu na fase final. Ainda assim, a formação orientada por Aleksander Donner conseguiu manter a vantagem e conquistar o torneio.


Força Benfica!!!

sábado, 1 de setembro de 2007

Depois de Nélson Évora... Vanessa campeã do Mundo!

Fantástico! As modalidades do Benfica vivem momentos de ouro. Poucos dias depois de Nélson Évora ter maravilhado o Mundo e de ter arrebatado a medalha de ouro em Osaka, no triplo salto, eis que chegou a vez de Vanessa Fernandes lhe seguir os passos e de se sagrar campeã mundial de triatlo. A "menina bonita" do Benfica representou Portugal da forma a que nos habituou, batendo toda a concorrência nos Mundiais que se realizaram na tarde de sábado em Hamburgo, na Alemanha. A triatleta portuguesa venceu na categoria de Elites, ficando agora a precisar de se tornar campeã Olímpica para poder dizer que conquistou tudo na sua carreira.

Depois de se ter sagrado campeã mundial de duatlo já este ano, a atleta do Benfica reforçou hoje o estatuto de estrela mundial da disciplina olímpica, sendo cada vez mais um
a esperança de uma medalha nos Jogos de Pequim 2008, para os quais já se encontra qualificada.

Vanessa Fernandes, tetracampeã da Europa, gastou 1:57:27 horas para cumpr
ir os três sectores (1,5 quilómetros de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida). A líder do ranking mundial acabou por se impôr com grande à vontade sobre a australiana Emma Snowsill, que defendia o título, e à norte-americana Laura Bennett, a 1.04 e 1.09 segundos, respectivamente.

Vanessa Fernandes saiu da àgua em 15º lugar, a 18 segundos da
líder, a alemã Joelle Franzmann, um segundo depois da ainda júnior Anaíz Moniz (14º, a 17 segundos da primeira). Apesar de não ter saído no grupo da frente na natação, no final da primeira volta de ciclismo (5 km), Vanessa Fernandes liderava a prova e impunha o ritmo, enquanto Anaís seguia no grupo perseguidor onde se encontrava Emma Snowsill, a até então campeã do mundo.

Na passagem para a corrida, Vanessa Fernandes perdeu algum tempo, sendo a alemã Ricarda Linsk a tomar a liderança, seguida da norte-americana Laura Bennett. Mas, não foram precisos muitos metros para a atleta natural de Perosinho demonstrar toda a sua força, e arrebatar a liderança da corrida, tendo depois de controlar até ao final.

Mais uma vez o Benfica e Portugal de parabéns!!!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Sorteio ditou:

Grupo A: Liverpool, Porto, Marselha e Besiktas.
Grupo B: Chelsea, Valência, Schalke 04 e Rosenborg.
Grupo C: Real Madrid, Werder Bremem, Lazio e Olympiakos.
Grupo D: Milan, BENFICA, Celtic e Shaktar.
Grupo E: Barcelona, Lyon, Estugarda e Rangers.
Grupo F: Man Utd, Roma, Sporting e Dinamo Kiev.
Grupo G: Inter, PSV, CSKA e Fenerbahçe.
Grupo H: Arsenal, AEK\Sevilha, Steaua e Slávia Praga.

Um grupo difícil pela frente do Benfica, mas possível como seria qualquer grupo que nos calhasse... O Benfica tem equipa para vencer qualquer um dos adversários em casa, e fora, só o Milan tem desculpa, mas mesmo assim é para vencer!!!

Quero aproveitar por felicitar o Leiria por ter garantido hoje a qualificação para a Taça UEFA. Este ano teremos 7 equipas a representar Portugal na Europa...


Força Benfica!!!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Champions League garantida!!!

Ontem ao fim da tarde Copenhaga e Benfica entravam em campo, na Dinamarca, para decidir qual dos dois clubes se apurava para a fase de grupos da Liga dos Campeões. A equipa portuguesa levava vantagem, 2-1 conseguido no Estádio da Luz. Precisamente por estarem em desvantagem, os jogadores do Copenhaga carregaram no início. Um começo fortíssimo por parte dos dinamarqueses sufocaram o Benfica, tendo mesmo Quim, Leo e Cardozo salvo golos certos em cima da linha... Mas quando menos se esperava o Benfica marca. Um golo fantástico, num livre estudado, finalizado por Katsouranis. Este tento mudou tudo. O resultado mudou, o Benfica tinha agora mais margem de manobra, e também a partir do golo a exibição mudou, começou desde então a comandar o jogo e a carregar mais. O Copenhaga já só ia à área do Benfica em contra-ataque...

A segunda parte trouxe mais do mesmo. O Benfica jogava a um nível razoável, controlando o jogo e o Copenhaga ia tentando em contra-ataque surpreender. Nos últimos minutos do jogo viveu-se o mesmo do início, a equipa da casa acreditou mais um bocado e massacrou um pouco, mas ontem foi um dia em que a defesa do Benfica esteve impecável...

Os destaques vão para: Miguel Victor, o miúdo tem estado muito bem, dois jogos que prometem um grande futuro do rapaz; Katsouranis, bem a defender e marca o golo da vitória; Petit, para mim o melhor em campo, a idade nele não pesa, está em todo o lado. Depois quero referir que gostei de Di Maria, vê-se que há ali qualidade, precisa é de se adaptar ao futebol europeu, mas prevejo excelente futuro para o jogador.

Camacho:
Sobre o apuramento «O objectivo era estar na Liga dos Campeões e acho que justamente o conseguimos. Agora vamos ver o que vai acontecer na fase de grupos, mas é interessante para o Benfica ficar entre os grandes da Europa. É uma vitória fantástica. Tal como aconteceu frente ao Vitória de Guimarães não tenho nada a criticar. A atitude, trabalho e entrega foi magnífica, só que às vezes a bola entra e outras vezes não. Temos de trabalhar para que a bola entre sempre. Agora, vamos ver se equilibramos a equipa e iniciar o trabalho para o jogo com o Nacional», sobre Di Maria «É um jogador que tem muita classe, mas ainda não está a cem por cento».

Katsouranis:
«Foi um jogo extremamente difícil e fomos obrigados a trabalhar muito, mas o principal foi alcançado uma vez que conseguimos o nosso objectivo ao vencer em Copenhaga». Sobre Miguel Victor «É o segundo jogo que faço ao seu lado e ele tem vindo a evoluir. É um excelente jogador e tem um futuro promissor. Parece que jogo há muito tempo ao lado dele».

Petit:
«O mais importante era passar à fase de grupos e nós conseguimos esse objectivo. Trabalhámos muito bem e nós sabíamos que o jogo ia ser muito difícil, porque eles são muito fortes no jogo aéreo. Este resultado faz com que todos estejamos muitos felizes por passar à fase de grupos».

Hoje será o sorteio da fase de grupos da Champions. A ver vamos o grupo que nos calha...

Força Benfica!!!

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Aquisições!!

O Benfica garantiu a contratação dos dois internacionais uruguaios Maximiliano Pereira (ex-Deportivo Sporting) e Cristian Rodriguez (ex-PSG). De acordo com o comunicado na Comissão do Mercado de Valores Imobiliários (CMVM), o Benfica revela que «adquiriu os direitos de inscrição desportiva do jogador Maximiliano Pereira, ao clube Defensor Sporting, tendo celebrado com o referido atleta um contrato com a duração de cinco épocas.» Para garantir a contratação de Maxi Pereira o Benfica despendeu cerca de três milhões de euros, que lhe permitem ter 100 por cento dos direitos federativos e 70 por cento dos direitos desportivos. O clube «encarnado» refere ainda que também adquiriu o passe de Cristian Rodriguez a custo zero.

Outro que já se encontra em Lisboa e deve treinar já nas próximas horas é o mais recente reforço do Benfica, Edcarlos Conceição Lobo, de 22 anos, ex-S. Paulo, um defesa central com o qual Camacho poderá contar no imediato, já para a visita à Choupana, domingo, caso o técnico espanhol assim o entenda. O central assinou por quatro épocas, pode efectuar o primeiro treino esta tarde no Seixal e vem colmatar uma lacuna no plantel momentânea, derivada de uma série de lesões que se abateu nos elementos do eixo defensivo dos encarnados. «Estou muito satisfeito. Foi uma semana muito preenchida. Precisámos de quase uma semana para definir todos os contornos da situação. Graças a Deus, ficou tudo acertado. Agora, estou muito feliz e ansioso para conhecer o estádio e o centro de treinos do Benfica», palavras de Edcarlos aos jornalistas que o aguardavam no aeroporto de Lisboa. O central explicou a escolha, já que eram vários os pretendentes nos seus serviços: «Escolhi o Benfica por ser uma equipa de grande porte na Europa, que disputa regularmente a Liga dos Campeões. É um clube com tradições no futebol português e europeu. Então, qualquer jogador mundial tem a vontade de defender as cores do Benfica, um clube muito prestigiado no Brasil».


Esperemos que sejam jogadores úteis ao clube, porque de contratações falhadas tamos nós fartos...

Saudações Benfiquistas!!!

Nelson Évora campeão do Mundo!


O português Nélson Évora venceu a medalha de ouro no triplo salto nos Mundiais de Atletismo que decorrem em Osaca, no Japão. O atleta do Benfica conseguiu um fabuloso recorde nacional na terceira tentativa (17,74 metros) destacando-se da concorrência. A medalha de prata foi para Jadel Gregório, com 17,59 metros, ficando o norte-americano Walter Davies no terceiro lugar, com 17,33 metros. O cubano Osniel Tosca, o brasileiro Jadel Gregório, o britânico Phillips Idowu e os americanos Walter Davies e Aarik Wilson não tiveram, assim, chances na luta pela medalha de ouro. Évora foi sempre mais forte, liderando desde o primeiro salto, altura em que obteve 17,41 metros.

Nelson Évora já abordou, em declarações à comunicação social, o seu feito nos Mundiais de Osaca, no Japão. O atleta do Benfica, que melhorou o seu recorde nacional em 23 centímetros, mostrou-se «feliz por tudo ter corrido bem». «Tinha esperança que pudesse ganhar mas correu tudo bem. Não tenho palavras para dizer. Ainda estou meio apático com tudo isto», referiu o atleta do Benfica. «Vim para aqui com o objectivo de bater o meu recorde pessoal. Sabia que se o fizesse tinha grande hipóteses de ser campeão do Mundo. Superei isso e estou muito feliz por isso», conferiu à imprensa presente em Osaca. Évora deixou ainda um desejo: «Vamos mais para a frente a caminho dos 18 metros. É isso que quero».


Força Benfica! Força Portugal!!!

domingo, 26 de agosto de 2007

Dá-se um desconto?!

Se querem dar um desconto ao Camacho por ter chegado há poucos dias ao Benfica, lembrem-se que no final do campeonato esse desconto acaba por pesar na classificação. O ano passado perdemos o título por 3 pontos, este ano já lá vão 4 e note-se que foram perdidos com duas equipas que acabaram de subir. Assim não pode ser...

PS. Um "ps" só para fazer um pequeno elogio à defesa do Benfica que hoje esteve 5 estrelas, mesmo com os jogadores que têm lesionados, pena que o resto da equipa - embora com a maior parte dos jogadores disponíveis - não se mostre tão esforçada, porque tenho a certeza que hoje tinhamos saído do jogo com mais do que um mísero empate e uma exibição medíocre.

PS2. Que falta que fazes Simão!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

José Antonio Camacho

Está encontrado o novo treinador do Benfica - José Antonio Camacho. Tão cedo não esquecerá as últimas 48 horas. Entre as férias passadas em conjunto com a família sob o sol de Ibiza e o regresso ao clube que orientou (e onde deixou marcas) há três épocas atrás, foi preciso apenas um piscar de olhos. Vieira, presidente do clube da Luz, encarregou-se de o fazer - após o empate do Benfica com o Leixões, que motivou o líder “encarnado” a apostar numa mudança -, deslocando-se ele mesmo ao local onde o espanhol descansava e endereçando-lhe o convite de regressar ao Benfica. Camacho disse “sim” e tratou de viajar para Portugal. Assim, esta terça-feira rumou bem cedo ao Caixa Futebol Campus e espantou-se quando à porta do centro de estágio do Benfica viu centenas de adeptos à sua espera. Não escondeu a sua satisfação ao longo da conferência de imprensa de apresentação e, algures antes do almoço e o seu primeiro treino nesta sua segunda passagem pelo Benfica, percorreu, de lés a lés, o Caixa Futebol Campus. E gostou do que viu.

Entrevista dada ao site oficial do Benfica:

P – Mal terminou a conferência de imprensa da sua apresentação enquanto treinador do Benfica, percorreu todo o centro de estágio. Bem se pode dizer que muito mudou nestes três anos...
R –
Sinto que mudou muito, sim. Além do estádio, temos um centro de estágio de enorme qualidade. Fiquei impressionado com o que vi aqui no Seixal. Esta obra é uma maravilha, um local de sonho para trabalhar. Agora, para um clube grande, queremos também ajudar a tornar esta equipa ainda mais grande e poderosa, pois temos condições para trabalhar o melhor possível.

P – Condições essas para apostar na formação...
R –
Sim, temos todas as condições para sermos fortes na formação. É esse o futuro.

P – Voltando atrás no tempo, durante estes três anos em que regressou a Espanha, que memórias do Benfica mais lhe vinham à cabeça?
R – Lembrava-me, sobretudo, do quão grande o Benfica é e também recordava com alguma emoção os seus adeptos. Na altura sentia que pouco faltava para voltar a ser um gigante do futebol europeu. Mas, agora, depois de ver estas condições de trabalho e tendo em conta o projecto que o presidente tem levado a cabo, sinto que estamos ainda mais próximos desse objectivo: sermos realmente importantes no panorama europeu.

P – O senhor chega ao Benfica numa altura em que saiu Simão Sabrosa, um carismático jogador, e em que Rui Costa tem provado manter a classe que ainda faz a diferença em qualquer equipa. De que forma vê esta “passagem de testemunho”?
R –
Bom, trata-se de dois enormes jogadores. É certo que a saída do Simão vem apenas confirmar que se transferiram, desde o tempo que aqui estive, vários jogadores que estão a ser figuras de destaque em grandes emblemas europeus, mas o regresso de Rui Costa pode ser importante para que todos os elementos das escolas e do plantel do Benfica sintam que neste clube podem tornar-se, também eles, referências do futebol. El
e é um exemplo de um benfiquista que conquistou o mundo e que voltou porque se revê neste clube.

P – Ele pode ser importante na sua estratégia...
R –
Vamos trabalhar e tanto ele como os outros mostrarão, certamente, serviço para que, todos juntos, procuremos o melhor para a equipa. Conto com ele e com todos os outros para que o Benfica tenha uma forte dinâmica de trabalho.

P – Quanto aos jovens [Di Maria, Fábio Coentrão e Freddy Adu] que estiveram em destaque no Mundial de Sub-20 e que foram contratados pelo Benfica. O que espera deles?
R –
Ainda não os conheço muito bem. Pelo menos, não o suficiente para ter já formado uma ideia. Vamos conhecê-los melhor nos próximos tempos.

P – O Benfica tem alternado, nos últimos anos, entre o 4-3-3 ou o 4-4-2. Vem com ideias predefinidas ou vai alternar entre os dois sistemas?
R –
O “4” da defesa não mudará de certeza, mas o resto depende do plantel e do momento, de forma. Queremos, sim, ter uma equipa sempre competitiva. Estou aberto a jogar em 4-3-3 ou em 4-4-2. Mediante o que for melhor para a equipa, poderemos mudar.

P – O que pode prometer aos adeptos do Benfica?
R –
Não gosto de promessas. Vamos trabalhar para fazer tudo tendo sempre em vista ganhar. Quando se muda é porque há problemas e aqui estamos para solucioná-los.

P – O que foi feito de si após a curta passagem pelo Real Madrid?
R –
Era para mim complicado voltar a treinar sem ser com alguém que tivesse credibilidade e em que eu confiasse. Depois daquele período no Real Madrid foi complicado encontrar algo em Espanha com que me identificasse. Preferi não fazer nada, porque não estou muito de acordo com a maneira de trabalhar dos treinadores em Espanha. Ao contrário, aqui tenho a possibilidade de realizar o meu trabalho com tranquilidade.

P – E a sua família, o que pensa deste regresso?
R –
A minha esposa, especialmente, está muito contente. Estamos muito felizes por regressar a Portugal e a Lisboa. Estamos aqui de corpo e alma.


Força Benfica!!!

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Vai e não voltes...

Finalmente a direcção do Benfica tomou uma decisão correcta. Como se pode ver no Comunicado de Imprensa:

"A Sport Lisboa e Benfica - Futebol, SAD (Benfica SAD), informa que chegou a acordo com os técnicos Fernando Santos e Jorge Rosário para a rescisão dos respectivos contratos. A Benfica SAD aproveita para agradecer todo o profissionalismo, empenho e lealdade com que os técnicos Fernando Santos e Jorge Rosário serviram esta Sociedade nos últimos 13 meses. O treinador-adjunto Fernando Chalana orientará o treino desta tarde. Em momento oportuno, a Benfica SAD comunicará a composição da nova equipa técnica da equipa de futebol profissional."

Depois da desgraça que foi a última época, da má pré-temporada realizada pelo Benfica este ano, e do mau começo de época 2007/2008, esta decisão é muito bem tomada. Nunca gostei de Fernando Santos e desde que foi contratado pelo Benfica que temi o pior. Assim foi!

O último jogo do Benfica, contra o Leixões no Bessa, foi uma desgraça total. Um jogo duro e mal jogado. Ou seja, se por um lado o Benfica fez uma péssima exibição, por outro o Leixões não deixava jogar dando só cacetada... Aos 90' Petit deu uma enorme alegria aos benfiquistas, que pensavam ter o jogo ganho, mas aos 90' + 4' o Leixões empata com a defesa do clube da Luz a ver jogar... Imperdoável a exibição do Benfica (mesmo que tivesse ganho), aliás, já com o Copenhaga tinha ganho e a exibição foi muito fraca...

Quanto ao substituto de Fernando Santos, diz-se ser José Antonio Camacho. A meu ver seria excepcional o regresso do espanhol, pois foi com ele no comando que o Benfica practicou o melhor futebol dos últimos anos, e como eu acho que o plantel deste ano é melhor do que o plantel que ele tinha na altura, penso que ele nos poderá dar muitas alegrias...

Saudações Benfiquistas!!!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Especial RTP - Pinto Da Costa

Jorge Nuno Pinto da Costa é o presidente de um clube desportivo há mais tempo em funções – não apenas em Portugal, mas em todo o mundo. Ao fim de 25 anos à frente do Futebol Clube do Porto, Pinto da Costa apresenta um palmarés imbatível; milhares de sócios consideram-no o grande obreiro das vitórias do clube e adoram-no como um Deus. Mas muitos olham para Pinto da Costa como o principal responsável pelo que de pior existe no futebol e até na sociedade portuguesa; a sua carreira tem sido marcada por polémicas, guerrilhas, jogos de poder, suspeitas e até um ou outro escândalo A RTP desenterrou os arquivos e ouviu as memórias de amigos e de ex-amigos e adversários de Pinto da Costa para tentar perceber as estratégias do dirigente de sucesso e quem é afinal este homem – que muitos consideram uma das personalidades mais influentes do país no último quarto de século. “O Bom, o Mau e o Vilão”, é uma reportagem da jornalista Margarida Metello, com imagem de Manuel Liberato e edição de Paulo Alexandre.

Link : mms://195.245.176.20//rtpfiles/videos/auto/especiais/pinto_costa.wmv

Para quem não conseguir aceder por aí : http://multimedia.rtp.pt/area_home_video.php - Especiais RTP1 (2007-08-16)

Após uma semaninha de férias, voltamos em grande! Vejam porque a reportagem fala por si...