s, decidiu o "clássico" que na noite de sábado se realizou na Luz. Com esta vitória, os portistas elevaram para sete pontos a vantagem para o Benfica, segundo classificado.O Benfica-Porto deste sábado prometeu muito numa fase inicial, mas acabou por ser um espectáculo um pouco abaixo das expectativas. Um tento apontado por Ricardo Quaresma, a cinco minutos do intervalo, acabou por selar a vitória de um Porto de contenção e que fez da segurança defensiva e eficaz ocupação dos espaços a meio-campo a sua principal arma. O Benfica, sempre mais atacante (mas sem criar verdadeiro perigo), não viu o resultado final fazer justiça ao seu querer, ao seu empenho e à sua garra (algo que tem de ser valorizado, especialmente após o esforço da passada quarta-feira onde, ante o campeão da Europa, realizou uma bela exibição). Um pormenor resolveu um "clássico" pouco espectacular e muito táctico.
No entanto, quem assistiu aos primeiros dez minutos da partida nunca pensaria que a mesma pudesse ser pouco emocionante. 60 mil pessoas na Luz viram o Benfica entrar muito melhor que os "azuis-e-brancos", solicitando os extremos (Rodriguez e Maxi Pereira) e tendo especialmente em Léo um bom complemento para um futebol atraente e lateralizado.
Nuno Gomes, talvez o melhor do Benfica neste jogo, ganhava consecutivamente duelos aos centrais portistas e era peça importante na fluidez de jogo benfiquista. No entanto, os lances de golo não apareci
am e, aos poucos, os portistas conseguiram acertar marcações e estancar a criatividade benfiquista.Começou, pois, aos poucos a vir ao de cima a técnica e velocidade de Quaresma que, já depois de Tarik atirar a rasar o poste da baliza de Quim, descobriu Lisandro na área para um remate que se previa fatal, mas que foi detido pelo guardião "encarnado". No entanto, pouco depois, nada Quim podia fazer para deter o remate cruzado do seu colega de selecção que, após ultrapassar David Luiz (neste jogo muito mal), atirou a contar.
Logo ali se percebeu que, mercê das características da partida, muito táctica, seria complicado ao Benfica conseguir dar a volta. No entanto, quem coloca em sentido o campeão da Europa também tem capacidades para repetir tal cenário num "clássico", ante o detentor do título nacional. Só que, ao longo de toda a segunda parte, o Porto mostrou que tinha a lição bem estudada e não arriscou nada em termos ofensivos, limitando-se a defender com grande agressividade e concentração, de preferência longe da sua baliza, limitando ao máximo os espaços vazios por onde os homens mais rápidos do Benfica tentavam gizar os sucessivos lances de ataque.
Camacho tentou alterar as características do jogo e até conseguiu que a sua equipa fosse mais rematadora nos minutos finais, mas a sorte nada queria com o Benfica. Bom exemplo disso aconteceu aos 77', quando o recém-entrado Adu ganhou espaço à entrada da área e atirou forte para grande defesa de Helton. Logo depois, foi a vez de Petit tentar a meia distância, mas a bola saiu um pouco por cima, não mais se assistindo a um real lance de perigo.
Num jogo em que o empate teria sido o resultado mais justo, acabou por ser um pormenor a resolver a contenda. No entanto, ainda falta muito tempo até que chegue a ho
ra das decisões na Liga e o Benfica tem todas as condições para voltar a aproximar-se dos "azuis-e-brancos" na tabela classificativa. Jorge Sousa, árbitro da A.F. Porto, realizou uma exibição irregular especialmente no capítulo disciplinar, tendo ficado um penalti por marcar no lance em que Di María caiu na área portista, a meio da segunda parte. O autor da falta, Fucile, já deveria estar na rua por acumulação de amarelos.Agora temos de ir à Ucrânia vencer o Shaktar para seguir em frente nas competições europeias...
Sempre Benfica!!!

























Na primeira parte bastaram 14 segundos para a formação encarnada inaugurar o marcador (remate cruzado de Arnaldo após assistência de Pedro Costa), mas o Sp. Braga não esmoreceu e ao intervalo perdia por apenas um golo de diferença, perante um Benfica pouco eficaz na finalização (o segundo tento benfiquista foi um auto-golo de Fabrizio). Na etapa complementar, a equipa benfiquista não entrou bem na partida, sofrendo o tento da igualdade logo no primeiro minuto deste período, na sequência de uma acção de contra-ataque dos minhotos. No entanto, não permitiu que o adversário se galvanizasse e, no espaço de 5’, Gonçalo Alves, com frieza no um contra um com o guardião adversário, marcou dois golos (22 e 28’). Contudo, ainda não era desta que o Braga “caía”, pois dois minutos depois do segundo de Gonçalo Alves, Bruno António reduziu depois de uma perda de bola de Ricardinho. O problema para os bracarenses é que Ricardinho esteve fantástico nos últimos 10’, arrasando por completo o Braga com golos, assistências e dois “cabritos” que puseram os adeptos em delírio (o melhor jogador português da actualidade apontou o sétimo e oitavo golos e Pedro Costa o sexto).






