O primeiro "onze" do Benfica nesta pré-época foi praticamente constituído por jovens ou novos jogadores (excluindo Aimar). O jogo foi claramente para aqueles que há mais tempo assimilam a táctica de Quique, mas principalmente (a meu ver) para este ver, daqueles, quem vai ficar no plantel...Assim, fiel ao que trabalhara ao longo da última semana e meia, o treinador espanhol apostou num 4-4-2 clássico preenchido com os jogadores que tem testado conjuntamente por sectores. Não espantou, pois, que entrassem em campo Luís Filipe, Miguel Vítor, Edcarlos e Léo no quarteto defensivo, Yedba e Carlos Martins no miolo, Nuno Assis e Balboa nas alas e Makukula com Yu Dabao na frente, sendo a baliza defendida por Moreira.
E até deu algum resultado! Na primeira parte o Benfica praticou um futebol apoiado (como o técnico defende) e com muitas trocas de posição do meio campo para a frente, e, tudo ao primeiro/segundo toque, os jogadores conseguiram boas combinações, sendo o ataque "encarnado" feito de forma rápida e simples. Foi num desses lances (rasgo de Balboa pela direita, após boa troca de bola no miolo) que o Benfica ganhou uma falta, cabendo a Carlos Martins oferecer a Yebda uma estreia de sonho, ao apontar, com conta, peso e medida, um livre ao qual o francês respondeu da melhor maneira, com um espectacular cabeceamento.
A partir do golo o Benfica baixou um pouco o ritmo, como é natural num primeiro jogo e com pouco preparação. O Estoril mostrou ter uma boa equipa, mas os "encarnados" apesar de jogarem agora com um ritmo menos forte, defendiam com garra e concentração.
Até ao final da primeira parte o Benfica deixou alguns bons pormenores na circulação de bola e na rapidez de construção, com Carlos Martins a deixar novamente a sua marca quando aos 35’, num remate de longe, ficou a escassos centímetros de marcar.
Ao intervalo, Quique renovou a equipa com João Pereira, Sepsi, Binya, André Carvalhas, Urreta e Nélson Oliveira. Muita juventude para o técnico ver em acção. Antes, já Rúben Amorim entrara e, depois, foi Miguel Rosa a mostrar-se também ao espanhol. Impossível pedir uns segundos 45 minutos de grande qualidade à equipa. Era muita gente a jogar junta pela primeira vez e que, apesar de querer mostrar serviço, não poderia apresentar o colectivo como principal arma.
Aproveitou o Estoril para subir no terreno e criar maiores calafrios a um Benfica um pouco menos compacto em termos de linhas. Não espantou, então, o golo do empate, nascido aos 62' do pé esquerdo de Nuno Sousa que, lançado em profundidade, atirou a contar. Apenas aos 76’, numa boa jogada pela direita, o Benfica esteve perto de chamar a si novamente a liderança no marcador, mas, servido em zona de tiro, o campeão juvenil Nélson Oliveira atirou ao lado.
Neste jogo, gostei particularmente de ver Miguel Victor, Léo, Yebda, Carlos Martins e Sepsi.
O resultado pouco vale nesta altura da época, tendo ficado a ideia que aquele Benfica que se apresentou de início já sabe pisar o terreno como Quique pretende. Há muito a melhorar, claro, mas a sincronização das linhas no acto de defender e a simplicidade e rapidez de processos ofensivos perspectivam um futebol talhado para fazer furor em especial quando se apresentarem ao serviço as principais figuras da equipa, pois penso que poucos dos que jogaram hoje serão titulares do Benfica 2008/2009.
Força Benfica!





























