terça-feira, 22 de julho de 2008

Últimas movimentações...

O plantel do Benfica é nesta altura demasiado grande. Trinta e cinco é o número de jogadores à disposição de Quique Flores para treinar. Isto porque, aos que treinavam desde o início da pré-época, juntaram-se agora os que estiveram ao serviço das selcções, caso de Nuno Gomes, Petit, Zoro, Cardozo e Mantorras e ainda Pablo Aimar, contratado recentemente. Acrescenta-se Jorge Ribeiro, que ainda não foi oficialmente apresentado, mas pelos vistos a incerteza terminou, é mesmo jogador do Benfica. Sinceramente, falando deste último, não acho uma boa contratação. Poderá ser um jogador útil, é certo, mas como extremo pouco rende e como defesa tem o lugar tapado por Léo. Sepsi é também um excelente lateral, como já o provou nas poucas oportunidades que teve, por isso a contratação de Jorge Ribeiro não faz muito sentido, mas veremos se ele me surpreende pela positiva e prove ter sido uma boa aposta.

Sendo então o plantel tão grande como já referi, e estando o Benfica ainda no mercado, as saídas do clube serão muitas. Mas começamos mal, a meu ver! Está confirmado o empréstimo de Freddy Adu ao Mónaco. Péssima notícia! O norte-americano tem uma margem de progressão enorme e jogava a bom nível quando solicitado na época passada. Se o número de extremos já era pouco (uma das posições que Rui Costa está a tentar reforçar) passou a ser menos. Não percebo mesmo esta decisão... Mas o pior é que o clube francês ficou com opção de compra do passe do jogador.

Hadj Aissa, jogador argelino que o Benfica ia comprar para colocar a "rodar" em Portugal, a fim de se habituar ao estilo do futebol português e ganhar experiência, afinal parece que não assinou pois não queria ser emprestado. Fico feliz! No meu entender seria dinheiro mal gasto, já que médios é coisa que não falta no plantel encarnado e este jogador é muito desconhecido para se apostar muito...

Para entrar fala-se em Codina, Luis Garcia, Drenthe, Smolarek e Belletti. A posição de guarda-redes não deveria ser reforçada. Temos dois excelentes jogadores para aí jogarem e para terceiro elemento a aposta seria um júnior. O preço de Luis Garcia não deverá andar muito longe do de Reyes, e este último dá-me mais confiança, além de que o Atlético de Madrid já comunicou que não conta mais com ele. Outra opção seria a tentativa de empréstimo do Saviola, que é pouco utilizado no Real Madrid. Drenthe e Smolarek já me parecem boas apostas. O holandês é um bom extremo, e bem precisamos reforçar essa posição. Smolarek é polivalente e poderá jogar em qualquer lugar do meio campo ofensivo e a avançado. Por fim, Belletti é também uma boa aposta. Ao que parece, e espero bem que sim, Luis Filipe está de saída do clube, e Nélson precisa de concorrência para voltar aos "velhos" tempos...


PS - Uma pequena nota para o abandono dos relvados de um excelente jogador. Hoje, João Vieira Pinto, que já representou e bem o nosso Glorioso, "pendurou as botas"...

domingo, 20 de julho de 2008

Primeiro teste: Estoril

O primeiro "onze" do Benfica nesta pré-época foi praticamente constituído por jovens ou novos jogadores (excluindo Aimar). O jogo foi claramente para aqueles que há mais tempo assimilam a táctica de Quique, mas principalmente (a meu ver) para este ver, daqueles, quem vai ficar no plantel...

Assim, fiel ao que trabalhara ao longo da última semana e meia, o treinador espanhol apostou num 4-4-2 clássico preenchido com os jogadores que tem testado conjuntamente por sectores. Não espantou, pois, que entrassem em campo Luís Filipe, Miguel Vítor, Edcarlos e Léo no quarteto defensivo, Yedba e Carlos Martins no miolo, Nuno Assis e Balboa nas alas e Makukula com Yu Dabao na frente, sendo a baliza defendida por Moreira.

E até deu algum resultado! Na primeira parte o Benfica praticou um futebol apoiado (como o técnico defende) e com muitas trocas de posição do meio campo para a frente, e, tudo ao primeiro/segundo toque, os jogadores conseguiram boas combinações, sendo o ataque "encarnado" feito de forma rápida e simples. Foi num desses lances (rasgo de Balboa pela direita, após boa troca de bola no miolo) que o Benfica ganhou uma falta, cabendo a Carlos Martins oferecer a Yebda uma estreia de sonho, ao apontar, com conta, peso e medida, um livre ao qual o francês respondeu da melhor maneira, com um espectacular cabeceamento.

A partir do golo o Benfica baixou um pouco o ritmo, como é natural num primeiro jogo e com pouco preparação. O Estoril mostrou ter uma boa equipa, mas os "encarnados" apesar de jogarem agora com um ritmo menos forte, defendiam com garra e concentração.

Até ao final da primeira parte o Benfica deixou alguns bons pormenores na circulação de bola e na rapidez de construção, com Carlos Martins a deixar novamente a sua marca quando aos 35’, num remate de longe, ficou a escassos centímetros de marcar.

Ao intervalo, Quique renovou a equipa com João Pereira, Sepsi, Binya, André Carvalhas, Urreta e Nélson Oliveira. Muita juventude para o técnico ver em acção. Antes, já Rúben Amorim entrara e, depois, foi Miguel Rosa a mostrar-se também ao espanhol. Impossível pedir uns segundos 45 minutos de grande qualidade à equipa. Era muita gente a jogar junta pela primeira vez e que, apesar de querer mostrar serviço, não poderia apresentar o colectivo como principal arma.

Aproveitou o Estoril para subir no terreno e criar maiores calafrios a um Benfica um pouco menos compacto em termos de linhas. Não espantou, então, o golo do empate, nascido aos 62' do pé esquerdo de Nuno Sousa que, lançado em profundidade, atirou a contar. Apenas aos 76’, numa boa jogada pela direita, o Benfica esteve perto de chamar a si novamente a liderança no marcador, mas, servido em zona de tiro, o campeão juvenil Nélson Oliveira atirou ao lado.

Neste jogo, gostei particularmente de ver Miguel Victor, Léo, Yebda, Carlos Martins e Sepsi.

O resultado pouco vale nesta altura da época, tendo ficado a ideia que aquele Benfica que se apresentou de início já sabe pisar o terreno como Quique pretende. Há muito a melhorar, claro, mas a sincronização das linhas no acto de defender e a simplicidade e rapidez de processos ofensivos perspectivam um futebol talhado para fazer furor em especial quando se apresentarem ao serviço as principais figuras da equipa, pois penso que poucos dos que jogaram hoje serão titulares do Benfica 2008/2009.



Força Benfica!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Finalmente, Aimar!

É caso para dizer "Até que enfim!". Esta novela já tinha dias... Era uma boa novela, é certo, daquelas que não se previa facilmente como ia acabar, mas estava a durar demasiado tempo e já se começava a temer o pior. Além do falhanço da contratação, previa-se mais uma vez o Benfica a comprar um substituto à pressa, e o normal nestes casos é sair asneira.

Mas felizmente, e digo isto porque o acho um excelente jogador, logo, uma excelente contratação, o negócio concretizou-se. Fico feliz também por o Rui Costa não ter cedido a "pressões" (do Saragoça e/ou de outros clubes) para aumentar o preço e conseguiu adquirir a totalidade do passe do jogador por 6,5 milhões de euros e ao que parece, Fábio Coentrão vai para o Saragoça por empréstimo. O contrato é de quatro épocas e inclui uma cláusula de rescisão no valor de 20 milhões de euros. O jogador será apresentado hoje às 20h.

Rui Costa pouco disse à chegada a Lisboa, pois "ele [Aimar] é que é agora o dez, não sou eu". No entanto, teve tempo para falar sobre as críticas que alguns benfiquistas lhe endereçaram durante este processo, "isso não me preocupa, estou aqui para o bem do Benfica".
Já o internacional argentino disse que "é uma alegria muito grande" chegar ao Glorioso. "O Benfica foi buscar-me. Conheço o treinador, a equipa técnica conhece-me. Espero jogar, desfrutar, ajudar, se possível ganhando títulos. É um dos maiores clubes do mundo".

domingo, 13 de julho de 2008

Entradas e Saídas

Tem havido algum movimento no mercado (e suposto futuro mercado) do Benfica! Comecemos pelas saídas...

Fábio Coentrão foi cedido, por empréstimo, uma época ao Feyenoord. O clube holandês tem opção de compra sobre o passe no valor de cinco milhões de euros. Ora bem, tendo em conta que o Benfica só tem dois extremos (Dí Maria e Balboa) não acho que o jovem português devesse ter saído, pois se Quique resolver jogar com extremos, não terá banco e poderá ser complicado jogar com adaptações. Outra razão pela qual não concordo, é que Coentrão fez uma boa época pelo Nacional da Madeira e merecia uma oportunidade, até porque é um jogador com bastante potencial. No entanto, o valor da opção de compra deve ter pesado muito na decisão, pois é uma quantia considerável...

Possíveis saídas são as de Nuno Assis e Luís Filipe, ambos por empréstimo e para o Guimarães. Luís Filipe foi o "flop" da época passada, pois tinha feito várias épocas de grande nível no Braga e chegou ao Benfica como uma grande reforço. O que se passou foi o contrário, não teve capacidades para jogar num grande clube e não me lembro de nenhuma boa exibição dele na equipa da Luz. Ainda bem que vai embora! Do caso Nuno Assis tenho uma opinião diferente, pois é um jogador que me agrada, não é nenhum fenómeno mas é um bom médio centro, no entanto compreendo que, naquela zona do campo, não faltem jogadores encarnados. Desejo-lhe sorte!

Quanto a entradas, o jovem uruguaio Jonathan Urretavizcaya (Urreta) e o médio centro argelino Hadja-Aissa já cá estão. Urreta é muito jovem, 18 anos, e é um avançado já com muitos golos na carreira, espero que o aproveitem da melhor maneira. Aissa desconheço por completo, sei que era o número dez da equipa que venceu a a Liga dos Campeões Árabe 2007 (ES Sétif) e é internacional argelino, considerado um dos jovens daquele país com maior margem de progressão. Estou curioso quanto aos dois jogadores...

Como pos
síveis ingressos no Benfica estão os mesmos dois, Aimar e Codina. Ao que parece Aimar está mesmo quase certo, pois já vi um "Finalmente, Aimar" no jornal A Bola e um "Aimar preso apenas pelas garantias" no jornal Record. No entanto, e o passado é exemplo, enquanto não assinar duvido sempre. Apenas queria dizer que era um reforço de enorme qualidade e gostava muito de o ver com o dez do Benfica. Quanto a Codina, sinceramente não o conheço muito bem, mas seja bom ou mau, não aprovo a contratação! Temos dois guarda redes de grande nível (Quim e Moreira) e apostava mais num jovem da formação para terceiro homem daquela posição.


Força Benfica!!!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Pré-época...

Carlos Queiroz na Selecção!

Está encontrado o sucessor de Scolari na Selecção Nacional de Futebol! Carlos Queiroz foi confirmado hoje à tarde pela Federação Portuguesa de Futebol como novo Seleccionador Nacional e será apresentado oficialmente quarta-feira, dia 16 de Julho, às 12h30.

Gilberto Madaíl escolheu o Professor por ser "uma referência de topo entre os técnicos portugueses" e ser a sua primeira escolha para substituir o brasileiro que agora está a treinar o Chelsea... Carlos Queiroz já tinha estado neste cargo e fez um bom trabalho, principalmente ao serviço das Selecções mais jovens. E agora, espera-se que consiga apurar Portugal para o Mundial de 2010 na África do Sul, que é o seu principal objectivo e pedido da Federação!

Tanto a FPF como o Professor Carlos Queiroz enalteceram "a atitude cooperante que o Manchester United teve desde o início deste processo", o que é realmente de louvar...


Na minha opinião é uma escolha razoável! Não é boa porque, tirando nas camadas jovens da Selecção, ainda não fez nada de especial... Esteve no Real Madrid e nada fez, apenas tem sido um bom braço direito de Ferguson no Man Utd! Mas também não se pode defenir como uma má escolha, pois é um treinador referenciado e com estatuto e experiência na Selecção Nacional. Desejo-lhe, por isso, a maior sorte do mundo ao comando do nosso país, em futebol...

Viva Portugal!

Demissão de Quique???

Segundo a imprensa, mais concretamente o Correio da Manhã, Quique Flores ameaçou demitir-se de treinador do Benfica, caso a direcção do clube não procedesse ao seu pedido. Pedido esse que era o afastamento de Fernando Chalana e Diamantino Miranda da equipa técnica... O espanhol quer trabalhar diariamente apenas com a sua equipa e excluir os dois portugueses da função de Treinador Adjunto, passando estes a ter cargos relacionados com observação de jogadores e equipas adversárias...

Em primeiro lugar, duvido um pouco até que ponto esta notícia será verdadeira, no sentido de ele apresentar a demissão, claro. Depois, a ser verdadeira, não vejo o porquê de tanto alarido. Ah, já sei... Tem a ver com o Benfica! Mas voltando ao que interessa, o conteúdo da notícia, Quique até está a fazer bem, na minha opinião. Não precisamos assim de tantos treinadores adjuntos, e os espanhóis já trabalham juntos há mais tempo, não sei se a inclusão de Chalana e Diamantino no grupo seria benéfico... E há que haver uma "revolução" no clube! É certo que falamos de dois homens da casa, que vivem e amam o Benfica, mas sejamos honestos, de treinadores nada têm...

Tê-los lá a dar apoio aos jogadores, a transmitir a mística do Benfica, a dar palestras sobre o clube, o querer ganhar, qualquer coisa do género, aí concordo! Agora, colocá-los como treinadores adjuntos só porque são verdadeiros benfiquistas não tem lógica, ainda por cima impinjí-los a uma equipa técnica já construída e unida... Não faz sentido!

Por isso, se se passou realmente o que diz na notícia, além de não ser nada de outro mundo, é uma decisão que acho perfeitamente normal por parte do treinador espanhol. Mas como é uma notícia sobre o Benfica, está tudo dito, tem de ser capa de jornal e ser dita de forma a que os leitores achem uma coisa absurda... Enfim!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A novela "Aimar"

Tendo o Benfica como principal protagonista, não faltam novelas... Os jornais portugueses são peritos em colocar jogadores no Benfica! Todas os dias o nosso clube tem um jogador diferente na sua lista de compras. Mas há uma novela que se destaca de todas as outras, a contratação de Aimar!

Este jogador argentino já esteve perto da Luz para aí umas cinco vezes, e Rui Costa já foi a Saragoça umas seis ou sete vezes, segundo a imprensa... Diz ainda que o Benfica já teve várias reuniões com os dirigentes do Saragoça, Rui Costa já enviou cartas a Aimar, o internacional argentino já disse que queria o Benfica (apesar das várias propostas), ou seja, está tudo pronto para ele assinar pelo Glorioso. Mas o que é certo é que não assinou e, sinceramente, não vejo jeito de tal acontecer...

Já esteve perto de assinar, mas depois descobriu-se que, afinal, o Benfica ainda nem tinha enviado proposta ao Saragoça, apenas contactado o jogador. Depois enviou a proposta e estava mesmo quase a viajar para Lisboa, mas afinal a proposta era de baixo valor e o Saragoça diz que a negociação está difícil... Até que hoje de manhã Aimar estava de malas prontas para ingressar no SLB, o que foi desmentido à tarde por um dirigente do clube espanhol, dizendo que o médio não está à venda...

Uma coisa é certa, Aimar vai sair do Saragoça! Não acredito que um jogador da qualidade dele fique numa equipa da segunda divisão espanhola (desceu esta época), por isso a sua saída é quase certa, na minha opinião. Falta é saber para onde vai ele jogar, que clube o vai comprar... Gostava muito que esta novela tivesse um final feliz para o Benfica, ou seja, que a aquisição de Aimar se concretize! É um excelente jogador, joga numa posição que necessitamos e traria mais espectáculo ao futebol encarnado...


Força Benfica!!!

Actualidade!

Tenho muito a dizer, visto o tempo que não escreviamos neste blogue...

A época passada acabou, só temos de esquecer a péssima temporada do nosso Benfica e apoiar o clube em tudo que pudermos...

A época 2008/2009 já começou! Terça-feira, dia 8 de Julho arrancou a pré-época do Benfica. A equipa técnica é nova, a qual é liderada por Quique Flores (confesso que fiquei agradado com a escolha, mas só o futuro dirá se é acertada) e onde estão presentes dois grandes benfiquistas, Diamantino e Chalana. Jogadores novos também há, mas ao que parece, ainda virão mais...

Foram também apresentados os novos equipamentos do Glorioso! Bonitos!


Falemos dos reforços. Carlos Martins não me agrada! Não o acho mau jogador, de todo, mas além de ser um jogador muito propício a lesões, tem um mau temperamento dentro de campo, e poderá prejudicar a equipa, espero estar enganado... Yebda é um médio que desconheço, por isso não vou falar sobre ele. Só sei que impressionou no primeiro treino a nível defensivo. Ruben Amorin, este já me agrada e muito! Primeiro, é uma aposta num jovem português de grande qualidade, depois porque é benfiquista assumido desde miúdo, e por último, porque tem uma margem de progressão enorme... Agora falemos de Balboa! Foi uma escolha de Quique Flores, sem dúvida! Não o vi muitas vezes a jogar, mas quando vi pareceu-me irregular nas exibições. Tanto fazia uma jogada magnífica, como errava infantilmente. Só espero que Quique saiba o que faz! Jorge Ribeiro é um concorrente para Léo, ou talvez um "pensar no futuro", visto que será muito difícil tirar o lugar ao brasileiro (e ainda temos Sepsi, que é bom jogador). Por último, chegou recentemente o jovem uruguaio Urreta. É um avançado de apenas 18 anos e com muitos golos no currículo. É uma boa aposta para o futuro, mas desta vez espero que seja aproveitado...

A treinar com a equipa principal está um jovem brasileiro de seu nome Fellipe Bastos. Parece que também no primeiro treino se destacou dos restantes jogadores pela sua qualidade técnica, mas também defensivamente. É um centro campista de grande qualidade e espero que fique na equipa principal, pois se tiver oportunidades, acredito que vai surpreender muita gente e ganhar um lugar no "onze" benfiquista...

Possíveis contratações, pelos jornais desportivos, há muitas... Ou não estivéssemos nós a falar do Benfica! Destacam-se os jogadores Aimar, Saviola, Luís Garcia e Codina! Tirando o guarda-redes Codina (não é mau, mas sim desnecessário), qualquer um seria boa aquisição, mas não me acredito muito... Espero estar errado e ver uma (ou mais) destas "estrelas" a jogar de vermelho na Luz!



Sempre Benfica!

De volta...

Após uns meses de ausência do blogue, voltamos com mais energia e vontade de dar as nossas opiniões sobre o que se passa com o nosso BENFICA!

Devido a compromissos pessoais (exames, aulas, estágio, desporto, etc) não escrevemos aqui no Vermelho à Moda do Porto desde 1 de Fevereiro deste ano, mas agora prometemos voltar a colocar este blogue no seu sítio, onde sempre esteve, com uma grande média de visitantes activos por dia...

Voltem sempre!

Eusébio Branco
Pé Esquerdo Fulminante
Novo Moreira


Viva o Benfica!!!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Ariza Makukula

Entrevista dada ao site oficial do Benfica:



O novo n.º 38 do Benfica, reforço de vulto desta reabertura do mercado, recordou que «este é um dia de enorme felicidade». E notou que tal sentimento não se limita só a si mesmo: «O meu pai deve ser o homem mais feliz do mundo. Cheguei ao melhor clube português. Um grande clube. Sinto-me entre os melhores do mundo. É um momento de alegria para mim e para os meus. Vale a pena abrir hoje uma garrafa de champanhe entre a família».

Sorriso fácil, Makukula recordou a conferência de imprensa de apresentação na qual esteve ao lado de Luís Filipe Vieira e de Eusébio. «Todos viram o quanto estava contente, o quanto este dia mexeu comigo, mas sei que tenho um longo caminho pela frente. Um caminho feito de trabalho, de chama e de intensidade. Quero viver este sonho de forma pragmática, mas sem deixar de desfrutar cada momento. Daí este sorriso de orelha a orelha», contou ao Site Oficial do Benfica.

O jogador que o Benfica adquiriu ao Sevilha – e que brilhava, por empréstimo, no Marítimo, onde apontara sete golos em 1008 minutos jogados na Liga portuguesa – não esqueceu o anterior degrau na sua carreira: «Todos ficaram satisfeitos com o trabalho que eu fiz no Marítimo e, por isso, deixei lá bons amigos. Muitos me querem bem e desejaram as maiores felicidades. Só espero mostrar no Benfica o mesmo que mostrei na Madeira, pois isso seria bom sinal. Quero muito dar alegrias a todos os que vêem ao Estádio da Luz», referiu, esperançado numa boa carreira de águia ao peito (também nós o esperamos...).

Até porque já passou pela Selecção Nacional – e de ter marcado um golo fulcral em Almaty, ante o Cazaquistão, na vitória por 1-2, que abriu as portas do EURO 2008 a Portugal – Makukula destaca Nuno Gomes e Quim como principais amigos no Benfica, embora não esqueça Moreira: «Conheço praticamente todos, mas posso destacar o Nuno, nosso capitão na Selecção e o Quim que também lá joga connosco. Quanto ao Moreira... crescemos praticamente juntos nas camadas jovens e depois na Selecção de Sub-21».

O avançado não esconde, por outro lado, que «é sempre importante estar num grande clube pois isso comporta sempre alguma coisa mais». Ainda assim, baseia o seu possível sucesso, ao serviço de Portugal, no trabalho: «O que realmente interessa é que o meu trabalho nunca vai mudar, esteja onde estiver. Aliás, só vai ser melhor e superior ao que fiz no passado», afiançou o jogador convocado por Luiz Felipe Scolari para o próximo particular da equipa das Quinas, ante a Itália.

Mas o seu foco de atenção está, claro, no Benfica, pelo que Makukula promete, em jeito de mensagem aos adeptos, uma «rápida integração, sentir o Clube e lutar, juntamente com os companheiros, por conquistas que possam ajudar este emblema a cumprir os seus objectivos». «Prometo, acima de tudo, trabalho».



Não o acho uma contratação fantástica, não é daqueles nomes sonantes que chega a um clube para ser titular indiscutível, mas acho uma boa adição ao plantel da Luz. É um avançado possante, ainda jovem, cabeceia muito bem e tem marcado golos na mesma Liga onde actua o glorioso. Poderá ser importante...

Força Benfica!!!

domingo, 27 de janeiro de 2008

Regresso às vitórias...

Dois golos de grande categoria de Óscar Cardozo e uma jogada genial de Di María decidiram uma partida muito intensa e na qual o Benfica provou toda a sua qualidade perante um Vitória de Guimarães que, no seu ambiente, voltou a provar porque razão tem realizado um campeonato de grande nível. De facto, só um grande Benfica poderia ter batido este Vitória, e foi isso mesmo que aconteceu.

Uma autêntica
"pedrada" de Cardozo, logo aos sete minutos de jogo, foi o cartão de visita de um Benfica pleno de garra naquele que era um jogo de extrema importância para o Benfica e para o Vitória de Guimarães. Numa partida que "valia" o segundo lugar na Liga, os "encarnados" mostraram ao que iam através de um golaço do internacional paraguaio, pontapé fulminante na marcação de um livre directo a castigar falta de João Alves sobre Rui Costa a cerca de 25 metros da baliza vitoriana.

Se Cardozo cedo mostrou a garra benfiquista, cerca de 20 minutos depois foi a vez de Di María evidenciar pura classe. Uma jogada de sonho do argentino que, pela esquerda, iludiu Andrezinho e descobriu Maxi Pereira ao segundo poste, cabendo ao uruguaio a fácil tarefa de encostar para o 0-2. Fantástico início de jogo de um Benfica que aliou garra e pragmatismo de uma forma tremendamente eficaz.

No entanto, tal como se esperava, este não era um jogo de facilidades, algo que ficou provado pelos minutos que se seguiram. Não só o Benfica ficou privado do valioso David Luiz (saiu lesionado, entrand
o Nuno Assis e recuando Katsouranis para a defesa), como também o Vitória, apoiado por um Estádio D. Afonso Henriques quase lotado, não deixou de provar as razões que o levam a ser a equipa sensação desta Liga. Tal foi ainda mais evidente ao longo da segunda parte, altura em que os minhotos conseguiram, em alguns momentos, dominar a partida, chegando mesmo ao golo a meia-hora do fim, num cabeceamento do irrequieto Ghilas na sequência de um livre.

Foi então que o jogo se tornou ainda mais entusiasmante, com as duas equipas em busca do golo, registe-se a atitude benfiquista, sempre em busca do terceiro golo e nunca ficando "refém" da vantagem obtida muito cedo. Desmarets e Ghilas, os dois principais focos de perigo no ataque vimaranense, foram controlados, à distância da área benfiquista, por um meio-campo onde se destacou o guerreiro Petit e o competitivo e tecnicista Nuno Assis, tendo este último desempenhado um
importante papel na retenção da posse de bola.

O jogo encaminhava-se para os instantes finais quando Nilson aliviou uma bola contra Cardozo e o paraguaio nem pensou duas vezes antes de, a cerca de 35 metros da baliza do Vitória, atirar a contar. Vitória justa de um Benfica que não só mostrou que o segundo lugar segue intocável como também revelou atitude e futebol suficientes para, quem sabe, pensar em algo mais. O campeonato ainda vai a meio e há que continuar a so
nhar com o título, apesar de ser extremamente dificíl alcançar...



Palavra final, claro, para a homenagem que toda a equipa benfiquista fez em pleno relvado do D. Afonso Henriques em memória de Miki Fehér. Quatro anos depois, e no mesmo local onde o saudoso avançado nos deixou, a família benfiquista mostrou nunca esquecê-lo. E tal homenagem durou todo o jogo ou não tivesse a exibição "encarnada" sido retirada do fundo da alma. O Benfica desta noite teve algo mais, teve um pouco de Miki em cada uma das transpiradas camisolas que representaram o Glorioso.



Força Benfica!!!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Boas Festas!!!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Outra vez Cardozo!!!

Dois golos de Óscar Cardozo revelaram-se decisivos para uma entrada com o pé direito do Benfica na actual edição da Taça de Portugal. Num jogo em que se revelou demolidor no espaço aéreo, o Glorioso beneficiou ainda de um cabeceamento certeiro de Luisão, de pouco valendo a reacção dos academistas, num golo de longa distância de N'Doye.

Apresentando várias alterações no "onze", o Benfica da primeira parte não desacelerou relativamente ao que fizera nas últimas semanas, dando nas vistas pela capacidade de reter, do seu lado, o domínio do jogo, bem como de desenvolver sucessivas jogadas de perigo, ora pela direita, ora pela esquerda ou até pelo centro. Desde o minuto inicial que se adivinhava o golo que, ainda assim, ia sendo adiado por uma Académica batalhadora na defesa mas incapaz de criar lances de perigo na baliza esta noite à guarda de Butt.

Bastou esperar oito minutos até que o regressado Edcarlos brilhasse nas alt
uras, vendo apenas o poste negar-lhe o golo, num cabeceamento após pontapé de canto. Foi, aliás, dessa forma que mais o Benfica criou perigo na primeira parte, revelando-se sempre superior nas alturas, relativamente ao seu opositor. Assim, não estranhou que, aos 39 minutos, o outro central, Luisão, subisse à área contrária e atirasse a contar, num excelente desvio de cabeça, após canto bem apontado por Nuno Assis.

Depois, numa noite em que actuou ao lado de Nuno Gomes, Cardozo fez questão de vincar o seu crescendo de forma, isolando-se, aos 45', e atirando, de carrinho, por cima do corpo de Pedro Roma, após excelente passe de um Léo que viu o azar bater-lhe à porta logo na fase inicial da etapa complementar, saindo por lesão e cabendo a Luís Filipe actuar na canhota da defesa "encarnada".

Foi, curiosamente,
nessa fase que mais o Benfica revelou dificuldades. Para tal muito contribuiu o golo da Académica, obtido num remate de longe de N'Doye. Remate esse que traiu Butt, visto o esférico ter batido no chão e no poste esquerdo antes de se anichar nas redes benfiquistas (mesmo assim foi um pato...). Infelicidade para o alemão que, ainda assim, redimiu-se três minutos depois, ao parar, em estilo, um cabeceamento de Joeano. No entanto, novo susto surgiu aos 64', quando Hélder Barbosa rematou em jeito, ao poste.

Apesar do referido bom reinício de jogo dos "estudantes", o Benfica soube recompor-se e, aos poucos, foi agarrando novamente o controlo da partida. Tudo voltou ao normal e as oportunidades começaram a reaparecer, primeiro num remate às redes laterais de Di María e, depois, num chuto de primeira de Adu, que acabara de entrar para o lugar do argentino (a cerca de 15 minutos do fim). A confirmação da vitória surgiu aos 85 minutos, quando Nuno Gomes centrou com conta, peso e medida para o cabeceamento certeiro de Cardozo.

Má arbitragem de C
arlos Xistra, não assinalando um claro penalty de Pavlovic sobre Nuno Assis e assinalando, erradamente, uma falta de Cardozo sobre Litos, num lance em que o paraguaio se isolava, lado a lado com Nuno Gomes.


Força Benfica!!!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Se fosse sempre assim...

Dois golos apontados por Óscar “Tacuara” Cardozo valeram ao Benfica a continuidade nas competições europeias, via Taça UEFA. Apesar das dificuldades sentidas no frio de Donetsk, o Glorioso revelou uma tremenda solidez defensiva e mereceu por completo a vitória construída ao longo da primeira parte e defendida com sabedoria durante a etapa complementar.

Termómetro abaixo de zero e técnica acima da média. Foi dessa forma que o Shakhtar recebeu, no gelo de Donetsk, o Benfica, naquela que era uma partida decisiva para ambos os conjuntos. Precisavam ambos de vencer – os ucranianos para garant
irem a presença nos 16 avos-de-final da Taça UEFA ou, caso o Milan vencesse o Celtic, para seguirem em frente na Champions, enquanto os benfiquistas com o objectivo único de somar os três pontos para carimbar a passagem à Taça UEFA, enquanto terceiro posicionado no Grupo D. Tal ânsia de vitória revelou-se de duas formas diferentes, pois se os ataques se mostraram particularmente inspirados, especialmente na construção de jogadas de perigo, já as defesas de ambos os conjuntos nem sempre conseguiram dar, durante a primeira parte, a melhor resposta à toada tremendamente ofensiva despoletada por ambos os conjuntos.

Começou melhor o Shakhtar, empurrado por todo um estádio imune ao gelo ucraniano. Lá em baixo, no verde relvado (a neve ficou à margem), deram nas vistas, nos momentos iniciais, talentos como Ilsinho, Jadson ou Brandão, sempre complementados pelo “tanque” italiano, Lucarelli. Chamado à acção, Quim mostrou a habitual eficácia dando bom uso aos seus reflexos logo nos instantes iniciais. Abriu o guarda-redes o caminho para um Benfica em crescendo, mostrando confiança e aproximando-se da baliza adversária à espreita de algum erro. E nem esperou muito, pois, logo aos seis minutos, Cardozo (titular na frente de ataque) aproveitou um mau passe lateralizado entre os defesas ucranianos para ultrapassar o guardião contrário e atirar a contar.

Aquele que foi o melhor marcador do Benfica na actual edição da Champions deu-se a mostrar aos 21 minutos, através de um formidável golpe de cabeça que gelou (ainda mais) as bancadas. Centro de Maxi Pereira e Cardozo a finalizar.

Estava feito o 0-2 e o Benfica deitava para trás das costas os problemas iniciais. No entanto, perto da meia-hora um suposto toque (toque normalíssimo que, com este critério, daria muitos penaltis no futebo
l...) de David Luiz nas costas de Lucarelli permitiu ao italiano colocar a bola na marca da grande penalidade e, apesar da meia defesa de Quim, reduzir para 2-1.

Mais do que na fase inicial da primeira parte, o Shakhtar criou várias jogadas de relativo perigo no início da etapa complementar, mas foi então que a defesa benfiquista (esta noite com Nélson a titular no lugar de Luís Filipe) se mostrou muito coesa, acabando por obrigar, aos poucos, o Shakhtar a recorrer ao jogo directo, algo que em nada beneficiou as suas mais-valias brasileiras.

Foi, no entanto, num centro longo que o Shakhtar quis demonstrar estar no caminho correcto, acorrendo Srna ao segundo poste e atirando com muito perigo, mas para grande defesa de Quim. Foi esse, no entanto, o último sopro de revolta de um Shakhtar que, ao longo dos últimos 30 minutos, foi totalmente controlado pelo Benfica.
Uma excelente vitória do Glorioso num jogo marcado pelos dois golos marcados por Cardozo e pela maturidade demonstrada por uma equipa que terá de ser, agora, considerada como uma das sérias candidatas a vencer a Taça UEFA. O gelo de Donetsk já lá vai. Aqueçam-se os corações benfiquistas!


Força Benfica!!!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Depois do Milan não pode ser assim...

Num jogo muito equilibrado, o Porto acabou por ser a equipa mais feliz, beneficiando de um momento de inspiração de Quaresma, autor do golo que, aos 40 minutos, decidiu o "clássico" que na noite de sábado se realizou na Luz. Com esta vitória, os portistas elevaram para sete pontos a vantagem para o Benfica, segundo classificado.

O Benfica-Porto deste sábado prometeu muito numa fase inicial, mas acabou por ser um
espectáculo um pouco abaixo das expectativas. Um tento apontado por Ricardo Quaresma, a cinco minutos do intervalo, acabou por selar a vitória de um Porto de contenção e que fez da segurança defensiva e eficaz ocupação dos espaços a meio-campo a sua principal arma. O Benfica, sempre mais atacante (mas sem criar verdadeiro perigo), não viu o resultado final fazer justiça ao seu querer, ao seu empenho e à sua garra (algo que tem de ser valorizado, especialmente após o esforço da passada quarta-feira onde, ante o campeão da Europa, realizou uma bela exibição). Um pormenor resolveu um "clássico" pouco espectacular e muito táctico.

No entanto, quem assistiu aos primeiros dez minutos da partida nunca pensaria que a mesma pudesse ser pouco emocionante. 60 mil pessoas na Luz viram o Benfica entrar muito melhor que os "azuis-e-brancos", solicitando os extremos (Rodriguez e Maxi Pereira) e tendo especialmente em Léo um bom complemento para um futebol atraente e lateralizado.

Nuno Gomes, talvez o melhor do Benfica neste jogo,
ganhava consecutivamente duelos aos centrais portistas e era peça importante na fluidez de jogo benfiquista. No entanto, os lances de golo não apareciam e, aos poucos, os portistas conseguiram acertar marcações e estancar a criatividade benfiquista.

Começou, pois, aos poucos a vir ao de cima a técnica e velocidade de Quaresma que, já depois de Tarik atirar a rasar o poste da baliza de Quim, descobriu Lisandro na área para um remate que se previa fatal, mas que foi detido pelo guardião "encarnado". No entanto, pouco depois, nada Quim podia fazer para deter
o remate cruzado do seu colega de selecção que, após ultrapassar David Luiz (neste jogo muito mal), atirou a contar.
Logo ali se percebeu que, mercê das características da partida, muito táctica, seria complicado ao Benfica conseguir dar a volta. No entanto, quem
coloca em sentido o campeão da Europa também tem capacidades para repetir tal cenário num "clássico", ante o detentor do título nacional. Só que, ao longo de toda a segunda parte, o Porto mostrou que tinha a lição bem estudada e não arriscou nada em termos ofensivos, limitando-se a defender com grande agressividade e concentração, de preferência longe da sua baliza, limitando ao máximo os espaços vazios por onde os homens mais rápidos do Benfica tentavam gizar os sucessivos lances de ataque.

Camacho tentou alterar as características do jogo e até conseguiu que a sua equipa fosse mais rematadora nos minutos finais, mas a sorte nada queria com o Benfica. Bom exemplo disso aconteceu aos 77', quando o recém-entrado Adu ganhou espaço à entrada da área e atirou forte para grande defesa de Helton. Logo depois, foi a vez de Petit tentar a meia distância, mas a bola saiu um pouco por cima, não mais se assistindo a um real lance de perigo.


Num jogo em que o empate teria sido o resultado mais justo, acabou por ser um pormenor a resolver a contenda. No entanto, ainda falta muito tempo até que chegue a ho
ra das decisões na Liga e o Benfica tem todas as condições para voltar a aproximar-se dos "azuis-e-brancos" na tabela classificativa. Jorge Sousa, árbitro da A.F. Porto, realizou uma exibição irregular especialmente no capítulo disciplinar, tendo ficado um penalti por marcar no lance em que Di María caiu na área portista, a meio da segunda parte. O autor da falta, Fucile, já deveria estar na rua por acumulação de amarelos.

Agora temos de ir à Ucrânia vencer o Shaktar para seguir em frente nas competições europeias...


Sempre Benfica!!!

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Milan? E quê?

Ainda não foi desta que o Benfica quebrou a tradição e bateu o Milan (empate a um golo), mas nunca o actual campeão europeu esteve tão perto de perder na Luz. Grande exibição de um Benfica a confirmar o crescendo de forma e que terá de vencer na Ucrânia para garantir um lugar na Taça UEFA.

O respeitinho é muito bonito e
foi isso que ambos os treinadores quiseram deixar bem claro na abordagem à partida. Assim, tanto Camacho como Ancelotti optaram por apresentar "onzes" muito equilibrados, fazendo do meio-campo dos mesmos a força principal, sempre tendo em vista deter a posse de bola e criar condições para rápidas transições (quer defensivas, quer ofensivas).

Os "sacrificados" (se é que assim pod
emos designá-los) acabaram por ser Óscar Cardozo no Benfica e Ronaldo no Milan. Nuno Gomes e Gilardino acabaram por ser os ponta-de-lanças escolhidos, significando uma maior mobilidade na frente ofensiva de cada uma das equipas. Tal como se esperava, Camacho promoveu o regresso de Petit e dos uruguaios Maxi Pereira e Rodriguez ao "onze".

Por seu turno, Ancelotti apostou num losango onde
Pirlo, Gattuso, Seedorf e Brocchi eram os homens que cobriam as costas do liberto Kaká (Meu Deus!). Respondia o Benfica com uma dupla de peso: Petit e Katsouranis, sempre na tentativa de fornecer jogo a Rui Costa, sendo este o farol que iluminava um jogo atacante onde Rodriguez surgia pela esquerda, Maxi pela direita e Nuno Gomes pelo meio.

Com respeitinho, é certo,
mas de olhos virados para a baliza contrária. Foi dessa forma que Milan e Benfica encararam a partida desde o minuto inicial, perante uma Luz que, apesar de não estar cheia, conseguiu ser, a espaços, o Inferno que tão bem conhecemos. No entanto, os minutos iniciais mostraram mais Milan. Os italianos entraram com tudo e superiorizaram-se aos intentos atacantes dos portugueses, dominando as operações mercê da excelência de passe de Pirlo, da rapidez de Kaká (quase sempre à esquerda) e das entradas de Seedorf.

Foi dessa forma que o holandês, em combinação com Gilardino, selou o aviso, atirando para bela defesa de Quim. O golo italiano surgiria dez minutos depois. E que golo. Kaká cedeu a bola a Pirlo, abrindo uma brecha na meia-defensiva
"encarnada", e o médio galgou terreno para um imparável remate a mais de 25 metros.

Poderia pensar-se que a tarefa benfiquista se tornaria quase impossível
(todos sabemos que a eficácia da máquina milanesa é imparável quando carbura no marcador), mas foi então que o Benfica mostrou a sua melhor face, atirando-se, literalmente, para cima do adversário e provando por que razão é a equipa mais rematadora da Champions. Nuno Gomes foi o primeiro a mostrar que o Milan não é de todo imbatível, roubando uma bola a Serginho e servindo Rodriguez que, isolado, não conseguiu bater Dida, pois já rematou em esforço, depois de excelente recuperação de Kaladze. A resposta ao golo italiano era imediata e foi preciso esperar apenas mais dois minutos para que, aos 19', Maxi Pereira, numa jogada de antologia, empatasse a partida. O uruguaio tirou Gattuso do caminho com uma bela finta e atirou de pé esquerdo ao ângulo superior esquerdo da baliza de Dida. Fenomenal!

Não mais o Milan recuperou de tal golpe ao longo da primeira parte e o Benfica, mais coeso e muito empreendedor na recuperação da bola, fechou espaços e conseguiu, cada vez mais
, jogar no meio-campo adversário. Aos 37', numa tremenda jogada, foi por muito pouco que Maxi Pereira não bisou, após uma jogada entre Léo e Nuno Gomes, passando por Rui Costa. Desmarcado pelo 21, o extremo viu-se na cara do brasileiro e colocou à prova os reflexos do guardião. O Milan, cada vez mais, dependia dos arranques de Kaká, mas o Benfica soube sempre realizar da melhor forma as compensações, destacando-se, desta feita, David Luiz, sem dúvida um defesa cada vez mais em foco.

Nada satisfeito com
o mau funcionamento do flanco esquerdo da sua defesa, Ancelotti optou pelo experiente Maldini na segunda parte, abdicando de Serginho. O empate servia aos italianos e precisava assegurar que os erros dos primeiros 45 minutos não se repetissem. Poucos minutos se jogaram na segunda parte e já Brocchi cedia o seu lugar a Gourcuff, o que mostrava que o labor benfiquista persistia em emperrar a "máquina" italiana. Dois remates perigosos de Rui Costa e uma excelente atitude benfiquista eram provas claríssimas de que os italianos não detinham o controlo a que tanto estão habituados. Novo susto surgiu aos 61', quando Petit estoirou do meio da rua e Dida defendeu para a frente, permitindo a recarga vitoriosa de Nuno Gomes. Falso alarme, no entanto, pois o internacional luso estava em fora-de-jogo.

O Benfica ia merecendo o golo e a Luz vivia intensamente cada momento. Quando, aos 66', Maxi cent
rou para remate em vólei de Nuno Gomes e o tiro (forte) morreu nas mãos de Dida, foram ao rubro as emoções, mas, mais uma vez, os italianos eram bafejados pela fortuna. Conforme o tempo foi passando, o Benfica encostou cada vez mais o Milan às cordas, mas, apesar dos muitos remates, Dida mostrava-se seguro e era a imagem de um campeão encolhido, mas sempre cínico. Bom exemplo disso surgiu no penúltimo minuto, quando Kaká se isolou e atirou um pouco ao lado. Tal injustiça não aconteceu, mas também não se fez a justiça que a Luz tanto ansiou, ou seja, a vitória do Benfica.

Em Glasgow, o Celtic venceu o Shakhtar por 2-1 (com o golo da vitória a ser apontado nos descontos) deixando a formação portuguesa fora da Liga dos Campeões. O Benfica terá de vencer na Ucrânia para assegurar um lugar na Taça UEFA. Vamos acreditar!


Força Benfica!!!

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Goleada das antigas...

O Benfica levou ao rubro os adeptos presentes na Luz ao golear o Boavista por 6-1 em jogo referente à 10ª jornada da Liga. Um jogo para mais tarde recordar, até porque fixou em 30 o número de partidas sem perder de um Benfica em clara ascensão na principal prova do calendário português.

O Benfica juntou o histórico ao agradável, visto ter obtido, também, a sua quarta vitória consecutiva na Liga, reforçando a perseguição ao líder e dando excelente defesa às palavras proferidas por Camacho na sexta-feira, quando o técnico espanhol garantiu que a sua equipa melhorava a olhos vistos. Coeso, seguro a defender, pragmático na abordagem ao ataque e rematador, o Benfica desde cedo mostrou, perante uma Luz bem composta, ao que ia, assumindo o controlo da partida desde início, apesar de o Boavista ter em Mateus e em Zé Kalanga dois rápidos executantes a ter sempre em conta.

Talvez tenha sido mesmo na sua defesa que o Benfica começou a ganhar a partida, tendo Luisão e Katsouranis (de regresso à condição de central) revelado muita sintonia e eficácia
, o que facilitou os processos de transição, sempre a cargo de Rui Costa, esta noite a alinhar nas costas do totalmente recuperado Nuno Gomes. No entanto, aos 17’, o “maestro” subiu, ele mesmo, à área contrária, acabando por furar por completo a defesa “axadrezada”, após tabela com o “capitão”, e ofereceu o golo a Cardozo. O paraguaio dominou, olhou e deu um subtil toque que fez a bola passar por cima do corpo de Jehle e aninhar-se no fundo das redes.

O internacional do Liechtenstein foi mesmo obrigado a exibir-se a grande altura pouco depois, quando o avançado paraguaio fez uso do seu ponto forte, o remate de meia distância de pé esquerdo. Uma grande defesa a parar um autêntico tiro. Depois, mesmo à beira do intervalo, foi a vez de Luisão fazer brilhar Jehle, na sequência de um cabeceamento correspondido com um tremendo voo do guardião de um xadrez incapaz de colocar a defesa benfiquista em xeque, excepção feita a um perigoso remate ao lado de Jorge Ribeiro.

A fase inicial da segunda parte não trouxe grandes novidades, com o Benfica a proteger a posse de bola com uma boa circulação do esférico a meio-campo, optando, também, por rápidas jogadas pelos flancos, sendo um bom exemplo o centro de Maxi Pereira que Nuno Gomes não aproveitou por muito pouco, cabeceando um pouco ao lado. As esperanças do Boavista pareceram ficar ainda mais reduzidas quando Zé Kalanga foi expulso, aos 55’.
Erro do internacional angolano que, já com um amarelo, acabou por fazer falta sobre Léo e ver o segundo amarelo. No entanto, ninguém poderia imaginar
o que aconteceu pouco depois: contra-ataque do Boavista liderado por Mateus – o atacante foi mais rápido que Luís Filipe – e assistência para Jorge Ribeiro chutar com força para o golo do empate.
No entanto, o Benfica precisou apenas de quatro minutos para voltar a ficar na frente do marcador. Um belo golo de Maxi Pereira – o seu primeiro de “águia” ao peito – após jogada pela esquerda protagonizada por Léo. O Benfica estava, então, imparável e, aos 66’, praticamente sentenciou a partida com
novo golo uruguaio. Rodriguez, de cabeça, numa recarga, após uma jogada de raça de Rui Costa (fantástico, como o 10 acreditou no lance até ao fim) à qual Jehle não se opôs com total eficácia, levou a Luz ao rubro. Seguiu-se uma fase menos bonita do jogo, culminada com a saída de Cardozo por lesão, após entrada violentíssima de Ricardo Silva (não entendemos porque razão Ricardo Silva não foi expulso).

Nesse mesmo minuto, aos 79’, o Boavista enviou uma bola ao poste e no contra-ataque o Benfica chegou mesmo ao 4-1, novamente com Ricardo Silva em destaque pelas piores razões, visto ter sido o central a colocar a bola nas suas próprias redes, após remate intencional de Di María, que entrara minutos antes em campo para o lugar de Maxi Pereira. Mas as emoções não ficaram por aí, visto que Nuno Gomes – que belo regresso – ganhou metros a Marcelão e só foi travado em falta quando ia preparar-se para marcar. Não o fez de bola corrida, deu boa conta do recado na transformação da grande penalidade, fixando o marcador em 5-1.

A boa exibiç
ão do 21 benfiquista foi, ainda assim, verdadeiramente carimbada apenas aos 89’, num lance de grande espectacularidade: Luisão, imagine-se, isolou Rodriguez pela direita e este centrou curto para o remate acrobático do avançado. Grande Golo!!! O resultado até poderia ter sido mais desequilibrado, não fora Bergessio falhar uma grande penalidade, após clara falta do guarda-redes do Boavista sobre o inevitável Rodriguez.

O Benfica provou, de facto, o porquê de Camacho garantir existir um notório crescimento, enquanto equipa, totalizando um ano (30 jogos) sem perder na Liga, enquanto o Boavista, apesar de muito lutar, cometeu demasiados erros. Longe da força de outras épocas, a equipa nortenha ainda vai, afinal de contas, procurando a primeira vitória na competição. E essa nunca teria acontecido na Luz, pois o Benfica, motivadíssimo, jogou para golear, tal como, aliás, aconteceu na partida entre os dois conjuntos na temporada passada (apesar do 0-0). A diferença é que desta feita os ferros e William não deram uma ajuda aos do Bessa...


FORÇA BENFICA!!!

Dom do Benfica

"Antigamente, quem via o Benfica a jogar (como eu ainda me lembro), sabia que o Benfica só perdia de 1 de duas formas: ou perdia 1-0 com uma equipa que jogava com 11 jogadores à baliza durante 89 minutos e meio, e de repente saía do covil por escassos segundos, e era o suficiente para fazerem um golo e não se mexerem mais, ou então perdia contra os grandes do futebol nacional e europeu, e mesmo assim raramente a diferença ia além de 1 ou 2 golos. Este Benfica, era o Benfica da mística. O Benfica que vencia títulos.

De há uns anos para cá, o Benfica caiu no fundo do poço. E o dom que este Benfica tem é: sempre que pensamos que está a fazer a pior pré-época de todos os tempos (como há 2 anos, como no ano passado e como este ano), o Benfica no ano a seguir consegue fazer pior ainda, superando todas as expectativas. Sempre que pensamos "não, eles aprenderam, é impossível bater mais fundo", eles superam a faixa e conseguem bater mais fundo! Nos jogos a mesma coisa. Sempre que levam uma tareia e perdem 1 ou 2 jogos seguidos, nós pensamos "pior é impossível", e na jornada a seguir eles fazem o impossível. Já ninguém joga na Luz para o 0-0. Hoje joga-se para ganhar, e despeita-se o clube. E a ambição nunca matou ninguém, mas a passividade sim. Passividade que é o que se passa na cabeça dos jogadores do Benfica: deixam jogar, em vez de pressionarem.

Depois, há outra coisa que o Benfica também tem como dom: quando perde e nós pensamos na jornada a seguir "pronto, lá vem mais uma tareia", eles ganham! Quando pensamos numa época "ok... mais uma época perdida", eles ganham qualquer coisa. O meu Benfica tem este dom. É triste, mas tem."

Li esta crónica e encaixa perfeitamente naquilo que é o Benfica...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Complicou-se...

Vamos por partes:

Luís Filipe. Tem estado muito mau. Não sabe cruzar, não sabe marcar o adversário, apenas corta bem a bola (quando não é "comido"). Não acompanha o ataque quando é preciso. Há o Nélson, o Maxi Pereira, o Zoro, mas tirem-me esse indivíduo dali...

Maxi Pereira. Já provou ser um jogador útil ao plantel, na medida em que tem uma polivalência fora do normal. Joga bem no meio campo, joga bem nos flancos e joga bem a lateral. É fantástico para um treinador ter um jogador destes no plantel e no banco para um jogo. Agora, ele é bom em todas estas posições, mas não é muito bom em nenhuma. Não é jogador para ser titular, é apenas um excelente jogador de banco...

Cardozo. Confesso que admiro a sua forma de jogar, mas tem estado muito mau. Não o crucifico porque realmente ele não teve férias, nem uma adequada pré-época, mas o melhor será descansá-lo aí um mesito e esperar no que dá... Além dele descançar, que precisa, por estar de fora pode ser que volte com outro ânimo e vontade de marcar e mostrar o seu valor...

Binya. Foi uma surpresa agradável. Os primeiros jogos dele foram terríveis, mas foi melhorando de jogo para jogo, e acho que tem grandes qualidades de centro campista. Raça, empenho, bom toque de bola... Agora, não pode ser tão violento... A entrada que fez hoje é inadmissível, de uma dureza extrema!!! Tem de ser repreendido internamente e "educado" a jogar à bola...

Finalização. O Benfica cria oportunidades, é a equipa com mais remates na Liga dos Campeões, e no campeonato também, mas a bola não entra... Primeiro, em tanto remates, mais de metade não vão à baliza. Segundo, dos que vão à baliza, a grande maioria não entra... Não pode ser! O Benfica tem de treinar urgentemente a finalização...

Camacho. Sou um admirador de Camacho. Fiquei muito contente quando soube que era ele o substituto de Fernando Santos. Mas a verdade é que me tem desiludido... Sempre foi o mau dele, mas agora em grande escal... As Substituições!!! Prepara bem a equipa, estuda bem o adversário, mas a sua leitura de jogo é péssima... O Benfica realmente joga agora com mais raça, com mais vontade, é um futebol mais alegre... Mas falta o mais importante, golos e vitórias...

Árbitro. Não foi por causa dele (directamente) que perdemos o jogo, agora que me apetecia, em muitos momentos, chamar nomes à mãe dele, isso apetecia... Ele não marcava uma única falta a favor do Benfica, impressionante!!! Então sobre o Rui Costa foram para aí quatro ou cinco... Além de estar a prejudicar directamente, irrita e desconcentra a equipa (prejudica indirectamente). Não gostei!


Hoje o Benfica jogou melhor que o Celtic, controlou o jogo, com os escoceses a jogar apenas em contra-ataque, mas em tantas oportunidades criadas, não marcamos um único golo. Inadmissível!!! Além disso sofremos o golo da forma que foi... Deixa mesmo uma pessoa indecisa. Porque perdemos por culpa própria, e ao mesmo tempo sente-se que houve azar... Mas a culpa própria é o que melhor se adequa à derrota...

Celtic 1-0 Benfica




No entanto...



SEMPRE BENFICA!!!